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Mostrando postagens de Janeiro 16, 2011

Stella, e a Lua Cheia 20/01/2011

Stella, e a Lua Cheia

Acordei cedo, sai as pressas para a Barra, mas eis que a lua cheia clareou a noite – curioso este fenômeno - e Letícia já havia saído cedo para a Maternidade. Foi chegar, e meia volta volver. Stella, apressada para ver o amanhecer da cidade onde ela vai viver poderia chegar antes que entrássemos no quarto para dar aquele beijinho , na filha do coração, na companheira solidaria, na amiga doce e terna. Nem isso. Já na sala de pré parto sem beijoca, sem “Tudo Bem” , calma , estamos aqui. Essas frases corriqueiras, mas que fazem um bem danado ao coração da gente sempre apertadinho nestes momentos, empurrando diafragma , pulmão ofegante,se escondendo detrás de uma leve taquicardia,mãos úmidas, tudo por causa da espera.
Lá se vão minutos, em horas numa longevidade transformados em eternidade. Valery - a mãe, avo , companheira sempre – inquieta esconde num vai e vem, entre chamadas telefônicas e alguns comentários a inquietação que lhe aflige o coração. …

Stella, e a Lua Cheia 20/01/2011

Stella, e a Lua Cheia

Acordei cedo, sai as pressas para a Barra, mas eis que a lua cheia clareou a noite – curioso este fenômeno - e Letícia já havia saído cedo para a Maternidade. Foi chegar, e meia volta volver. Stella, apressada para ver o amanhecer da cidade onde ela vai viver poderia chegar antes que entrássemos no quarto para dar aquele beijinho , na filha do coração, na companheira solidaria, na amiga doce e terna. Nem isso. Já na sala de pré parto sem beijoca, sem “Tudo Bem” , calma , estamos aqui. Essas frases corriqueiras, mas que fazem um bem danado ao coração da gente sempre apertadinho nestes momentos, empurrando diafragma , pulmão ofegante,se escondendo detrás de uma leve taquicardia,mãos úmidas, tudo por causa da espera.
Lá se vão minutos, em horas numa longevidade transformados em eternidade. Valery - a mãe, avo , companheira sempre – inquieta esconde num vai e vem, entre chamadas telefônicas e alguns comentários a inquietação que lhe aflige o coração. …

14/01/2011 - O Encontro dos 70 no futuro

Foi um ótimo momento de reencontro e me emocionei ao rever alguns(umas) companheir@s que não via desde o Chile ou desde a Conferência da Anistia em 1979 em Roma. Fiquei tocado e com o ego massageado por me escolherem para falar em nome do grupo e espero não tê-l@s decepcionado. Perdi a oratória por falta de prática desde que o movimento estudantil ficou para trás. Como contei na minha falação (mas penso que muitos não ouviram) já tinha ficado surpreso com a minha “popularidade” quando me juntei ao grupo dos setenta no Galeão. Como fui o último trocado a ser levado para o galpão onde esperamos a libertação fui recebido com uma ovação. Na verdade não era pelos meus belos olhos mas porque a partir da minha chegada o grupo ficou completo e a troca podia ser efetivada. A ovação não era para mim mas para o septuagésimo preso que chegava. Nem eu conhecia a grande maioria nem a grande maioria me conhecia, a não ser os que tinham história no movimento estudantil. Aliás, fiquei surpreso por ter…

14/01/2011 - O Encontro dos 70 no futuro

Foi um ótimo momento de reencontro e me emocionei ao rever alguns(umas) companheir@s que não via desde o Chile ou desde a Conferência da Anistia em 1979 em Roma. Fiquei tocado e com o ego massageado por me escolherem para falar em nome do grupo e espero não tê-l@s decepcionado. Perdi a oratória por falta de prática desde que o movimento estudantil ficou para trás. Como contei na minha falação (mas penso que muitos não ouviram) já tinha ficado surpreso com a minha “popularidade” quando me juntei ao grupo dos setenta no Galeão. Como fui o último trocado a ser levado para o galpão onde esperamos a libertação fui recebido com uma ovação. Na verdade não era pelos meus belos olhos mas porque a partir da minha chegada o grupo ficou completo e a troca podia ser efetivada. A ovação não era para mim mas para o septuagésimo preso que chegava. Nem eu conhecia a grande maioria nem a grande maioria me conhecia, a não ser os que tinham história no movimento estudantil. Aliás, fiquei surpreso por ter…

Oscar Niemeyer e marilia Guimaraes

Oscar Niemeyer e marilia Guimaraes

TODO DIA E DIA DE NIEMEYER

Fiz este poema em homenagem ao Oscar Niemeyer, e espero que chegue a ele na comemoração de seus 103 anos. Abraços,
Mano Melo


NIEMEYER NÃO É DEZ, É CEM

A Arquitetura era apenas razão,

frieza matemática originando formas,

um monte de ferragens criando ferrugem,

montadas em pedra dura.

