23.2.11

Do capim gordura a brachiaria II


Cheguei uma hora antes. Coisas de engenharia de transito. Sai na hora viável atrasa, se antes corre o risco de adiantar tanto como uma hora de antecedência, por exemplo. Assim foi. Evaldo sai da sala e depara comigo adiantadissssssssima. Um abraço feliz, perguntas sobre a família, esposa. O corriqueiro agradável.
- Aqui de volta. Faz um ano de toda aquela loucura. Hora de novos exames - brinquei
- Certo – argumentou tranqüilo. O calor está insuportável. Não chove, a plantação padece. O capim fica todo calcinado, o gado sofre.
- No interior também a seca está castigando dessa maneira?
- E, como? Sorte minha ter um caseiro boa gente, preocupado cuidadoso, que aprendeu a importância da terra, da preservação da água, do cuidado com o solo. Da necessidade de alternar o capim para fertilizar a terra. Errei algumas vezes, mas apostei na solidariedade.Mulher e sete filhos.
Tomei como meta três situações: preservar um pedaço da mata atlântica, dar educação aos sete filhos do casal, todos hoje empregados com seus negócios próprios exceto o mais velho que decidiu ficar conosco. Todos casados, com filhos e nós cheios de netos.
Atenta aprendi sobre gados, iogurte puro com a medida certa de B12, Embrapa e suas pesquisas exitosas, homens do campo alfabetizados, formas e tipos de capins, fontes puras ainda preservadas neste Brasil que esquecemos que existe. Como o terreno tem uma pequena inclinação plantamos vários tipos de brachiarias apropriada para o gado.
E, o capim gordura? Meu único conhecido, provavelmente pelo estranho nome.
Foi sendo substituído pelas brachiarias - explicou.
Pena! Pensei no capim de um verde claro que engalanam as estradas que dão à histórica Tiradentes, e apelidamos verde limão capim da estrada. Será que darão lugar as brachiarias?
Que? Perguntou Evaldo.
Nada. Nada.
Encontrou algo? – pergunto sem ansiedade.
Nada. Vamos fazer os exames de rotina. Estes completam a nossa tranqüilidade. Dr. Evaldo cuida a mulher com o mesmo carinho que preserva a terra, salva vidas com dedicação e muito conhecimento. Como a Embrapa pesquisa os segredos dos males que sufocam as alegrias.
Regressando, Eduardo e eu decidimos caminhar, afinal o que é um Km numa tarde de verão depois de ouvir tudo que anseio na vida. O homem ajudando ao homem vencer suas dificuldades, contribuindo com o que está a seu alcance por aquele mundo que sonhamos.

Do capim gordura a brachiaria II


Cheguei uma hora antes. Coisas de engenharia de transito. Sai na hora viável atrasa, se antes corre o risco de adiantar tanto como uma hora de antecedência, por exemplo. Assim foi. Evaldo sai da sala e depara comigo adiantadissssssssima. Um abraço feliz, perguntas sobre a família, esposa. O corriqueiro agradável.
- Aqui de volta. Faz um ano de toda aquela loucura. Hora de novos exames - brinquei
- Certo – argumentou tranqüilo. O calor está insuportável. Não chove, a plantação padece. O capim fica todo calcinado, o gado sofre.
- No interior também a seca está castigando dessa maneira?
- E, como? Sorte minha ter um caseiro boa gente, preocupado cuidadoso, que aprendeu a importância da terra, da preservação da água, do cuidado com o solo. Da necessidade de alternar o capim para fertilizar a terra. Errei algumas vezes, mas apostei na solidariedade.Mulher e sete filhos.
Tomei como meta três situações: preservar um pedaço da mata atlântica, dar educação aos sete filhos do casal, todos hoje empregados com seus negócios próprios exceto o mais velho que decidiu ficar conosco. Todos casados, com filhos e nós cheios de netos.
Atenta aprendi sobre gados, iogurte puro com a medida certa de B12, Embrapa e suas pesquisas exitosas, homens do campo alfabetizados, formas e tipos de capins, fontes puras ainda preservadas neste Brasil que esquecemos que existe. Como o terreno tem uma pequena inclinação plantamos vários tipos de brachiarias apropriada para o gado.
E, o capim gordura? Meu único conhecido, provavelmente pelo estranho nome.
Foi sendo substituído pelas brachiarias - explicou.
Pena! Pensei no capim de um verde claro que engalanam as estradas que dão à histórica Tiradentes, e apelidamos verde limão capim da estrada. Será que darão lugar as brachiarias?
Que? Perguntou Evaldo.
Nada. Nada.
Encontrou algo? – pergunto sem ansiedade.
Nada. Vamos fazer os exames de rotina. Estes completam a nossa tranqüilidade. Dr. Evaldo cuida a mulher com o mesmo carinho que preserva a terra, salva vidas com dedicação e muito conhecimento. Como a Embrapa pesquisa os segredos dos males que sufocam as alegrias.
Regressando, Eduardo e eu decidimos caminhar, afinal o que é um Km numa tarde de verão depois de ouvir tudo que anseio na vida. O homem ajudando ao homem vencer suas dificuldades, contribuindo com o que está a seu alcance por aquele mundo que sonhamos.

