7.8.10

07/08 - Lei - 3.561 de 1997 Em nome do Pai

O grande desafio para este milenio é construir uma consciência coletiva de forma a que tenhamos “uma sociedade para todas as idades”, com justiça e garantia plena de direitos.

- Não vou levar o Sr. ao médico . Não posso. Tenho que fazer dinheiro. Por sua causa entrei no cheque especial. Duas mil canas. Entendeu? Já. Como quiser. Desligou o celular.
Novamente o toque original do Nokia.
- Que você quer agora? Estou com passageiro. Ha! desculpe, pensei que era aquele velho maluco.
- Isis entenda não vou levar aquele homem ao medico. Perco o dia inteiro. Ele que vá sozinho.
Mas,... não vou já disse. Quem vai pagar a NET? Assim não agüento. Não agüento a carinha bonitinha da Fatima Bernardes com aquele cachecol na Copa, nem o maridinho dela. Dois pombinhos. Nem o Faustão. Tenho que pagar a NET são R$170,00 reais. Quem paga para eu ver a Globo News? Depois eu ligo. Ciao.
Quantos anos tem seu pai? - pergunto
- Oitenta e sete anos – respondeu.
- O senhor tem?
- 58.
- Cinqüenta e oito e o trata dessa forma?
Que quer que eu faça, madame. Ninguém agüenta um velho.
Mas, um dia ele...
De pronto, o taxi parou. O gás acabou sinto muito.
- Mas, como? Vou ficar aqui até encontrar outro carro?
- Não posso fazer nada. O gás acabou.
Desci furiosa. Não pude falar. A indignação aflorava por todos os poros. Queria arrebentar-lhe a cara com um único soco. Como podia esbravejar daquela forma com um senhor de 87 anos. Como ousava?
Um frio gelado queimava meu rosto. Caramba! Esqueci de pegar um novo taxi. Estava caminhando em direção a casa. Como ousam!
E, aquela primeira alegria com o rosto colado no vidro do berçário na maternidade numa fria madrugada de julho? Os primeiros passos. A primeira palavra que o guri falou. Não foi nem água, nem laura, nem mami – sorridente gritava pela casa papapapapapapapappappa!
Você viu Severina? Foi papai que ele disse. Ouviu?
- Claro Zé. Sempre é assim. A gente cuida, fica sem dormir, carrega no colo, faz as mamadeiras ... mas a primeira palavra balbuciada é papai. Culpa nossa. Ensinamos primeiro amá-los, porque foi da junção de uma grande paixão que ele surgiu nas nossas vidas.
Perdida em divagações cheguei a avenida. Quanta saudade pela vida afora!. Ainda sinto o calor daquela despedida. O último beijo. Recomendações. Seja boazinha. Educada, estudiosa. Obedeça sua mãe e cuide dela.
Claro que nunca obedeci a minha mãe. Partiu tão pronto ele faleceu dias depois. Estudiosa sim. Educada também. Afinal, como ser diferente detrás de quatro paredes durante anos a fio, num Colégio de Freiras.
Amanhã na casa do taxista, com certeza vão comemorar o velho ranzinha e chato de 87 anos. Churrasco, cervejas Skol possivelmente vão rolar durante todo o dia. Afinal, a sociedade de consumo criou um dia especial para que seja festejado o dia dos Pais.
Segunda - feira , quantos senhores passados os 80 anos precisarão ir ao médico . Quem os levara?
Art. 2o - O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde, em condições de liberdade e dignidade.”

07/08 - Lei - 3.561 de 1997 Em nome do Pai

O grande desafio para este milenio é construir uma consciência coletiva de forma a que tenhamos “uma sociedade para todas as idades”, com justiça e garantia plena de direitos.

