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Mostrando postagens de Janeiro 9, 2011

Cuba - onde se vive as mais lindas emoções.

Num sábado, fevereiro de 2008 a 14:00 estava agendada uma reunião com o militante, escritor e” Rector de la Escuela Superior del Partido "Ñico López". Entrei esbaforida devido ao atraso de uns quantos minutos, Raul, me esperava ansioso porque ele queria que eu fosse a ultima a sentar na “ cadeira de trabalho” onde, o Che, Fidel, presidiam as reuniões da escola de Quadros do Partido. Lula, havia sido o último a sentar naquela histórica silla. Eu ainda não havia me recuperado da emoção de ter recebido a Condecoração máxima de solidariedade com povo cubano, e Raul Valdez Vivo num gesto de carinho que só é dado aos homens que vivem em prol do bem estar da humanidade argumentou: La silla del CHE – como es llamada - esta de saída para o Museu da Revolução e me preocupava que você não viesse. Nem preciso dizer que minha voz se perdeu entre lagrimas de respeito e admiração. Em meio a tantas lagrimas e dor que nos invade a alma nestes momentos , nada como viajar ao pas

Cuba - onde se vive as mais lindas emoções.

Num sábado, fevereiro de 2008 a 14:00 estava agendada uma reunião com o militante, escritor e” Rector de la Escuela Superior del Partido "Ñico López". Entrei esbaforida devido ao atraso de uns quantos minutos, Raul, me esperava ansioso porque ele queria que eu fosse a ultima a sentar na “ cadeira de trabalho” onde, o Che, Fidel, presidiam as reuniões da escola de Quadros do Partido. Lula, havia sido o último a sentar naquela histórica silla. Eu ainda não havia me recuperado da emoção de ter recebido a Condecoração máxima de solidariedade com povo cubano, e Raul Valdez Vivo num gesto de carinho que só é dado aos homens que vivem em prol do bem estar da humanidade argumentou: La silla del CHE – como es llamada - esta de saída para o Museu da Revolução e me preocupava que você não viesse. Nem preciso dizer que minha voz se perdeu entre lagrimas de respeito e admiração. Em meio a tantas lagrimas e dor que nos invade a alma nestes momentos , nada como viajar ao p

GEO - RIO um exemplo a ser seguido pelos municipios do Brasil

O Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro, hoje Fundação GEO-RIO, órgão da Secretaria Municipal de Obras da Prefeitura, foi criado em 12 de maio de 1966, pelo Decreto nº 609, assinado pelo então Governador do Estado da Guanabara, embaixador Francisco Negrão de Lima. O Instituto nasceu a partir de uma forte demanda popular que sofrera com as chuvas excepcionais que castigaram a Cidade no mês de janeiro daquele ano. Naquele verão, os acidentes geotécnicos nas encostas cariocas foram contabilizados às centenas, com um saldo de 70 mortos e mais de 500 feridos, deixando, por alguns dias, a Cidade Maravilhosa em situação calamidade pública, fato que gerou forte repercussão nacional e internacional. Dentre as várias atribuições legais que o novo órgão teria, destacava-se a elaboração de planos emergenciais e de longo prazo para a proteção das encostas: todas as situações de risco deveriam ser cadastradas e as providências executadas para a suas eliminações. Para tanto, reuniu-s

GEO - RIO um exemplo a ser seguido pelos municipios do Brasil

O Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro, hoje Fundação GEO-RIO, órgão da Secretaria Municipal de Obras da Prefeitura, foi criado em 12 de maio de 1966, pelo Decreto nº 609, assinado pelo então Governador do Estado da Guanabara, embaixador Francisco Negrão de Lima. O Instituto nasceu a partir de uma forte demanda popular que sofrera com as chuvas excepcionais que castigaram a Cidade no mês de janeiro daquele ano. Naquele verão, os acidentes geotécnicos nas encostas cariocas foram contabilizados às centenas, com um saldo de 70 mortos e mais de 500 feridos, deixando, por alguns dias, a Cidade Maravilhosa em situação calamidade pública, fato que gerou forte repercussão nacional e internacional. Dentre as várias atribuições legais que o novo órgão teria, destacava-se a elaboração de planos emergenciais e de longo prazo para a proteção das encostas: todas as situações de risco deveriam ser cadastradas e as providências executadas para a suas eliminações. Para tanto, reuniu

