10.4.10

2009 - Gracias por los 50 años de Revolución

Queridos compañeros:

Pienso que todo ya ha sido hablado de ustedes. Un pueblo sui generis. Decidido, fuerte, noble, convencido de sus principios. Amoroso, fraterno, dulce, guerrero, tierno, solidario, y sobretodo pionero.

Que me queda decirles sino agradecerles por existir, y habernos probado que si es posible “transformar lo cotidiano en extraordinario” —como bien definió el Che. Que es posible no doblegarse ante el enemigo, que defender la Patria, luchar y preservar su libertad es una virtud gloriosa.

Gracias a los compañeros que hicieron posible esta victoria: a la mujer guerrera, al trovador que rescató los valores culturales, al campesino, a los poetas, a los pintores que cruzando fronteras pintaron el color de su aldea, a los cinco héroes que resisten el poder del imperio.

Gracias por haber compartido con nosotros este insustituible Comandante —nuestro compañero Fidel Castro.

Gracias a Raúl Castro, a Ramiro Valdés, a Juan Almeida, a Guillermo García. Gracias a esta nueva generación incansable por no entregarse y hacerse oír en los parlamentos del mundo.

Gracias por los 50 años de Revolución

2010 - 40 anos depois - 04 de Janeiro de 1970




Mis amores de ayer y de siempre. Hoy hace 40 anos llegue a esta isla. Hoy 40 anos despues reafirmo mi compromisso con esta revolucion, com Fidel, nuestro ejemplo mayor, con Raul, Ramiro, con mis trovadores presentes y los que quedaron en la saudade. Mi fidelidad y amor al pueblo que me acojio con toda ternura y solidariedad. A mis companeros mas cercanos que me acompanaron en los diez anos de exilio.

Gracias. Mil gracias por todo amor que me regalaron. Por las lunas, las estrelas, las canciones, los poemas, los domingos rojos, las campanas de solidariedad con os pueblos del mundo. Por el carino, por la ternura, por la vida.

Mil besos todos cargados de mucho amor.

Marilia

* trecho do Livro " Nesta terra, Neste Instante"

“Que avenida florida! Quantas árvores estupidamente frondosas, quantas margaridas! Igrejas, mansões!... Quantas mansões! Olhava atônita. Será que nos blefaram!?

Cuba não era cinzenta e triste? Não era!? Parece-me que não!...
A energia emanada daquele solo fez-me voltar mansamente à vida...
Ao dobrar a esquina, um cinema. Em cartaz “Les Parapluies de Cherbourg”. Esse filme passando aqui?... Esse filme? Aqui? Será uma alucinação!? Como controlar esse sintoma? Não agora!......


O hall do hotel Capri, apinhado de gente que circulava de lá pra cá, deixava escapar a esfuziante alegria dos atore

Divertida, essa Cuba!
Nem percebi quando preenchi a ficha do hotel, muito menos quando mudaram meu nome e os dos meninos, tal a curiosidade de olhar ao redor.
Subimos ao quarto, banhei-me e aos meus meninos. Coloquei-os na cama e jamais poderei precisar como ou quando conciliei o sono.

Um surdo barulho de ondas entrou sorrateiramente pelos meus sentidos:
- Dormi!!! Como pude dormir!? Dormi?

Pulo da cama sobressaltada, tropeçando. Vou a caminho da luz que vem discreta através a janela.
Abro a cortina.
Diante dos meus olhos embaçados, vejo o mar. Furioso, agressivo, quebrando suas gigantescas ondas no Malecón, anunciando Enero: inverno acima do Equador.”....

Olho Cell e Edu se espreguicando

2010 - 40 anos depois - 04 de Janeiro de 1970




Mis amores de ayer y de siempre. Hoy hace 40 anos llegue a esta isla. Hoy 40 anos despues reafirmo mi compromisso con esta revolucion, com Fidel, nuestro ejemplo mayor, con Raul, Ramiro, con mis trovadores presentes y los que quedaron en la saudade. Mi fidelidad y amor al pueblo que me acojio con toda ternura y solidariedad. A mis companeros mas cercanos que me acompanaron en los diez anos de exilio.

Gracias. Mil gracias por todo amor que me regalaron. Por las lunas, las estrelas, las canciones, los poemas, los domingos rojos, las campanas de solidariedad con os pueblos del mundo. Por el carino, por la ternura, por la vida.