Do capim gordura a brachiaria - I

Janeiro 2010 sufoco total. Check-up anual. Resultados escoltado pela novidade – dois nódulos minúsculos no seio direito. Biopsia? Impossível. Sou alérgica e as clinicas não tem condições para atender este tipo de paciente. Ressonância magnética sem o contraste gadolínio não funciona para os chamados tecidos moles. Só para ossos. Que fazer?
Primeiro Cuba – mas como enfrentar um problema destes –embora todos os meus amores, amigos, amigos de amigos – sem os meus dois definitivos – Marcello e Eduardo. Demais para mim.
Chamei Zezé Caramez, amigona daquelas que comparte sonhos, noitadas regadas a um bom vinho, comida e música gostosa do clássico ao popular, e dá aquele help na hora da dor.
- Que nada! Chame o Dr. Evaldo é um excelente mastologista, do Inca, adorar você. É dos nossos. Companheiro, competente profissional.
Assim Evaldo de Abreu embarcou na minha vida. Gentil, risonho, sem aquela cara pré - operatória, voz, e cara de interrogação – será maligno?
Avaliamos o quadro porque afinal de contas os nódulos, malignos ou não eram meus. Optamos por micro cirurgia, salão cirúrgico preparado para uma eventualidade. Quantidade mínima de anestésico, sem falar no contraste radioativo que determina o sentinela – assim denominado o gânglio linfático responsável pela disseminação das células cancerosas, as temidas metástases. Células mal amadas, convertidas em nódulos invasores que se multiplicam sem autorização do dono delas – meu corpo,meus sentidos, meus sonhos, meu trabalho, todos os amores que ainda quero viver. Enfim, uma gama de situações não planejadas porque o tempo disponível para curtir estava escasso, ou esqueci da planilha no Excel para administrar bem o tempo entre trabalho, lazer, e descanso.
Existia um porém. Meu coração - gosta de trapas – dispara num ritmo sinusal tirando-me do sério, mas informa tudo aos meus neurônios - dada as contradições laboratoriais insistia em que não era verdade. Nestas alturas um câncer. Eu não cansei de mim. Gosto do meu cabelo, da minha forma de ser, angustiada, saudosa, alegre, triste, forte, frágil, doce, brava e tantos mais..
Evaldo quero um pedido novo, Vou refazer a mamografia, a ultra em outro estado, pais, bairro ou sei lá que. Nem você vai saber. Loucura. Pode ser. Novo resultado em todas as formas e dimensões: negativo. Sem cistos, sem nódulos. Sem malignidade. Erro de diagnostico feio. Urge tomar cuidado. Ver, rever. Perguntar. Passei emails, avisei amigos que ajudassem a alertar milhares de mulheres e homens violentados pela irresponsabilidade da crença na impunidade.
A esta altura sabra deus por onde andaria. Se ouvindo Silvio cantar La Pequeña Serenata Diurna, ou... nascendo girassol