A tragédia anunciada

1966 – Laranjeiras 20:45 Laranjeiras, bairro bucólico onde o bondinho fazia a volta lá no largo do Cosme Velho. Tranqüilo, cantado em verso e prosa pelo escritor maior Machado de Assis era o sonho de todo carioca. O fascínio do bairro nobre onde o cheiro discreto do mar se misturava ao olor do verde ,abençoado pelo Cristo encravado aos seus pés. Laranjeiras incitava ao pensamento, quiçá daí ter tido tantos revolucionários na história recente do Brasil. A ditadura seguia seu rumo destruindo famílias, infiltrando-se nas faculdades, mapeando nossas vidas. Nós buscávamos saídas. Aliar o estudo era um deles. Estudávamos para o vestibular da UERJ – Íamos fazer Direito. Tudo na ponta da língua. Terminara a faculdade de Letras, mas o sonho maior era conhecer as leis para fazer justiça. Fausto, fora buscar-me. Entramos na Rua das Laranjeiras pela Pinheiro Machado vindos da Moura Brasil pertinho do Fluminense. De repente, o aguaceiro numa onda gigantesca carregava tudo.O imaginável. Colchõe

A tragédia anunciada

1966 – Laranjeiras 20:45 Laranjeiras, bairro bucólico onde o bondinho fazia a volta lá no largo do Cosme Velho. Tranqüilo, cantado em verso e prosa pelo escritor maior Machado de Assis era o sonho de todo carioca. O fascínio do bairro nobre onde o cheiro discreto do mar se misturava ao olor do verde ,abençoado pelo Cristo encravado aos seus pés. Laranjeiras incitava ao pensamento, quiçá daí ter tido tantos revolucionários na história recente do Brasil. A ditadura seguia seu rumo destruindo famílias, infiltrando-se nas faculdades, mapeando nossas vidas. Nós buscávamos saídas. Aliar o estudo era um deles. Estudávamos para o vestibular da UERJ – Íamos fazer Direito. Tudo na ponta da língua. Terminara a faculdade de Letras, mas o sonho maior era conhecer as leis para fazer justiça. Fausto, fora buscar-me. Entramos na Rua das Laranjeiras pela Pinheiro Machado vindos da Moura Brasil pertinho do Fluminense. De repente, o aguaceiro numa onda gigantesca carregava tudo.O imaginável. Colchõ

40 ANOS DO VOO DA LIBERDADE 14/01/1971

14 de janeiro de 1971 – 14 de janeiro de 2011 Umberto Trigueiros Lima (Mazine) Fazia um calor insuportável no Rio, naqueles dias de janeiro de 1971, 40º à sombra. Lembro que no dia 13, fomos levados para a Base Aérea do Galeão, espremidos em 2 ou 3 camburões pequenos, desde o quartel do Batalhão de Guardas, no bairro de São Cristóvão, onde estávamos recolhidos aguardando o desenlace das negociações do sequestro. Éramos: eu (Umberto), Antonio Rogério, Aluízio Palmar, Pedro Alves, Marcão, Ubiratan Vatutin, Irani Costa, Afonso, Afonso Celso Lana, Bretas, Julinho, Mara, Carmela, Dora e Conceição. Fazia sol a pino e os caras pararam os camburões em algum pátio descampado da Base e deixaram a gente lá torrando dentro daqueles verdadeiros fornos e de puro sadismo e sacanagem riam e gritavam uns para os outros, “...olha aí cara, os rapazes estão com calor, você esqueceu de ligar o ar, eles vão ficar suadinhos...”. Um o

40 ANOS DO VOO DA LIBERDADE 14/01/1971

14 de janeiro de 1971 – 14 de janeiro de 2011 Umberto Trigueiros Lima (Mazine) Fazia um calor insuportável no Rio, naqueles dias de janeiro de 1971, 40º à sombra. Lembro que no dia 13, fomos levados para a Base Aérea do Galeão, espremidos em 2 ou 3 camburões pequenos, desde o quartel do Batalhão de Guardas, no bairro de São Cristóvão, onde estávamos recolhidos aguardando o desenlace das negociações do sequestro. Éramos: eu (Umberto), Antonio Rogério, Aluízio Palmar, Pedro Alves, Marcão, Ubiratan Vatutin, Irani Costa, Afonso, Afonso Celso Lana, Bretas, Julinho, Mara, Carmela, Dora e Conceição. Fazia sol a pino e os caras pararam os camburões em algum pátio descampado da Base e deixaram a gente lá torrando dentro daqueles verdadeiros fornos e de puro sadismo e sacanagem riam e gritavam uns para os outros, “...olha aí cara, os rapazes estão com calor, você esqueceu de ligar o ar, eles vão ficar suadinhos...”. Um