Mil besos todos cargados de mucho amor.

Marilia

* trecho do Livro " Nesta terra, Neste Instante"

“Que avenida florida! Quantas árvores estupidamente frondosas, quantas margaridas! Igrejas, mansões!... Quantas mansões! Olhava atônita. Será que nos blefaram!?

Cuba não era cinzenta e triste? Não era!? Parece-me que não!...
A energia emanada daquele solo fez-me voltar mansamente à vida...
Ao dobrar a esquina, um cinema. Em cartaz “Les Parapluies de Cherbourg”. Esse filme passando aqui?... Esse filme? Aqui? Será uma alucinação!? Como controlar esse sintoma? Não agora!......


O hall do hotel Capri, apinhado de gente que circulava de lá pra cá, deixava escapar a esfuziante alegria dos atore

Divertida, essa Cuba!
Nem percebi quando preenchi a ficha do hotel, muito menos quando mudaram meu nome e os dos meninos, tal a curiosidade de olhar ao redor.
Subimos ao quarto, banhei-me e aos meus meninos. Coloquei-os na cama e jamais poderei precisar como ou quando conciliei o sono.

Um surdo barulho de ondas entrou sorrateiramente pelos meus sentidos:
- Dormi!!! Como pude dormir!? Dormi?

Pulo da cama sobressaltada, tropeçando. Vou a caminho da luz que vem discreta através a janela.
Abro a cortina.
Diante dos meus olhos embaçados, vejo o mar. Furioso, agressivo, quebrando suas gigantescas ondas no Malecón, anunciando Enero: inverno acima do Equador.”....

Olho Cell e Edu se espreguicando

2009 - Gracias por los 50 años de Revolución

Queridos compañeros:

Pienso que todo ya ha sido hablado de ustedes. Un pueblo sui generis. Decidido, fuerte, noble, convencido de sus principios. Amoroso, fraterno, dulce, guerrero, tierno, solidario, y sobretodo pionero.

Que me queda decirles sino agradecerles por existir, y habernos probado que si es posible “transformar lo cotidiano en extraordinario” —como bien definió el Che. Que es posible no doblegarse ante el enemigo, que defender la Patria, luchar y preservar su libertad es una virtud gloriosa.

Gracias a los compañeros que hicieron posible esta victoria: a la mujer guerrera, al trovador que rescató los valores culturales, al campesino, a los poetas, a los pintores que cruzando fronteras pintaron el color de su aldea, a los cinco héroes que resisten el poder del imperio.

Gracias por haber compartido con nosotros este insustituible Comandante —nuestro compañero Fidel Castro.

Gracias a Raúl Castro, a Ramiro Valdés, a Juan Almeida, a Guillermo García. Gracias a esta nueva generación incansable por no entregarse y hacerse oír en los parlamentos del mundo.

Gracias por los 50 años de Revolución

2006 - Construindo o Futuro reune em areias cubanas duas medalhas olimpicas

"A iniciativa Construindo o Futuro", o projeto social em execução, "pretende incentivar a prática do vôlei de praia nos jovens", disse Mireya Luis, atual chefe de marketing da Federação Cubana de Voleibol e campeã olímpica por três vezes, à televisão local.

Segundo a cubana, a iniciativa partiu da escritora brasileira Marilia Guimarães, coordenadora do movimento Rede de Redes em Defesa da Humanidade e conta com o apoio dos ministérios de Esportes de Cuba e do Brasil.

A atual diretora revelou que, para colocar o projeto em prática, no domingo fará dupla com sua "amiga" Jackie -também aposentada da alta competição-, em uma partida de exibição previsto para uma praia no leste de Havana.

"Será uma grande festa onde estarão jogadores de vôlei de praia de todas as idades", acrescentou.

A cubana, uma das melhores atacantes do mundo, disse se sentir "orgulhosa" ao receber em Havana uma jogadora como Jackie Silva, enquanto que a brasileira comentou que "será um prazer jogar com Mireya, minha ídola de muitos anos".

O vôlei de praia se incorporou em 1986 à Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e ingressou no programa olímpico em Atlanta-1996, onde Silva levou o título com Sandra Pires.





