5.3.11

Marilia Guimarães

 
Posted by Picasa

Marilia Guimarães

 
Posted by Picasa

4.3.11

LUIZ MELODIA - ONDE ANDA VOCÊ?

LUIZ MELODIA - ONDE ANDA VOCÊ?

Mulheres - Pablo Neruda

Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.

Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando
acreditam que existe melhor solução.

Elas andam sem novos sapatos para
suas crianças poder tê-los.
Elas vão ao medico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.

Elas choram quando suas crianças adoecem
e se alegram quando suas crianças ganham prêmios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre
um aniversario ou um novo casamento.

Mulheres - Pablo Neruda

Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.

Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando
acreditam que existe melhor solução.

Elas andam sem novos sapatos para
suas crianças poder tê-los.
Elas vão ao medico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.

Elas choram quando suas crianças adoecem
e se alegram quando suas crianças ganham prêmios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre
um aniversario ou um novo casamento.

2.3.11

Que vergonha Emir Sader !

Saber estar no poder é para poucos. A maioria não consegue um equilíbrio entre representar um povo no Legislativo, Executivo e contracenar com seu próprio ego.
Ainda estamos há noventa dias de um novo Governo presidido pela primeira vez por uma mulher – e como se fosse pouco ex-guerrilheira, forte, e comprometida com as reformas sociais no Brasil, e os incautos, inexperientes, na contra mão da história insistem em atropelar a continuidade de uma proposta tão eficaz para nosso País.
Falta de maturidade? Não creio. Todos já passam dos 60 – embora não exista relação entre idade e maturidade política e psicológica. Que o diga os nossos jovens ocupando cargos de suma responsabilidade em contra – partida com a velha guarda do poder público.
Numa entrevista á Folha de São Paulo, espontaneamente, Emir Sader ofende a milhares de família no Brasil e no mundo ao se referir a Ministra Ana de Hollanda – por ser cautelosa, não deslumbrada – como meio autista. Desconhece o Sr. Emir os sintomas que caracterizam o autismo por um lado e demonstra seu preconceito contra as diferenças existente entre os seres humanos. Item dentro da sociologia de suma importância.
Como se fosse pouco Emir dentro da sua superficialidade agredi os conveniados dos pontos de cultura, formados na sua maioria por artistas populares, agentes culturais de “merdinhas”.
Penso que em ambos as situações Emir Sader é incompatível com o Governo da Presidente Dilma Housseff. É a antítese do homem preocupado com o bem estar social. Desagregador. Nenhum pedido de desculpas poderá ser aceito neste episódio desumano, violento neste momento tão especial em que a sociedade civil está tentando se organizar

Que vergonha Emir Sader !

Saber estar no poder é para poucos. A maioria não consegue um equilíbrio entre representar um povo no Legislativo, Executivo e contracenar com seu próprio ego.
Ainda estamos há noventa dias de um novo Governo presidido pela primeira vez por uma mulher – e como se fosse pouco ex-guerrilheira, forte, e comprometida com as reformas sociais no Brasil, e os incautos, inexperientes, na contra mão da história insistem em atropelar a continuidade de uma proposta tão eficaz para nosso País.
Falta de maturidade? Não creio. Todos já passam dos 60 – embora não exista relação entre idade e maturidade política e psicológica. Que o diga os nossos jovens ocupando cargos de suma responsabilidade em contra – partida com a velha guarda do poder público.
Numa entrevista á Folha de São Paulo, espontaneamente, Emir Sader ofende a milhares de família no Brasil e no mundo ao se referir a Ministra Ana de Hollanda – por ser cautelosa, não deslumbrada – como meio autista. Desconhece o Sr. Emir os sintomas que caracterizam o autismo por um lado e demonstra seu preconceito contra as diferenças existente entre os seres humanos. Item dentro da sociologia de suma importância.
Como se fosse pouco Emir dentro da sua superficialidade agredi os conveniados dos pontos de cultura, formados na sua maioria por artistas populares, agentes culturais de “merdinhas”.
Penso que em ambos as situações Emir Sader é incompatível com o Governo da Presidente Dilma Housseff. É a antítese do homem preocupado com o bem estar social. Desagregador. Nenhum pedido de desculpas poderá ser aceito neste episódio desumano, violento neste momento tão especial em que a sociedade civil está tentando se organizar

Carlos Takeshi e Marcello Guimaraes + Visual Kit5

E preciso acabar com a Pirataria. QAuem vai se habilitar. O visual Kit5 gera empregos, mudou a cara do Brasil neste anos de mercado.

Carlos Takeshi e Marcello Guimaraes + Visual Kit5

E preciso acabar com a Pirataria. QAuem vai se habilitar. O visual Kit5 gera empregos, mudou a cara do Brasil neste anos de mercado.