- Não vou levar o Sr. ao médico . Não posso. Tenho que fazer dinheiro. Por sua causa entrei no cheque especial. Duas mil canas. Entendeu? Já. Como quiser. Desligou o celular.
Novamente o toque original do Nokia.
- Que você quer agora? Estou com passageiro. Ha! desculpe, pensei que era aquele velho maluco.
- Isis entenda não vou levar aquele homem ao medico. Perco o dia inteiro. Ele que vá sozinho.
Mas,... não vou já disse. Quem vai pagar a NET? Assim não agüento. Não agüento a carinha bonitinha da Fatima Bernardes com aquele cachecol na Copa, nem o maridinho dela. Dois pombinhos. Nem o Faustão. Tenho que pagar a NET são R$170,00 reais. Quem paga para eu ver a Globo News? Depois eu ligo. Ciao.
Quantos anos tem seu pai? - pergunto
- Oitenta e sete anos – respondeu.
- O senhor tem?
- 58.
- Cinqüenta e oito e o trata dessa forma?
Que quer que eu faça, madame. Ninguém agüenta um velho.
Mas, um dia ele...
De pronto, o taxi parou. O gás acabou sinto muito.
- Mas, como? Vou ficar aqui até encontrar outro carro?
- Não posso fazer nada. O gás acabou.
Desci furiosa. Não pude falar. A indignação aflorava por todos os poros. Queria arrebentar-lhe a cara com um único soco. Como podia esbravejar daquela forma com um senhor de 87 anos. Como ousava?
Um frio gelado queimava meu rosto. Caramba! Esqueci de pegar um novo taxi. Estava caminhando em direção a casa. Como ousam!
E, aquela primeira alegria com o rosto colado no vidro do berçário na maternidade numa fria madrugada de julho? Os primeiros passos. A primeira palavra que o guri falou. Não foi nem água, nem laura, nem mami – sorridente gritava pela casa papapapapapapapappappa!
Você viu Severina? Foi papai que ele disse. Ouviu?
- Claro Zé. Sempre é assim. A gente cuida, fica sem dormir, carrega no colo, faz as mamadeiras ... mas a primeira palavra balbuciada é papai. Culpa nossa. Ensinamos primeiro amá-los, porque foi da junção de uma grande paixão que ele surgiu nas nossas vidas.
Perdida em divagações cheguei a avenida. Quanta saudade pela vida afora!. Ainda sinto o calor daquela despedida. O último beijo. Recomendações. Seja boazinha. Educada, estudiosa. Obedeça sua mãe e cuide dela.
Claro que nunca obedeci a minha mãe. Partiu tão pronto ele faleceu dias depois. Estudiosa sim. Educada também. Afinal, como ser diferente detrás de quatro paredes durante anos a fio, num Colégio de Freiras.
Amanhã na casa do taxista, com certeza vão comemorar o velho ranzinha e chato de 87 anos. Churrasco, cervejas Skol possivelmente vão rolar durante todo o dia. Afinal, a sociedade de consumo criou um dia especial para que seja festejado o dia dos Pais.
Segunda - feira , quantos senhores passados os 80 anos precisarão ir ao médico . Quem os levara?
Art. 2o - O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde, em condições de liberdade e dignidade.”

6.8.10

05/08 - 2010 – 1o. Debate Eleitoral na Band

A democracia vai se aprofundando, afirmando sua soberania, ganhando espaço no cenário internacional, mudando o perfil do povo brasileiro, reafirmando o desenvolvimento, saindo do rol dos países chamados terceiro mundo.
Consolidar tantos fatores dentro desta vasta e complexa diversidade cultural e econômica, massacrada por anos de desgoverno, divisão injusta de recursos, apadrinhamento distribuídos,requer habilidade, ética, comprometido real através de um plano de governo viável e coerente a proporção de todos os desafios existentes.
Ontem presenciamos o primeiro debate eleitoral entre os candidatos a Presidência da República, realizada pela TV Bandeirantes, mediado por Ricardo Boechat, grande jornalista, capaz, ético, muito bem informado e principalmente comprometido com a transparência da informação. Quatro candidatos em cena sabatinados entre si, com a finalidade de apresentar seus planos, metas e compromissos com a nação.
Não resta a menor dúvida de que o Brasil tem amadurecido muito nestes últimos anos, graças ao esforço de gerações passadas, de investimentos na história deste continente – chamado Brasil.
Analisar cada qual é um dever pátrio. Como ser político pude segmentar uma analise mais profunda de cada concorrente.
Plínio Arruda Sampaio – tem um currículo invejável. Hoje, aos 80 anos perdeu a força de um Darcy Ribeiro, a ternura e consciência de um Saramago a liderança impar de um Leonel Brizola. Detrás de sábias colocações, mal formuladas pairava não a garra do grande intelectual, mas a amargura de um homem vencido pelo tempo. Não soube usar a experiência vivida. Uma lástima .
Jose Serra – como líder estudantil que foi, Governador da maior cidade brasileira formado em palanques parecia o mesmo de 8 anos atrás quando concorreu igualmente a Presidência. Nenhuma novidade digna de ressaltar a experiência acumulada em tantos anos de vida pública. Não conhece o Brasil, parece não amar o Brasil, não se emociona com os logros do povo que foi colônia, virou império, superou preconceitos, e ocupa hoje lugar de destaque no mundo. Tem muito que superar para fazer do nosso pais, a terra que desejamos.
Dilma Housseff, a jovem guerreira lutando pela liberdade nos anos de chumbo, percorreu outro caminho. O dos encontros em gabinetes fechados, entre cálculos, discussões com gente grande como diz o ditado popular. Emocionou-se. Afinal, quando poderia supor que um dia, estaria preparada para ocupar a Presidência da República? Isto é forte. Tocou a alma dos telespectadores. Mostrou conhecer o Brasil, suas mazelas e dificuldades, que digamos não são poucas. Tem a compreensão de é preciso tempo histórico e está disposta a dar continuidade aos projetos antigos e novos tão bem encaminhados por Lula. Ineditismo na política que tem por premissa começar de novo, impedindo a continuidade das iniciativas que deram certo.
Marina Silva, a menina sofrida, doente, escravizada pelo seringal, mas que conseguiu como tantos outros chegar a universidade, teve o privilegio de ser Ministra do Meio Ambiente do Governo Lula, durante muitos anos. Aprendeu a falar, familiarizar-se com as câmeras, não se deixou levar pelas piadas de mau gosto do adversário. Desvinculou-se do Governo, preparou-se para aparecer em publico. Linda, moderna, sem esquecer as raízes, apelando para o emocional. Um fenômeno preparado pelo marketing de guerra em tempos eleitorais. Marina só esqueceu um pequeno detalhe na sua nova performance. Não esclareceu ao povo de que é contra o homossexualismo, contra o aborto em qualquer circunstância, contra as mulheres que exercem a prostituição condenando-as sem complacência, que sua religião interfere nas suas decisões políticas e pessoais.
Um debate interessante. Inicio de tantos outros que darão ao eleitor a oportunidade de escolher a personagem ideal para ocupar a Presidência do Brasil.