Oscar Niemeyer desarmou o cimento armado.

Ao concreto frio, ele deu brandura,

emoção,

curvas.

Quando Brasília virou uma ilha

cercada de coturnos

e tiranos soturnos,

quiseram fazer dele a bola da vez,

mas sua importância na história da cultura

seria maior que a ditadura

reles e obscura.

Niemeyer é o Pelé da prancheta.

Fez da prancheta a sua bola de couro,

espalhou sua arte por todo o planeta,

New York, Oxford, Paris, Argel,

Niterói, Portugal, Israel,

Havana, Beagá,

Bagdá,

Teerã,

et cetera,

e o diabo a quatro.

Ganhou honrarias e medalhas de ouro.

Não fosse o humanista,

além do grande artista

que é,

encheria as burras de dinheiro,

como um desses ricaços tolos

com a boca torta de fumar cachimbo.

Era outro se…

TODO DIA E DIA DE NIEMEYER

Fiz este poema em homenagem ao Oscar Niemeyer, e espero que chegue a ele na comemoração de seus 103 anos. Abraços,
Mano Melo


NIEMEYER NÃO É DEZ, É CEM

A Arquitetura era apenas razão,

frieza matemática originando formas,

um monte de ferragens criando ferrugem,

montadas em pedra dura.

Oscar Niemeyer desarmou o cimento armado.

Ao concreto frio, ele deu brandura,

emoção,

curvas.

Quando Brasília virou uma ilha

cercada de coturnos

e tiranos soturnos,

quiseram fazer dele a bola da vez,

mas sua importância na história da cultura

seria maior que a ditadura

reles e obscura.

Niemeyer é o Pelé da prancheta.

Fez da prancheta a sua bola de couro,

espalhou sua arte por todo o planeta,

New York, Oxford, Paris, Argel,

Niterói, Portugal, Israel,

Havana, Beagá,

Bagdá,

Teerã,

et cetera,

e o diabo a quatro.

Ganhou honrarias e medalhas de ouro.

Não fosse o humanista,

além do grande artista

que é,

encheria as burras de dinheiro,

como um desses ricaços tolos

com a boca torta de fumar cachimbo.

Era outro seu compromisso.


Em vez disso,

fez esco…

Mariela + su bebe

O Brasil anoiteceu salpicado de estrelas e acordou nas trevas para a viver os terríveis “anos de chumbo”, e como conseqüência o rompimento de relações com muitos países que lutavam pela sua soberania. Cuba, 1º. Território livre da América era cortado das páginas da historia do Brasil e com ele o mais jovem diplomata da época Raul Roa Kouri. Vinte poucos anos de juventude, inteligência, paixão, esbanjando alegria e competência deixava nosso pais. De Jorge Amando a Vinicius de Moraes, de poeta a seresteiros, de intelectuais a políticos a revolta com a saída de Raulito fazia-se sentir. Raul Roa representava a liberdade, aqueles jovens barbudos que resistindo o poderio dos Estados Unidos libertou Cuba do verdugo Fulgêncio Batista.
Alguns anos, passaram daquela triste noite quando Antonio Lopes e eu levamos as escondidas Ministros,companheiros do PCB as embaixadas para seguirem rumo ao exílio.
Outros tantos a um 04 de janeiro de 1970, quando chegamos num Caravelle em pane, a ilha de Fi…

Mariela + su bebe

O Brasil anoiteceu salpicado de estrelas e acordou nas trevas para a viver os terríveis “anos de chumbo”, e como conseqüência o rompimento de relações com muitos países que lutavam pela sua soberania. Cuba, 1º. Território livre da América era cortado das páginas da historia do Brasil e com ele o mais jovem diplomata da época Raul Roa Kouri. Vinte poucos anos de juventude, inteligência, paixão, esbanjando alegria e competência deixava nosso pais. De Jorge Amando a Vinicius de Moraes, de poeta a seresteiros, de intelectuais a políticos a revolta com a saída de Raulito fazia-se sentir. Raul Roa representava a liberdade, aqueles jovens barbudos que resistindo o poderio dos Estados Unidos libertou Cuba do verdugo Fulgêncio Batista.
Alguns anos, passaram daquela triste noite quando Antonio Lopes e eu levamos as escondidas Ministros,companheiros do PCB as embaixadas para seguirem rumo ao exílio.
Outros tantos a um 04 de janeiro de 1970, quando chegamos num Caravelle em pane, a ilha de Fi…