1.3.11

Na medicina e no amor, nem sempre, nem nunca

- Olha uma nimbos enorme!. Vai chover tudo. Sem sombra de duvida, teremos um carnaval quente , banhado de estrelas tanto no céu quanto na passarela – comentou o taxista.
Carnaval este ano cheio de problemas. Na Cidade do samba, União da ilha virou uma labareda negra, se alastrou para minha querida Portela , alcançou a Grande Rio transformando em cinzas o sonho de um ano de trabalho intenso, dedicação, entrega total como suele ser tantos carnavais, por uma hora e vinte minutos de felicidade. Nem mais, nem menos.
Pior é a vida resmungou o chofer.
Porquê?
Estava apaixonado moça. Sabia de tudo. Casada décadas, filhos, uma vida estável, mas como o destino prega peças todos os dias nas horas vagas, eis que entra no carro um velho e grande amor. Nem posso descrever aquele azul – como cantou Paulinho da Viola -.Fiz de um tudo. Passei a viver a euforia de um adolescente. Esqueci o lá fora. Pregado no computador esperava ansioso viver aquele lembrança. Doce, terna, mal resolvida claro. De não ser assim teria passado como tantas outras que deparo em alguma esquina, não batem forte meu coração. Mas, com ela havia sido diferente. Muito diferente. Poucos beijos, nada de relações intimas, uma brusca despedida – o vácuo. Recuperar um minuto voltar atrás o ponteiro. Presente maior impossível.
Email, mensagens, músicas. Só faltava aquele abraço forte demorado, aquele beijo não roubado, aquela caricia perdida no tempo. Aquela umidade na tarde, um que” já vivi e que te vas”.
Como passe de mágica uma foto, uma cobrança da minha insistência, uma frieza crua sem sentido. Nocaute. Fui pego num nocaute estúpido, logo eu que nunca deixe o coração dominar meus neurônios. Logo eu. Respondo três ou quatro coisas malcriadas. Fim de papo. Não vale a pena remexer nas lembranças.
Ciao.excelente decisão. Não vale a pena remexer nas lembranças.
Desço rápido. Preciso desligar os equipamentos antes das trovoadas e relâmpagos, mas não sem ler os meus emails. Entre tantos a triste noticia Marilene Ramos chegou feliz a Saquarema para passar o carnaval e de pronto tudo escurece. ...Professora de História, já chegou agitando, fazendo discurso, organizando, enchendo o ambiente com a sua figura alegre, falante e bem humorada descreve Eli – a moderadora do Grupo de 68.

Adormeci inconformada. Pensei no taxista que desistiu de resolver uma pendência do passado e da inesperada partida. Num piscar de olhos, a alegre companheira de tantas lutas emudece para sempre.
De manhã, fui fazer as famosas mamografias e ultras mamárias. Lá estão eles anos dois nódulos, pensativos, de igual tamanho na espera de um descuido bobo como foi o do motorista para pegar-me de surpresa. Por esta e por outras temos ser que estar atentas e fortes - Na medicina e no amor, nem sempre, nem nunca.

Na medicina e no amor, nem sempre, nem nunca

- Olha uma nimbos enorme!. Vai chover tudo. Sem sombra de duvida, teremos um carnaval quente , banhado de estrelas tanto no céu quanto na passarela – comentou o taxista.
Carnaval este ano cheio de problemas. Na Cidade do samba, União da ilha virou uma labareda negra, se alastrou para minha querida Portela , alcançou a Grande Rio transformando em cinzas o sonho de um ano de trabalho intenso, dedicação, entrega total como suele ser tantos carnavais, por uma hora e vinte minutos de felicidade. Nem mais, nem menos.
Pior é a vida resmungou o chofer.
Porquê?
Estava apaixonado moça. Sabia de tudo. Casada décadas, filhos, uma vida estável, mas como o destino prega peças todos os dias nas horas vagas, eis que entra no carro um velho e grande amor. Nem posso descrever aquele azul – como cantou Paulinho da Viola -.Fiz de um tudo. Passei a viver a euforia de um adolescente. Esqueci o lá fora. Pregado no computador esperava ansioso viver aquele lembrança. Doce, terna, mal resolvida claro. De não ser assim teria passado como tantas outras que deparo em alguma esquina, não batem forte meu coração. Mas, com ela havia sido diferente. Muito diferente. Poucos beijos, nada de relações intimas, uma brusca despedida – o vácuo. Recuperar um minuto voltar atrás o ponteiro. Presente maior impossível.
Email, mensagens, músicas. Só faltava aquele abraço forte demorado, aquele beijo não roubado, aquela caricia perdida no tempo. Aquela umidade na tarde, um que” já vivi e que te vas”.
Como passe de mágica uma foto, uma cobrança da minha insistência, uma frieza crua sem sentido. Nocaute. Fui pego num nocaute estúpido, logo eu que nunca deixe o coração dominar meus neurônios. Logo eu. Respondo três ou quatro coisas malcriadas. Fim de papo. Não vale a pena remexer nas lembranças.
Ciao.excelente decisão. Não vale a pena remexer nas lembranças.
Desço rápido. Preciso desligar os equipamentos antes das trovoadas e relâmpagos, mas não sem ler os meus emails. Entre tantos a triste noticia Marilene Ramos chegou feliz a Saquarema para passar o carnaval e de pronto tudo escurece. ...Professora de História, já chegou agitando, fazendo discurso, organizando, enchendo o ambiente com a sua figura alegre, falante e bem humorada descreve Eli – a moderadora do Grupo de 68.