Do capim gordura a brachiaria - I

Janeiro 2010 sufoco total. Check-up anual. Resultados escoltado pela novidade – dois nódulos minúsculos no seio direito. Biopsia? Impossível. Sou alérgica e as clinicas não tem condições para atender este tipo de paciente. Ressonância magnética sem o contraste gadolínio não funciona para os chamados tecidos moles. Só para ossos. Que fazer?
Primeiro Cuba – mas como enfrentar um problema destes –embora todos os meus amores, amigos, amigos de amigos – sem os meus dois definitivos – Marcello e Eduardo. Demais para mim.
Chamei Zezé Caramez, amigona daquelas que comparte sonhos, noitadas regadas a um bom vinho, comida e música gostosa do clássico ao popular, e dá aquele help na hora da dor.
- Que nada! Chame o Dr. Evaldo é um excelente mastologista, do Inca, adorar você. É dos nossos. Companheiro, competente profissional.
Assim Evaldo de Abreu embarcou na minha vida. Gentil, risonho, sem aquela cara pré - operatória, voz, e cara de interrogação – será maligno?
Avaliamos o quadro porque afinal de contas os nódulos, malignos ou não eram meus. Optamos por micro cirurgia, salão cirúrgico preparado para uma eventualidade. Quantidade mínima de anestésico, sem falar no contraste radioativo que determina o sentinela – assim denominado o gânglio linfático responsável pela disseminação das células cancerosas, as temidas metástases. Células mal amadas, convertidas em nódulos invasores que se multiplicam sem autorização do dono delas – meu corpo,meus sentidos, meus sonhos, meu trabalho, todos os amores que ainda quero viver. Enfim, uma gama de situações não planejadas porque o tempo disponível para curtir estava escasso, ou esqueci da planilha no Excel para administrar bem o tempo entre trabalho, lazer, e descanso.
Existia um porém. Meu coração - gosta de trapas – dispara num ritmo sinusal tirando-me do sério, mas informa tudo aos meus neurônios - dada as contradições laboratoriais insistia em que não era verdade. Nestas alturas um câncer. Eu não cansei de mim. Gosto do meu cabelo, da minha forma de ser, angustiada, saudosa, alegre, triste, forte, frágil, doce, brava e tantos mais..
Evaldo quero um pedido novo, Vou refazer a mamografia, a ultra em outro estado, pais, bairro ou sei lá que. Nem você vai saber. Loucura. Pode ser. Novo resultado em todas as formas e dimensões: negativo. Sem cistos, sem nódulos. Sem malignidade. Erro de diagnostico feio. Urge tomar cuidado. Ver, rever. Perguntar. Passei emails, avisei amigos que ajudassem a alertar milhares de mulheres e homens violentados pela irresponsabilidade da crença na impunidade.
A esta altura sabra deus por onde andaria. Se ouvindo Silvio cantar La Pequeña Serenata Diurna, ou... nascendo girassol

22.2.11

Heces - Cesar Vallejo

Esta tarde llueve, como nunca; y no
tengo ganas de vivir, corazón.

Esta tarde es dulce. Por qué no ha de ser?
Viste de gracia y pena; viste de mujer.

Esta tarde en Lima llueve. Y yo recuerdo
las cavernas crueles de mi ingratitud;
mi bloque de hielo sobre su amapola,
más fuerte que su "No seas así!"

Mis violentas flores negras; y la bárbara
y enorme pedrada; y el trecho glacial.
Y pondrá el silencio de su dignidad
con óleos quemantes el punto final.

Por eso esta tarde, como nunca, voy
con este búho, con este corazón.

Y otras pasan; y viéndome tan triste,
toman un poquito de ti
en la abrupta arruga de mi hondo dolor.

Esta tarde llueve, llueve mucho. ¡Y no
tengo ganas de vivir, corazón!

Hoje, faz 11 meses que a cinza perdeu-se no vento levando suas mãos sempre manchadas de pintura, seus olhos,seu jeito doce de me tocar,de echarme hacia adelante. Sinto una enorme saudade.

Heces - Cesar Vallejo

Esta tarde llueve, como nunca; y no
tengo ganas de vivir, corazón.

Esta tarde es dulce. Por qué no ha de ser?
Viste de gracia y pena; viste de mujer.

Esta tarde en Lima llueve. Y yo recuerdo
las cavernas crueles de mi ingratitud;
mi bloque de hielo sobre su amapola,
más fuerte que su "No seas así!"

Mis violentas flores negras; y la bárbara
y enorme pedrada; y el trecho glacial.
Y pondrá el silencio de su dignidad
con óleos quemantes el punto final.

Por eso esta tarde, como nunca, voy
con este búho, con este corazón.

Y otras pasan; y viéndome tan triste,
toman un poquito de ti
en la abrupta arruga de mi hondo dolor.

Esta tarde llueve, llueve mucho. ¡Y no
tengo ganas de vivir, corazón!

Hoje, faz 11 meses que a cinza perdeu-se no vento levando suas mãos sempre manchadas de pintura, seus olhos,seu jeito doce de me tocar,de echarme hacia adelante. Sinto una enorme saudade.

21.2.11

.... Vou bom te ver outra vez está fazendo um não foi no carnaval que passou...

