Pular para o conteúdo principal

Mães de Maio denunciam: agente penitenciário é preso em flagrante com celulares, cigarros e comprimidos



Um agente penitenciário foi preso em flagrante nesta quinta-feira ao tentar entrar na Penitenciária 1, de São Vicente, com celulares, cigarros e 200 comprimidos de Pramil, remédio para disfunção erétil de venda proibida no Brasil. O acusado também foi indiciado por fazer apologia ao neonazismo após uma suástica adesiva ter sido encontrada no vidro do seu carro.

Como de costume, todos os funcionários, ao chegarem na penitenciária, são levados a uma sala onde são submetidos a revistas pessoais. Porém, na vez do agente Gaspar Dutra Barreto, de 37 anos, houve uma surpresa. O indiciado não autorizou a ação.

Policiais militares foram acionados para aplicar a revista em Barreto, quando ele tirou de dentro da cueca dez cartelas de Pramil e três fones de ouvido para celulares.

Desconfiados, os PMs solicitaram também uma checagem no armário do acusado. Lá foram achados oito celulares, um carregador, mais dois fones de ouvido, uma cartela de Navotrax (comprimidos tranquilizantes), nove cápsulas de Aerogreen (remédio para alívio de crises de asma) e um pedaço de cano, aparentando ser de cobre, com a frase “Doril para negão folgado”.

No carro do agente, no vidro traseiro, os policiais encontraram uma cruz suástica, símbolo do neonazismo, que é proibido por lei federal no País.

Barreto foi conduzido ao 3° DP de São Vicente, onde recebeu voz de prisão por apologia ao crime, contrabando e por venda de produtos ilegais. Após depoimento, ele foi levado à cela especial do Presídio de Tremembé, em São Paulo.

Comentários

Posts Mais Lidos

1996 - Direitos Humanos violados no Brasil e no Mundo

Ao longo das últimas décadas, o Brasil assinou uma série de convenções, tratados e declarações que visam a garantir os direitos humanos fundamentais em nosso país. Apesar disso, diariamente, pessoas sofrem por terem seus direitos violados. São humilhadas, maltratadas e, muitas vezes, assassinadas impunemente. Tais fatos repercutem mundialmente, despertando o interesse de diversas organizações não-governamentais, que se preocupam em garantir os direitos acima mencionados, como a Human Rights Watch, que, anualmente, publica uma reportagem sobre a situação dos direitos humanos em diversos países do mundo, e cujos relatos sobre o Brasil, nos anos de 1996 e 1997, serviram de base para o relato exposto a seguir.

Relatório em 1996:

O ano de 1996, no Brasil, foi marcado por massacres, violência rural e urbana, más condições penitenciárias e impunidade gritante.

No dia 19 de abril, em Eldorado dos Carajás, Pará, a Polícia Militar, com ordem para evitar que cerca de duas mil famílias ocupassem …

José Ibrahim- um herói do movimento operário

José Ibrahim- um herói do movimento operário

1968 marcou o século XX como o das revoltas - estudantis operárias, feministas, dos negros, ambientalistas, homossexuais. Todos os protestos sociais e mobilização política que agitaram o mundo como a dos estudantes na França, a Primavera de Praga, o massacre dos estudantes na México, a guerra no Vietnã se completam com as movimentos operários e estudantil no nosso pais. Vivíamos os anos de chumbo, o Brasil também precisava de sua primavera.
Em Contagem, região industrial da grande Belo Horizonte, Minas Gerais, abriu caminho as grandes greves metalúrgicas coroada pela de 1968 em Osasco - região industrial de São Paulo onde brasileiros de fibra e consciência, miscigenam suas origens e raízes abalizadas pela particularidade brasileira, em plena luta contra a ditadura militar.
Jose Ibrahim, 21 anos, eleito para a direção Sindical, jovem, líder por excelência, simplesmente parou todas as fábricas de Osasco, na época pólo central dos movimentos de …

Inez Etienne - única sobrevivente da casa da morte em Petrópolis

Única sobrevivente da Casa da Morte, centro de tortura do regime militar em Petrópolis. Responsável depois pela localização da casa e do médico-torturador Amílcar Lobo. Autora do único registro sobre o paradeiro de Carlos Alberto Soares de Freitas, o Beto, que comandou Dilma Rousseff nos tempos da VAR-Palmares. Última presa política a ser libertada no Brasil. Aos 69 anos, Inês Etienne Romeu tem muita história para contar. Mas ainda não pode. Vítima há oito anos de um misterioso acidente doméstico, que a deixou com graves limitações neurológicas, ela luta para recuperar a fala. Cinco meses depois de uma cirurgia com Paulo Niemeyer, a voz saiu firme:

DIREITOS HUMANOS: Ministra acredita na aprovação da Comissão da Verdade no primeiro semestre deste ano

- Vou tomar banho e esperar a doutora Virgínia.

Era a primeira frase completa depois de tanto tempo. Foi dita na manhã de quarta-feira, em Niterói, no apartamento onde Inês trava a mais recente batalha de sua vida. Doutora Virgínia é a fi…