05/08 - 2010 – 1o. Debate Eleitoral na Band

A democracia vai se aprofundando, afirmando sua soberania, ganhando espaço no cenário internacional, mudando o perfil do povo brasileiro, reafirmando o desenvolvimento, saindo do rol dos países chamados terceiro mundo.
Consolidar tantos fatores dentro desta vasta e complexa diversidade cultural e econômica, massacrada por anos de desgoverno, divisão injusta de recursos, apadrinhamento distribuídos,requer habilidade, ética, comprometido real através de um plano de governo viável e coerente a proporção de todos os desafios existentes.
Ontem presenciamos o primeiro debate eleitoral entre os candidatos a Presidência da República, realizada pela TV Bandeirantes, mediado por Ricardo Boechat, grande jornalista, capaz, ético, muito bem informado e principalmente comprometido com a transparência da informação. Quatro candidatos em cena sabatinados entre si, com a finalidade de apresentar seus planos, metas e compromissos com a nação.
Não resta a menor dúvida de que o Brasil tem amadurecido muito nestes últimos anos, graças ao esforço de gerações passadas, de investimentos na história deste continente – chamado Brasil.
Analisar cada qual é um dever pátrio. Como ser político pude segmentar uma analise mais profunda de cada concorrente.
Plínio Arruda Sampaio – tem um currículo invejável. Hoje, aos 80 anos perdeu a força de um Darcy Ribeiro, a ternura e consciência de um Saramago a liderança impar de um Leonel Brizola. Detrás de sábias colocações, mal formuladas pairava não a garra do grande intelectual, mas a amargura de um homem vencido pelo tempo. Não soube usar a experiência vivida. Uma lástima .
Jose Serra – como líder estudantil que foi, Governador da maior cidade brasileira formado em palanques parecia o mesmo de 8 anos atrás quando concorreu igualmente a Presidência. Nenhuma novidade digna de ressaltar a experiência acumulada em tantos anos de vida pública. Não conhece o Brasil, parece não amar o Brasil, não se emociona com os logros do povo que foi colônia, virou império, superou preconceitos, e ocupa hoje lugar de destaque no mundo. Tem muito que superar para fazer do nosso pais, a terra que desejamos.
Dilma Housseff, a jovem guerreira lutando pela liberdade nos anos de chumbo, percorreu outro caminho. O dos encontros em gabinetes fechados, entre cálculos, discussões com gente grande como diz o ditado popular. Emocionou-se. Afinal, quando poderia supor que um dia, estaria preparada para ocupar a Presidência da República? Isto é forte. Tocou a alma dos telespectadores. Mostrou conhecer o Brasil, suas mazelas e dificuldades, que digamos não são poucas. Tem a compreensão de é preciso tempo histórico e está disposta a dar continuidade aos projetos antigos e novos tão bem encaminhados por Lula. Ineditismo na política que tem por premissa começar de novo, impedindo a continuidade das iniciativas que deram certo.
Marina Silva, a menina sofrida, doente, escravizada pelo seringal, mas que conseguiu como tantos outros chegar a universidade, teve o privilegio de ser Ministra do Meio Ambiente do Governo Lula, durante muitos anos. Aprendeu a falar, familiarizar-se com as câmeras, não se deixou levar pelas piadas de mau gosto do adversário. Desvinculou-se do Governo, preparou-se para aparecer em publico. Linda, moderna, sem esquecer as raízes, apelando para o emocional. Um fenômeno preparado pelo marketing de guerra em tempos eleitorais. Marina só esqueceu um pequeno detalhe na sua nova performance. Não esclareceu ao povo de que é contra o homossexualismo, contra o aborto em qualquer circunstância, contra as mulheres que exercem a prostituição condenando-as sem complacência, que sua religião interfere nas suas decisões políticas e pessoais.
Um debate interessante. Inicio de tantos outros que darão ao eleitor a oportunidade de escolher a personagem ideal para ocupar a Presidência do Brasil.

5.8.10

No Olvides que una vez tu fuiste sol - de Augusto Blanca

 


Augusto Blanca
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No Olvides que una vez tu fuiste sol - de Augusto Blanca

 


Augusto Blanca
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