Homanegem aos 80 anos del Comandante Fidel Castro

Querido Comandante



Depois de quatro dias de fome e terror intenso a bordo de um avião por nós desviado,levando meus dois pequeninos filhos, fugindo da perseguição implacável dos militares da ditadura brasileira que massacrava uma geração, cheguei a Cuba numa tarde fria de Janeiro de 1970.

Fotos, sucos, cigarros, manifestações de carinho que diminuiam o trauma dos dias anteriores, e pela vez primeira a observação do companheiro que havia mudado a história - "Que lindos estos muchachitos - comentou.Diga-lhes que sim los acepto como mis hijos brasileños." Assim, numa transferência de tempo e espaço Cuba tornou-se nossa segunda pátria.
Ao longo de dez anos, convivi e aprendi com o povo cubano a amar e respeitar Fidel Castro. Hoje, já trinta e seis anos passados falar de Fidel é simples, e o amor que sentimos por ele é o que o define.

Simples, terno,inteligente, atencioso, observador, minucioso, dedicado, forte como a rocha açoitada pelas ondas, firme como um continente, amoroso, exigente, alegre, brincalhão, charmoso. Sempre jovem, atualizado em todas as conquistas do homem, feliz, triste,um realizador de sonhos.

Com doze homens, aos que se somaram milhares, cambiou o rumo da América. Virou de pernas para o ar o mundo, derrubou as convenções seculares, vestiu a cor verde oliva e fez das cinco faixas e uma estrela, sua estrada e sua guia. Transformou conceitos, deu a mão aos excluídos e os levou para ver o sol, ler as estrelas, sonhar com um mundo mehor. Convenceu a todos de que é possível, seja como for, materializar todos os sonhos. E, foi realizando cada um deles, junto aos milhões de cidadãos que como ele tem a coragem de enfrentar o bloqueio, as agressões, as ameaças constantes do imperialismo norte americano.

Nas horas, em que discursa tem sempre muito o que doar. De gentes, de guerra, de paz, de força, de solidariedade, de agressões infames, de ceifadores de felicidade. Em dado momento, descobrimos que ele está falando de tudo aquilo que oprime o nosso coração. De tantas e incontáveis falas caladas ao longo dos séculos. Encontramos na sua voz o anseio de nossos antepassados. Imigrantes em busca de uma vida melhor calaram diante de cinco séculos de opressão. Nós por medo, omitimos, ou por franqueza silenciamos. Fidel, num crescer de palavras, vai enumerando cada situação, descrevendo nossas vidas, falando por nós, defendendo-nos. A multidão, silenciosa por vezes, eufórica na maioria dos momentos, vai em frente derrubando obstáculos, conquistando outras vitórias.

....“Quedamos 12, pero no nos rendiremos jamás, no pensaremos jamás en escapar. Seguiremos la lucha y la llevaremos hasta el final, seguiremos la lucha mientras quede un hombre, seguiremos la lucha hasta el último aliento”.
Y así también nuestro sentimiento ahora. El sentimiento del revolucionario solo puede ser uno. (…) Levantemos la frente, ¡levantemos la frente!, que nos queda mucho por luchar, que nos queda mucho por hacer. ¡ Levantemos la frente en este instante amargo! Y frente a nuestros enemigos y junto a nuestros deberes más elementales digamos, con más fuerza que nunca en este minuto feliz por un lado y triste por otro, en este minuto de victoria y de revés , digamos: ¡Adelante, pueblo revolucionario! ¡Adelante, con más coraje y con más valor que nunca! Y digamos con más profundidad y más alto que nunca: ¡Patria o Muerte! ¡Venceremos!( Discurso pronunciado por Fidel em Maio de 1970, quando do sequestro de pescadores cubanos em águas internacionais)

Em 1996, comemoramos na cidade do Rio de Janeiro, sob um dos mais fortes aguaceiros os 70 anos do nosso Comandante.

Hoje, unidos numa força única milhares de pessoas em todo o mundo direcionam suas energias para que seu restabelecimento seja pronto. Bem pronto, para que possamos contar-lhe o seu segredo. Ser impresncindível.

