10.2.11

Pablo - seu primeiro dia de escola

Eu nunca consegui lembrar o meu dia 1o. dia de escola. Ia fazer 6 anos.Só lembro da minha professora.linda, muito terna e nos contava história de uma tal boneca chamada Pituchinha. Com Pituchinha aprender a ler. "Pitucinha é uma boneca que está guardada na caixinha" Seu método de aprendizado era fabuloso - palavraçào - raro naqueles tempos. Pela vida afora, lutei pela palavração. Em algumas inciativas consegui, em outras não.
Para Pablo falta ainda um largo caminho.Tem somente dois aninhos,mas esteva eufórico com seus pilot, tintas lavavéis, mochila do Batman, sua roupinha parecendo pioneiro. O calor era intenso, mas sua alegria tinha a temeperatura exata do 09/02/2011. Lá ia ele caminhando. Nós felizes. Paula, Marcello e eu emocionadissimos.Pablo é igual a Marcello, alegre, feliz, solto, inteligente como ele só. Vai do Ipad aos controles remotos com a mesma facilidade que Marcello aprendeu a ler aos 5 anos.Tem um quê da Paula, outro tanto do Marcello. Como traz no DNA minha contribuição genética,também estou presente naquele sorriso que nos ameniza o dia a dia, nos enche de ternura, nos faz rir, correr atrás, abraçar salpica-lo de beijinhos, conversar como comigo mil coisas numa nova linguagem bem peculiar. De tarde, Marcello ligou. Pablo passou todo o dia, brincou, fez amizades, divertiu muito. Aos poucos, vai como Vitória e Nicholas alçar voo, ganhar o mundo.Se a Paula e o Marcello não forem espertos,vão passar muitas noites olhando estrêlas esperando o muchacho que saiu para dar um giro e ainda nào voltou.

Pablo - seu primeiro dia de escola

Eu nunca consegui lembrar o meu dia 1o. dia de escola. Ia fazer 6 anos.Só lembro da minha professora.linda, muito terna e nos contava história de uma tal boneca chamada Pituchinha. Com Pituchinha aprender a ler. "Pitucinha é uma boneca que está guardada na caixinha" Seu método de aprendizado era fabuloso - palavraçào - raro naqueles tempos. Pela vida afora, lutei pela palavração. Em algumas inciativas consegui, em outras não.
Para Pablo falta ainda um largo caminho.Tem somente dois aninhos,mas esteva eufórico com seus pilot, tintas lavavéis, mochila do Batman, sua roupinha parecendo pioneiro. O calor era intenso, mas sua alegria tinha a temeperatura exata do 09/02/2011. Lá ia ele caminhando. Nós felizes. Paula, Marcello e eu emocionadissimos.Pablo é igual a Marcello, alegre, feliz, solto, inteligente como ele só. Vai do Ipad aos controles remotos com a mesma facilidade que Marcello aprendeu a ler aos 5 anos.Tem um quê da Paula, outro tanto do Marcello. Como traz no DNA minha contribuição genética,também estou presente naquele sorriso que nos ameniza o dia a dia, nos enche de ternura, nos faz rir, correr atrás, abraçar salpica-lo de beijinhos, conversar como comigo mil coisas numa nova linguagem bem peculiar. De tarde, Marcello ligou. Pablo passou todo o dia, brincou, fez amizades, divertiu muito. Aos poucos, vai como Vitória e Nicholas alçar voo, ganhar o mundo.Se a Paula e o Marcello não forem espertos,vão passar muitas noites olhando estrêlas esperando o muchacho que saiu para dar um giro e ainda nào voltou.