Adormeci inconformada. Pensei no taxista que desistiu de resolver uma pendência do passado e da inesperada partida. Num piscar de olhos, a alegre companheira de tantas lutas emudece para sempre.
De manhã, fui fazer as famosas mamografias e ultras mamárias. Lá estão eles anos dois nódulos, pensativos, de igual tamanho na espera de um descuido bobo como foi o do motorista para pegar-me de surpresa. Por esta e por outras temos ser que estar atentas e fortes - Na medicina e no amor, nem sempre, nem nunca.

27.2.11

Nelson Cavaquinho - Vou Partir

Nelson Cavaquinho - Vou Partir

Reencontros - Primeira Parte

Verde oliva , verde petróleo, verde limão capim da estrada, verde cor de esperanças, verde eternamente verde. Entre o verde exuberante da Mata Atlântica recortada pelas águas barrentas que dividem a cidade de Minas do Estado do Rio Janeiro , Além Paraíba aldeia dos índios Puris, dos tropeiros vindo da corte atraídos pelos minerais preciosos despontou com sua Igrejinha, sua ferrovia e suas escolas – elementos indispensáveis para crescer e multiplicar.
A religião, o poder e o conhecimento. Como Macondo repete as mesmas e infindáveis estórias dentro da história. Rodeada de estrelas, longe do cheiro do mar, escrevi meu primeiro poema, esquecido, deixado de lado em algum rincão do passado usurpado da mãos na sala de aula, onde a ordem era apenas ouvir ou responder se perguntado.
Numa rara noite de saída, permanentemente proibidas pude ir a um baile. Puro luxo para quem vivia na biblioteca mergulhada entre Balzac, Tolstoi, Machado de Assis, uma que outra Iracema , recanto preferido e amado separando-me das paredes cheirando a terços, rezas e procissões.
A juventude é sábia busca, remexe, vasculha, encontra e reencontra.Corria solto pelos corredores a beleza de um certo rapaz cobiçado em sonhos e versos pelas jovens quase professorinhas . Decidimos fazer uma aposta. Bobagem de meninas. Justificativa prefeita para quem não lograsse tocar o coração do galã.
Arrisquei a minha - se até as 12:00, como na estória da cinderela, ele não dançar comigo saio do páreo sem mais delongas. Sei perder.
Mil boleros intercalados entre sambinhas, Nat King Cole estraçalhando corações, Cauby Peixoto embaralhando paixões quando minutos antes das doze badaladas lindo como um deus grego, chegou tímido num gesto de aprovação tomou-me pela cintura cautelosamente, abraçou junto ao seu corpo até que a madrugada anunciou sua chegada. Felicidade só permitida aos privilegiados pelo cupido que vez por outra flecha um que outro coração desprevenido.

Reencontros - Primeira Parte

Verde oliva , verde petróleo, verde limão capim da estrada, verde cor de esperanças, verde eternamente verde. Entre o verde exuberante da Mata Atlântica recortada pelas águas barrentas que dividem a cidade de Minas do Estado do Rio Janeiro , Além Paraíba aldeia dos índios Puris, dos tropeiros vindo da corte atraídos pelos minerais preciosos despontou com sua Igrejinha, sua ferrovia e suas escolas – elementos indispensáveis para crescer e multiplicar.
A religião, o poder e o conhecimento. Como Macondo repete as mesmas e infindáveis estórias dentro da história. Rodeada de estrelas, longe do cheiro do mar, escrevi meu primeiro poema, esquecido, deixado de lado em algum rincão do passado usurpado da mãos na sala de aula, onde a ordem era apenas ouvir ou responder se perguntado.
Numa rara noite de saída, permanentemente proibidas pude ir a um baile. Puro luxo para quem vivia na biblioteca mergulhada entre Balzac, Tolstoi, Machado de Assis, uma que outra Iracema , recanto preferido e amado separando-me das paredes cheirando a terços, rezas e procissões.
A juventude é sábia busca, remexe, vasculha, encontra e reencontra.Corria solto pelos corredores a beleza de um certo rapaz cobiçado em sonhos e versos pelas jovens quase professorinhas . Decidimos fazer uma aposta. Bobagem de meninas. Justificativa prefeita para quem não lograsse tocar o coração do galã.
Arrisquei a minha - se até as 12:00, como na estória da cinderela, ele não dançar comigo saio do páreo sem mais delongas. Sei perder.
Mil boleros intercalados entre sambinhas, Nat King Cole estraçalhando corações, Cauby Peixoto embaralhando paixões quando minutos antes das doze badaladas lindo como um deus grego, chegou tímido num gesto de aprovação tomou-me pela cintura cautelosamente, abraçou junto ao seu corpo até que a madrugada anunciou sua chegada. Felicidade só permitida aos privilegiados pelo cupido que vez por outra flecha um que outro coração desprevenido.