Marilia Guimarães
Escritora - Presidente do Comité de Defesa da Humanidade - Capitulo Rio de Janeiro

2007 - Oscar Niemeyer faz 100 anos




O Brasil e o mundo festejaram Oscar Niemeyer


Regado à música brasileira, alegria, uma grande dose de desejo de longevidade o Brasil foi cumprimentar seu arquiteto maior, seu amigo, seu militante. O brasileiro que imortalizou as curvas de nossas montanhas, a beleza da mulher brasileira, o sentimento pátrio dando vida e beleza ao concreto recebia radiante seus amigos. Cada qual, com sua história, lembranças de quase séculos outras de poucos dias fizeram do dia 15 de dezembro de 2007, um dia inesquecível.
Ao cumprimentar o Ministro do Esporte – Orlando Silva, reafirmou sua crença no Triunfo da Revolução no Brasil. - Sim. Veremos este dia, afirmou sorrindo.
Oscar como “suele ser” nos emocionou com sua força, sua extrema ternura, sua determinação, sua vontade férrea de mudar a sociedade, onde um dia o homem poderá conviver em plena harmonia, tal qual sua obra.
Como diz Saramago em seu lindo depoimento no livro organizado pelo Comitê de Defesa da Humanidade – Capitulo Rio de Janeiro - “Nós, portugueses, nós, brasileiros (acabo de comprová-lo no Aurélio) não cumprimos anos, fazemo-los. Já se pensou no bonito que é mexer no tempo, empurrá-lo, estendê-lo, empurrá-lo, e a isto chamo eu vida, e de repente começar a receber e-mails, cartas, chamadas telefônicas de parentes e amigos que nos dizem: Parabéns, mais um ano . E nós respondemos: Bom trabalho me deu, mas aí está, feito . Aí estão agora estes cem, feitos por Oscar Niemeyer, amassados de todas as esperanças e razões do mundo, entregues nas mãos do futuro...”

... A Glória e a fama não ofuscaram o gênio e a integridade de Niemeyer. Continua ativo e criativo, sempre aliando a arte e o viver à ação política e a defesa dos ideais de solidariedade e de justiça social...” frisou o Presidente Lula.

“Darcy Ribeiro disse certa vez que o único de nós a ser lembrado no futuro será Oscar Niemeyer. A única coisa concreta que restará dos nossos tempos num futuro remoto será a obra indelével desse gênio da arquitetura mundial... “ relembrou Liszt Vieira.

Oscar, biologicamente pode fazer 100 anos. Oscar – o arquiteto que deu curvas ao concreto, todos os dias, a cada manhã banha-se de sonhos, cria, estuda, discute o mundo em que vivemos, rebela contra as injustiças sociais, vai e volta num recomeçar infinito prenhando de certezas e amor pela sua arte maior – a crença de que a cada dia, é o dia que construiremos um mundo melhor para todos.

Pelos seus sonhos;
Pelas formas do nosso país imortalizadas no mundo, e nas nossas cidades;
Pela coerência revolucionária;
Pela inconfundível concretude definindo a própria vida – uma entrada, uma curva, uma saída;
Pela vida;

Rio de Janeiro, 18 de dezembro de 2007
Marilia Guimarães

2008 - Nuestros en Cuba, Fidel Castro, e Condecoração pela Solidariedade




.....

¡VA a llegar! Fue lo que se me ocurrió decirle al comandante del avión cuando, a punta de pistola, lo convidé para que nos trajera hasta Cuba. «Esto no llega a Cuba», me dijo. Pues de aquí no va a bajar nadie, le repetí sin la más leve señal de temblor en mi voz. El secuestro estaba previsto para el 31 de diciembre, a las diez de la noche. Queríamos aterrizar en la mañana del 1ro. de Enero, cuando se estuviera celebrando el triunfo de la Revolución Cubana, solo que el avión tenía autorización de vuelo para dos horas. Pero el comandante logró hacer una ruta: haríamos pequeños tramos: de Buenos Aires para Chile, después Lima, donde la situación se puso muy tensa, porque el ejército brasileño había ganado tiempo y había contactado al gobierno peruano. Me prometieron hasta lo inimaginable con tal de que abandonara el avión. Pero permanecí firme. Yo, Marilia Guimarães, llegaría de todas maneras a mi destino, aunque fuera muerta.