6.2.11

A VIDA É ASSIM

O almoço de Domingo

Mamãe o pessoal está estacionando. Acho que a Teresa vizinha da Norminha veio também – gritou Ana Maria.
Oi mãe – beijinho na testa de leve, esquivando do rosto suado, pelas horas passadas no fogão entre batatas fritas, arroz de forno, frango assado, farofa, macarronada, e uma saladinha esperta.
Oi filho – balbucia a voz cansada daquela que já rodou nos salões de baile, nos braços do marido mas principalmente enlaçada pelo amigo ciumento que pretendia ter sido o escolhido.
Assim foi com Marina. Linda morena como na canção do Caymmi, feliz na juventude, popular no bairro, estudada, desvirginada por Alfredo, o bom moço diferente de Alberto, que queria correr mundo conhecer algo mais, que aos inquietos ela proporciona.
Filhos fortes, lindos, festa para a moçada ansiosa em ser a escolhida, e repetir o ciclo anódino da vida.
Não passaram cinco anos, já três filhos para criar, educar, levar até a faculdade, Alfredo se encantou por Maria Ninguém - a secretaria –
Aparece raríssimas vezes, agora mais porque Maria se foi com João que acabou indo com Mário como se poema fosse de Drummond. Marina lecionou, freqüentou a igreja, costurou nas horas vagas, cozinhou, lavou e passou até o ultimo rapaz terminar a UERJ.
Tem uma pensão raquítica, que só alcança mesmo para ter anorexia. Mas, engordou como louca. do corpo Gabriela, cravo e canela, restou a canela do doce de arroz com leite sua especialidade maior.
Alfredo aparece – fim de semana, feriados trazendo queijo e uma garrafa de vinho. O papo entra noite a dentro, mas amor mesmo que é bom, E faz uma falta danada, nunca está no calendário.
Mãe – grita Pedrinho. Traz o café o jogo vai começar.
Barata tonta, Marina vai da cozinha para a sala num vaivém de pião mal jogado levando e trazendo travessas.
Gollllllllllllllllllllllllllllll.....................
Golllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll........................... Caramba! Essa não valeu.
Cuidado meninos vocês acabando se machucando por causa de um Gollllll! – resmungou Marina
Entre cervejas, Gols, pilhas de prato, detrás do avental o domingo saiu às pressas, porque uns amigos vão passar lá em casa para jogar um gamãozinho.. A senhora sabe como são essas coisas. As mulheres querem trocar idéias, a criançada cair na cama. No próximo, se a gente não for para a casa da Norminha ficamos mais tempo e batemos um papo legal. Nem vai ter jogo do Flamengo!
Voltando do portão, Marina desliga a TV, não enxuga a velha lágrima, fala com ela mesma: amanhã, sem falta vou procurar um curso para preparar-me para a Copa e as Olimpíadas que vão acontecer aqui.

A VIDA É ASSIM

O almoço de Domingo

Mamãe o pessoal está estacionando. Acho que a Teresa vizinha da Norminha veio também – gritou Ana Maria.
Oi mãe – beijinho na testa de leve, esquivando do rosto suado, pelas horas passadas no fogão entre batatas fritas, arroz de forno, frango assado, farofa, macarronada, e uma saladinha esperta.
Oi filho – balbucia a voz cansada daquela que já rodou nos salões de baile, nos braços do marido mas principalmente enlaçada pelo amigo ciumento que pretendia ter sido o escolhido.
Assim foi com Marina. Linda morena como na canção do Caymmi, feliz na juventude, popular no bairro, estudada, desvirginada por Alfredo, o bom moço diferente de Alberto, que queria correr mundo conhecer algo mais, que aos inquietos ela proporciona.
Filhos fortes, lindos, festa para a moçada ansiosa em ser a escolhida, e repetir o ciclo anódino da vida.
Não passaram cinco anos, já três filhos para criar, educar, levar até a faculdade, Alfredo se encantou por Maria Ninguém - a secretaria –
Aparece raríssimas vezes, agora mais porque Maria se foi com João que acabou indo com Mário como se poema fosse de Drummond. Marina lecionou, freqüentou a igreja, costurou nas horas vagas, cozinhou, lavou e passou até o ultimo rapaz terminar a UERJ.
Tem uma pensão raquítica, que só alcança mesmo para ter anorexia. Mas, engordou como louca. do corpo Gabriela, cravo e canela, restou a canela do doce de arroz com leite sua especialidade maior.
Alfredo aparece – fim de semana, feriados trazendo queijo e uma garrafa de vinho. O papo entra noite a dentro, mas amor mesmo que é bom, E faz uma falta danada, nunca está no calendário.
Mãe – grita Pedrinho. Traz o café o jogo vai começar.
Barata tonta, Marina vai da cozinha para a sala num vaivém de pião mal jogado levando e trazendo travessas.
Gollllllllllllllllllllllllllllll.....................
Golllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll........................... Caramba! Essa não valeu.
Cuidado meninos vocês acabando se machucando por causa de um Gollllll! – resmungou Marina
Entre cervejas, Gols, pilhas de prato, detrás do avental o domingo saiu às pressas, porque uns amigos vão passar lá em casa para jogar um gamãozinho.. A senhora sabe como são essas coisas. As mulheres querem trocar idéias, a criançada cair na cama. No próximo, se a gente não for para a casa da Norminha ficamos mais tempo e batemos um papo legal. Nem vai ter jogo do Flamengo!
Voltando do portão, Marina desliga a TV, não enxuga a velha lágrima, fala com ela mesma: amanhã, sem falta vou procurar um curso para preparar-me para a Copa e as Olimpíadas que vão acontecer aqui.

Quisás. Quisás.....


Omara Portuondo e Ibrahim Ferrer

Quisás. Quisás.....


Omara Portuondo e Ibrahim Ferrer