As marchinhas marcaram época nos carnavais cariocas, de colombinas a pierrôs, de cachaça não é água não, é dos carecas que elas gostam mais, o amor também rolava solto nas letras trabalhadas ano a ano para ser a vencedora.De Chiquinha Gonzaga, Braguinha, Ari Barroso a Carvalhinho foi e,continua sendo as que adentram fundo percorrendo o corpo inteiro numa explosão de alegria desde o povo esquecendo o amor que acabou na quarta-feira, a fantasia perdida no fundo do barracão.
Elas foram do boca a boca, ao compacto passando pelos long play aos cd’s e dvd’s da era tecnológica. Ultrapassaram o século rejuvenesceram a Lapa nas vozes e cordas de violões de novos compositores.
Assim numa mistura de um passado presente a Fundição Progresso deu uma nova vida ao carnaval.
Dez canções escolhidas entre milhares de concorrentes disputaram na noite de ontem o 1º. Lugar na sua sexta edição. No recanto feliz da saudade que insiste em sair do cenário, o romantismo que o carnaval nos traz vence “ Minha fantasia” embrulhada em cores e amores de velhos jovens carnavais de outrora.
... Vem, amor

Que hoje é carnaval

Vem cantar até raiar o dia

Vem, amor

Que hoje é carnaval

Ser feliz é nossa fantasia
À Fundição pela prazerosa iniciativa,aos compositores e interpretes por estas eternizadas alegrias.

.... Vou bom te ver outra vez está fazendo um não foi no carnaval que passou...

As marchinhas marcaram época nos carnavais cariocas, de colombinas a pierrôs, de cachaça não é água não, é dos carecas que elas gostam mais, o amor também rolava solto nas letras trabalhadas ano a ano para ser a vencedora.De Chiquinha Gonzaga, Braguinha, Ari Barroso a Carvalhinho foi e,continua sendo as que adentram fundo percorrendo o corpo inteiro numa explosão de alegria desde o povo esquecendo o amor que acabou na quarta-feira, a fantasia perdida no fundo do barracão.
Elas foram do boca a boca, ao compacto passando pelos long play aos cd’s e dvd’s da era tecnológica. Ultrapassaram o século rejuvenesceram a Lapa nas vozes e cordas de violões de novos compositores.
Assim numa mistura de um passado presente a Fundição Progresso deu uma nova vida ao carnaval.
Dez canções escolhidas entre milhares de concorrentes disputaram na noite de ontem o 1º. Lugar na sua sexta edição. No recanto feliz da saudade que insiste em sair do cenário, o romantismo que o carnaval nos traz vence “ Minha fantasia” embrulhada em cores e amores de velhos jovens carnavais de outrora.
... Vem, amor

Que hoje é carnaval

Vem cantar até raiar o dia

Vem, amor

Que hoje é carnaval

Ser feliz é nossa fantasia
À Fundição pela prazerosa iniciativa,aos compositores e interpretes por estas eternizadas alegrias.

Ana de Hollanda – Apoiá-la nossa meta

Os questionamentos à Ministra da Cultura continuam rendendo na rede social. A retirada de um link Creative Commons para fazer manutenção no Portal da Cultura, gerou um mal estar entre a comunidade blogueira e artistas. O encontro com a direção do Ecad – sociedade civil privada instituída pela Lei Federal nº 5.988/73 e mantida pelas associações de titulares de obras musicais que o integram, nos moldes do art. 99,da atual Lei no. 9.610/98, foi motivo de abaixo - assinados entre outras manifestações.
Nossa obrigação é ser coerente, informados, olhar o passado, analisar fatos. Ana conduziu com competência a Funarte. Seu carro chefe “O Projeto Pixinguinha” corria Brasil afora miscigenando a diversidade cultural brasileira, trabalhou na Secretaria de Cultura de Osasco, depois São Paulo acumulando conteúdo a seu currículo profissional.
Se canta ou não, se gravou, se é a caçula da família, ou irmã do Chico Buarque, que nos importa. Vale sua experiência profissional. Conhecer todas as nuances de um Brasil diverso, um continente cultural, de suma importância.
Gilberto Gil, um dos maiores compositor e intérprete, foi Ministro por dois mandatos teve o apoio de Juca Ferreira, atravessou greves, conviveu com sérios problemas na sua área, fez o ano França -Brasil motivo de críticas, também, por parte da classe artística, inovou com os pontos de cultural – alegrias de uns crítica severa de outros que conhecem o mercado brasileiro.
Conhecer a fundo todas as vertentes, chegar a um consenso na Lei de Direitos autorais, revisar a Lei Rouanet, é tarefa difícil e delicada.
Nós brasileiros, temos a mania de sermos médicos e bruxos sem conhecimento de causa – homens de memória curta, seja pela idiocrasia, seja pela etnia esta forma brasileira de ser.
Só não cabe a crítica pela crítica. Não vale a irresponsabilidade de desestabilizar um governo que recém começa pós a estúpida guerra da mídia, amparado e vitorioso graças a dedicação desses mesmos blogueiros guerreiros na batalha contra a guerra suja desencadeada pela oposição à Dilma.
Foi a classe artística de norte a sul – encabeçada primeiro por Oscar Niemeyer, que na segunda– feira fim do primeiro turno das eleições virou o jogo ao declarar seu apoio a Candidata de Lula – via internet – no “euvotodilma” com imediata repercussão internacional, seguido pelo encontro no Teatro Casa Grande, onde a classe deu o check mate no adversário, mostrando que a cultura é a identidade de um povo, é onde ela afirma sua nacionalidade, define seu destino, escolhe seu caminho.
Administrar esta responsabilidade exige "tomando pé da casa" como bem Ana deliberou em seu discurso de posse.
Rever a lei de Direitos Autorais ainda não votada, analisar os pontos de cultura, atender os produtores, participar das manifestações espontâneas, saber ouvir foi muito bem colocado em seu discurso de posse. Ana de Hollanda tem bom senso. É meticulosa, clara, segura, e o mais importante é de uma rara sensibilidade.