Cuando vieron que no habría ningún entendimiento, mandaron a entrar al ejército. Aunque existen periodistas que le hacen el juego al imperialismo, hay otros que no. Esos fueron los que me salvaron la vida, pues el aeropuerto estaba lleno de ellos, que anunciaron al mundo entero que en el avión había dos niños y que los militares querían invadirlo. Lograron llamar la atención de la opinión pública internacional, y eso ataba al ejército de manos. Era la primera vez en la historia que alguien secuestraba un avión con dos niños. Después de 24 horas nos liberaron, y viajamos hacia Panamá, pero el secuestro ya iba para el tercer día sin comida, ni agua, estábamos muy debilitados...

Finalmente, a las cinco de la tarde del 4 de enero de 1970, aterrizamos en Cuba. Muy asustados, aunque al bajar la escalerilla vi el letrero: Aeropuerto José Martí. Había muchos militares —al menos eso me pareció entonces—, sin embargo, algo me tranquilizó: sus sonrisas. Uno de ellos pasó su mano por la cabeza de mis hijos, ese gesto de cariño me relajó. Ya podía respirar.

La quinta avenida
Yo tenía mi propia idea sobre la Isla. Pensaba que como en China los cubanos estarían vestidos de gris. Es cierto que vestían un poco desfasados en la moda, pero había tanto colorido en la gente... Montada en un automóvil camino al hotel nos quedamos alelados con la belleza de La Habana. La Quinta Avenida se veía tan linda... La Quinta Avenida siempre me fascinó, sobre todo porque significó la libertad en mi cabeza. En uno de los cines se anunciaba Los paraguas de Cherburgo. ¿Era jueves o sábado? No sé, pero frente al Capri había mucha gente. Pensé que se trataba de una película de época: las mujeres con bucles en la cabeza y unos tacones muy altos... Caí en la cama y el sueño fue rotundo.

Tengo una relación muy fuerte con el mar, nací en una ciudad de mar, montañas y mucho verde. Corrí hacia la ventana y la abrí, y a pesar de que hacía mucho frío, el mar se veía lindo, de ensueño, aquellas olas enormes chocando contra el malecón eran de una belleza indescriptible. Hambrienta y deseosa de tomar café, me dirigí al restaurante, donde todo el mundo me miraba, andaba en minifalda. ¡Caramba, esta no es una película, me dije, soy yo la que está disfrazada! Así empezaron mis años en Cuba.

En la habitación puse la radio. Ese año en el que estuve en la clandestinidad había llegado a Brasil un disco de esos de pasta, que tenía una única canción: Fusil contra fusil, de Silvio Rodríguez. Esa canción, que la escuchábamos hasta el cansancio, estaba metida en mi cabeza. Prendí el radio buscándola y lo que escuché fue: Radio Progreso..., y algo más que no recuerdo ahora, además de una frase que se fijó en mi mente para siempre: ¡Cuba, primer territorio libre de América!, frase con que concluye mi primer libro, En esta tierra, en este instante, un libro sobre mis sentimientos, mi vida en la clandestinidad, no para que lo leyeran los intelectuales, sino aquellos que no tienen hábitos de lectura. Para esos es para quienes hay que escribir.

La distancia del corazón
Esos primeros años de la década de 1970 fueron muy difíciles, pero había un amor inmenso, una fuerza interior gigantesca. Es que la Revolución al cambiar las estructuras duras del capitalismo hizo que el hombre fuera más tierno. Fue Cuba la que le enseñó al mundo el significado de la palabra solidaridad; la solidaridad como postura de vida. Ese es uno de los grandes logros de la Revolución Cubana. Ese hombre nuevo del que habló el Che ya nació, ya existe. Por eso me dije: tengo que hacerle un homenaje a la Revolución, al pueblo cubano, tenía que hacerlo, porque el exilio para muchos es muy duro. No diré que fue fácil para mí. No lo fue. Porque, además de la física, existe otra distancia, que es la distancia del corazón. No tienes cómo llenar esa falta del olor de tu tierra, del olor de tu mar, de la luna, de las estrellas, porque el hombre es físico, es pura electricidad.

Le debía eso a la Revolución Cubana, a los cubanos, pero también al mundo, tan desinformado sobre esta maravillosa Isla, engañado por tanta propaganda injusta. Por eso este segundo libro que decidimos nombrar Nuestros años en Cuba. Un exilio entre el sinsonte y el sabiá. El exilio es complicado, duele, uno sufre por más que tengas el respaldo del pueblo cubano, que no tiene límites.

