29.11.12

Salve Glória Perez com a licença do Santo Guerreiro

Glória, você  escreve  muito bem. Conhece nosso povo, as vielas das favelas, sabe dos seus cantos,  madrugadas ao relento, risos e alegrias. Salve Jorge toca a ferida do povo brasileiro: o momento histórico decandente que nós estamos vivendo. Presenciando delatores sendo premiados, meninas índias prostituidas, tráfico humano, condenações sem provas com o aval das autoridades constituidas.
 Realidade e ficção se misturaram provocando  uma sindrome do panico coletiva. Parece uma alucinação. Mas, é real. Você mais uma vez humaniza os povos do oriente - revela lindamente  as relações familiares, o valor da cultura, da tradição,moral e ética dos povos de origem mulcumana, tal qual nas suas novelas anteriores.Salve Jorge é primorosamente trabalhada. Atores, cenários, locações tudo lindo demais. Tudo perfeito demais.
Neste país do UM ( como nos dizia Tom Jobim ) é proibido estampar as verdades.
Como escritora afirmo que mudar  é dialético, mas a sua novela  não precisa de  acertos. Os podres  poderes é que precisam passar por uma transformação de valores.


Salve Glória Perez com a licença do Santo Guerreiro

Glória, você  escreve  muito bem. Conhece nosso povo, as vielas das favelas, sabe dos seus cantos,  madrugadas ao relento, risos e alegrias. Salve Jorge toca a ferida do povo brasileiro: o momento histórico decandente que nós estamos vivendo. Presenciando delatores sendo premiados, meninas índias prostituidas, tráfico humano, condenações sem provas com o aval das autoridades constituidas.
 Realidade e ficção se misturaram provocando  uma sindrome do panico coletiva. Parece uma alucinação. Mas, é real. Você mais uma vez humaniza os povos do oriente - revela lindamente  as relações familiares, o valor da cultura, da tradição,moral e ética dos povos de origem mulcumana, tal qual nas suas novelas anteriores.Salve Jorge é primorosamente trabalhada. Atores, cenários, locações tudo lindo demais. Tudo perfeito demais.
Neste país do UM ( como nos dizia Tom Jobim ) é proibido estampar as verdades.
Como escritora afirmo que mudar  é dialético, mas a sua novela  não precisa de  acertos. Os podres  poderes é que precisam passar por uma transformação de valores.


28.11.12

O irresponsável envolvimento de meu nome em escândalo


Por várias vezes em anos recentes, a imprensa vinculou-me a escândalos que, depois de concluídas as investigações, denunciados os responsáveis e finalizados os inquéritos, comprovou-se que eu nada tinha a ver com tais episódios. Meu nome nem sequer figurou como testemunha nestes processos.

Foi assim pelo menos seis vezes: nos casos Celso Daniel; MSI-Corinthians; Eletronet; Operação Satiagraha; Carlos Alberto Bejani, ex-prefeito de Juiz de Fora (MG), do PTB; e Alberto Mourão, ex-prefeito de Praia Grande (SP), do PSDB.
Em alguns desses casos – como Bejani, Eletronet e Satiagraha –, meu nome foi parar no noticiário das TVs. Repito: encerradas as investigações, denunciados os responsáveis e finalizados os inquéritos, comprovou-se que eu nunca tive ligações com nada disso.
Agora, a história se repete.
A partir de declarações de Cyonil Borges, ex-auditor do TCU sob investigação da Polícia Federal na Operação Porto Seguro, que apura denúncias relacionadas a Paulo Vieira (ex-diretor da Agência Nacional de Águas-ANA), de novo sou envolvido. Gratuitamente. Irresponsavelmente, como das outras vezes. As investigações ainda estão em curso e meu nome já é escandalosamente noticiado como relacionado ao caso.
Não custa recordar que Francisco Daniel, irmão do ex-prefeito assassinado de Santo André, Celso Daniel, fez o mesmo: acusou-me de beneficiário de esquema de corrupção que teria havido em Santo André. Quando o processei por calúnia, ele afirmou em juízo que ouvira de terceiros que eu era o destinatário de recursos financeiros ilegais para campanhas eleitorais do PT.
Francisco Daniel retratou-se, de forma cabal e indiscutível na Justiça. Mas isso praticamente não foi noticiado pela imprensa. E continua sem ser noticiado quando a mídia com frequência volta ao caso Celso Daniel. Ela repete a acusação que me foi feita por Francisco, sem registrar – ou fazendo-o sem o menor destaque – que ele se retratou.
Assim foi em todos os demais casos que lembrei. Envolvem meu nome no noticiário com o maior estardalhaço, mas encerrados a "temporada" e o sucesso midiático do escândalo, silenciam quanto ao fato de nada ter se provado contra mim – pelo contrário, as investigações terem concluído que eu não tive o menor envolvimento com o caso em pauta.

São Paulo, 28/11/2012

José Dirceu

O irresponsável envolvimento de meu nome em escândalo


Por várias vezes em anos recentes, a imprensa vinculou-me a escândalos que, depois de concluídas as investigações, denunciados os responsáveis e finalizados os inquéritos, comprovou-se que eu nada tinha a ver com tais episódios. Meu nome nem sequer figurou como testemunha nestes processos.

Foi assim pelo menos seis vezes: nos casos Celso Daniel; MSI-Corinthians; Eletronet; Operação Satiagraha; Carlos Alberto Bejani, ex-prefeito de Juiz de Fora (MG), do PTB; e Alberto Mourão, ex-prefeito de Praia Grande (SP), do PSDB.
Em alguns desses casos – como Bejani, Eletronet e Satiagraha –, meu nome foi parar no noticiário das TVs. Repito: encerradas as investigações, denunciados os responsáveis e finalizados os inquéritos, comprovou-se que eu nunca tive ligações com nada disso.
Agora, a história se repete.
A partir de declarações de Cyonil Borges, ex-auditor do TCU sob investigação da Polícia Federal na Operação Porto Seguro, que apura denúncias relacionadas a Paulo Vieira (ex-diretor da Agência Nacional de Águas-ANA), de novo sou envolvido. Gratuitamente. Irresponsavelmente, como das outras vezes. As investigações ainda estão em curso e meu nome já é escandalosamente noticiado como relacionado ao caso.
Não custa recordar que Francisco Daniel, irmão do ex-prefeito assassinado de Santo André, Celso Daniel, fez o mesmo: acusou-me de beneficiário de esquema de corrupção que teria havido em Santo André. Quando o processei por calúnia, ele afirmou em juízo que ouvira de terceiros que eu era o destinatário de recursos financeiros ilegais para campanhas eleitorais do PT.
Francisco Daniel retratou-se, de forma cabal e indiscutível na Justiça. Mas isso praticamente não foi noticiado pela imprensa. E continua sem ser noticiado quando a mídia com frequência volta ao caso Celso Daniel. Ela repete a acusação que me foi feita por Francisco, sem registrar – ou fazendo-o sem o menor destaque – que ele se retratou.
Assim foi em todos os demais casos que lembrei. Envolvem meu nome no noticiário com o maior estardalhaço, mas encerrados a "temporada" e o sucesso midiático do escândalo, silenciam quanto ao fato de nada ter se provado contra mim – pelo contrário, as investigações terem concluído que eu não tive o menor envolvimento com o caso em pauta.

São Paulo, 28/11/2012

José Dirceu