Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Setembro, 2021

CHOQUE E TERROR SERÃO O FUTURO DA POLÍTICA

Sem exageros de otimismo creio num futuro melhor, e luto por ele

AMORES NO PARQUE GUINLE

        Rua das Laranjeiras, Rio de Janeiro Verde oliva, verde petróleo, verde limão capim da estrada, verde cor de esperanças, verde eternamente verde. Entre o verde exuberante da Mata Atlântica recortada pelas águas barrentas que dividem o Estado de Minas, do Estado do Rio Janeiro, na remota aldeia dos índios Puris, rotado ouro, dos tropeiros chegados da corte seduzidos pelos minerais preciosos; hoje, com Catedral, estação ferroviária, cinemas, escolas, museu, academias, o envelhecido hospital  resistindo reconstruído, destruído em pequenos lapsos de tempo, elementos indispensáveis para crescer e multiplicar a cidade. A religião, o poder e o conhecimento. Como Macondo – de um Cem anos de solidão, reproduz as mesmas e infindáveis estórias dentro da história. O Coronel Político, o médico, que viu todos os nascimentos, prescreveu medicamentos idênticos, a rapariga que foi entregue na manhã seguinte, pós a grande festa do casamento porque virgem não era, a louca cujos cabelos acinzentar

QUE VAS HACER ESTA NOCHE?

  Rua Waldemar Falcão, 16 - Barra da Tijuca Havana se você bobear dorme todos os dias na madrugada, acorda cedo, trabalha todo o dia, vai a universidade fazer o mestrado, lê de pé nas guagas, chega. Num piscar de olhos encontra a agenda. Caramba, reunião na casa do Conselheiro Comercial da Embaixada do México compartir uma noite sui generis. Curtir as fotos e slides da antártica. Descanso merecido e original. De relance senti um olhar insistente. Outro e mais outro. Ciceroneava Roberto recém na ilha desde Paris. Um passeio, àquele jantar, idas à praia um namoro de férias julina, tudo por uma crise amorosa com o trovador. Será? - Preste atenção na tela. Roberto inquieto virava de posição inquieto. Conhece o rapaz à sua esquerda? - Nunca vi. - Deselegante. Não tira os olhos daqui. - Estará interessado na beleza, na aparência. Com toda está elegância que lhe é peculiar chama atenção. Quem sabe? - Aucune arnaque. -Je ne suis pas De regresso, um carro emparelhava, arriscando trocar palav

VAYA CASUALIDAD

Rua do Ferragial, 33 - Lisboa As madeiras falavam anunciando seus passos no corredor. Interessante, como conversam, anunciam chegadas, reclamam de pisadas fortes. Costumam dizer ser o sol o culpado. Madeiras rangem, não duvidem pura  energia solar.  Realíssimo. Simplesmente seus passos.  Só ela provocava tanto reboliço, nos corações e nas madeiras. Bobagem de criança argumentava vovó enquanto rodopiava em círculos, retângulos, quadriláteros atrás da, gordinha de cabelos brancos que ouvia pacientemente  essas histórias.   Atirava -me de supetão, aconchegava  entre seus braços disputando com a irmã mais  nova  todos  os carinhos. Caia aos prantos, quando o via engravatado de saída para o trabalho. Inventava pretextos para postergar a saída.     Machuquei o dedo na porta.     Pode colocar o laço no meu cabelo?     Acho que quero um copo de leite. Inútil. Trabalhar é preciso. Velozes como raios as estações dançavam em redor do sol derramando um colorido de miosótis, gerânios, flamboyants

E, SE FOSSE DIFERENTE?

A minha pátria é como se não fosse, é íntima Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo É minha pátria. Por isso, no exílio Assistindo dormir meu filho Choro de saudades de minha pátria. Se me perguntarem o que é a minha pátria direi: Não sei. De fato, não sei Como, por que e quando a minha pátria Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água Que elaboram e liquefazem a minha mágoa Em longas lágrimas amargas. Vontade de beijar os olhos de minha pátria De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos... Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias De minha pátria, de minha pátria sem sapatos E sem meias pátria minha Tão pobrinha! Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho Pátria, eu semente que nasci do vento Eu que não vou e não venho, eu que permaneço Em contato com a dor do tempo, eu elemento De ligação entre a ação o pensamento Eu fio invisível no espaço de todo adeus Eu, o sem Deus! Tenho-te no entanto em mim como um gemido De flor; tenho-te como um