Ana de Hollanda – Apoiá-la nossa meta

Os questionamentos à Ministra da Cultura continuam rendendo na rede social. A retirada de um link Creative Commons para fazer manutenção no Portal da Cultura, gerou um mal estar entre a comunidade blogueira e artistas. O encontro com a direção do Ecad – sociedade civil privada instituída pela Lei Federal nº 5.988/73 e mantida pelas associações de titulares de obras musicais que o integram, nos moldes do art. 99,da atual Lei no. 9.610/98, foi motivo de abaixo - assinados entre outras manifestações.
Nossa obrigação é ser coerente, informados, olhar o passado, analisar fatos. Ana conduziu com competência a Funarte. Seu carro chefe “O Projeto Pixinguinha” corria Brasil afora miscigenando a diversidade cultural brasileira, trabalhou na Secretaria de Cultura de Osasco, depois São Paulo acumulando conteúdo a seu currículo profissional.
Se canta ou não, se gravou, se é a caçula da família, ou irmã do Chico Buarque, que nos importa. Vale sua experiência profissional. Conhecer todas as nuances de um Brasil diverso, um continente cultural, de suma importância.
Gilberto Gil, um dos maiores compositor e intérprete, foi Ministro por dois mandatos teve o apoio de Juca Ferreira, atravessou greves, conviveu com sérios problemas na sua área, fez o ano França -Brasil motivo de críticas, também, por parte da classe artística, inovou com os pontos de cultural – alegrias de uns crítica severa de outros que conhecem o mercado brasileiro.
Conhecer a fundo todas as vertentes, chegar a um consenso na Lei de Direitos autorais, revisar a Lei Rouanet, é tarefa difícil e delicada.
Nós brasileiros, temos a mania de sermos médicos e bruxos sem conhecimento de causa – homens de memória curta, seja pela idiocrasia, seja pela etnia esta forma brasileira de ser.
Só não cabe a crítica pela crítica. Não vale a irresponsabilidade de desestabilizar um governo que recém começa pós a estúpida guerra da mídia, amparado e vitorioso graças a dedicação desses mesmos blogueiros guerreiros na batalha contra a guerra suja desencadeada pela oposição à Dilma.
Foi a classe artística de norte a sul – encabeçada primeiro por Oscar Niemeyer, que na segunda– feira fim do primeiro turno das eleições virou o jogo ao declarar seu apoio a Candidata de Lula – via internet – no “euvotodilma” com imediata repercussão internacional, seguido pelo encontro no Teatro Casa Grande, onde a classe deu o check mate no adversário, mostrando que a cultura é a identidade de um povo, é onde ela afirma sua nacionalidade, define seu destino, escolhe seu caminho.
Administrar esta responsabilidade exige "tomando pé da casa" como bem Ana deliberou em seu discurso de posse.
Rever a lei de Direitos Autorais ainda não votada, analisar os pontos de cultura, atender os produtores, participar das manifestações espontâneas, saber ouvir foi muito bem colocado em seu discurso de posse. Ana de Hollanda tem bom senso. É meticulosa, clara, segura, e o mais importante é de uma rara sensibilidade.