Quería escribir sobre aquellos complejos primeros diez años de la Revolución Cubana, los de reafirmación. Cuba es una isla, no un continente con recursos que se pueda mantener sola, por eso el bloqueo siempre ha sido infame. Sin embargo, el mundo asiste a eso sin gritar. El mundo debe gritar y gritar y gritar. El bloqueo es inadmisible, y mira cuántos años lleva, a pesar de las brechas abiertas. El mundo no sabe que en los 70 Cuba lo tenía todo para convertirse en el mayor productor de azúcar del planeta, pero eran incendiados los cañaverales, se secuestraban a los pescadores, se hacían atentados... El mundo no lo sabe a pesar de que Cuba es más famosa que la Coca Cola. Hay personas que han tenido la osadía de preguntarme si en Cuba hay artes plásticas. ¡Ja! Ay, caramba, ¡qué ignorancia! La gente necesita saber que esta Revolución es grandiosa.

Recuerdo cuando impartí portugués a los pilotos del avión que explotaron en Barbados, en 1976. Para mí fue terrible cuando supe de aquel crimen. Les había enseñado no para que fueran expertos, sino para que se pudieran comunicar y pudieran decir: Bom dia, Boa noite, todo ben... Y de repente, perdí a compañeros muy queridos, así: de un día para otro. Sí, hubo muchos momentos angustiosos, pero también los hubo de mucha alegría y felicidad. Cuando uno hace un pare y mira, dice: Claro que valió la pena, valió la pena haber llorado y sufrido, haber reído y haber soñado, porque aquí está la Revolución sembrada y cosechada de verdad.

Ahora acabamos de terminar la Plaza de Oscar Niemeyer en la UCI, en la cual participé desde el primer detalle, desde el día en que se le entregó de regalo al Comandante en Jefe hasta el final. No puedo olvidar que los muchachos de Cubana de Acero, los más jóvenes, me decían: «¿Doblar el acero y darle forma redonda? Eso es cosa de locos. Oscar Niemeyer hará esas cosas, pero se va a caer». Y el día que ellos lograron doblar el acero, algo tan complicado —porque en verdad lo es—, había que verles las caras. Lo habían logrado. Lo hicieron solos. Cuando llegué ya estaba la estatua levantada. La fuerza y la garra que tiene el pueblo cubano lo hace doblar el acero.

El encuentro
¡Cómo lo voy a olvidar! Fue un encuentro casual, muy casual. Al poco tiempo de estar en Cuba, empecé a presentar problemas con la tiroides, por el propio estrés del año de la clandestinidad, por el secuestro del avión; alguna huella tenía que dejar. Yo había ido al Fajardo a verme con mi endocrinólogo, Santiago Hung, y con Mateo, el jefe de Endocrinología en Cuba. Estaba en el lobby, un poco distraída, y no lo vi llegar. Fue en el elevador cuando me fijé en aquel hombre, que de repente me pregunta: ¿por qué te pintas el pelo, muchacha? —siempre he tenido canas. Lo único que atiné a contestar fue: Yo no me pinto el pelo, Comandante. Como se percató de que me había quedado como una tonta, parada como una estatua de sal —sucede con todo el mundo cuando se lo encuentra por primera vez, porque es la propia historia delante de ti, es impresionante—, le preguntó a Mateo: ¿qué tiene ella? ¿De qué nacionalidad es? Mi corazón latía a 200 revoluciones por segundo. Es brasileña y tiene problemas con la tiroides, respondió Mateo. Le empezó a explicar porque, como sabemos, Fidel todo lo pregunta, todo lo quiere saber: cuál es la medicina, cómo es el tratamiento... Es una pregunta ambulante. Y entonces finalmente dijo: Bueno, entonces cuídala, que los brasileños valen oro. ¡Ah, cará, para qué dijo eso! Yo no hablaba con nadie, ni quería que nadie me tocara. Me sentía como un lingote de oro puro.

Cuando hablas con él por primera vez todo se te olvida. Es como ver a Miguel Ángel Buonarroti haciendo el David o a Leonardo Da Vinci pintando. Se te doblarían las piernas, empezarías a temblar... Y luego, no te olvida.

Unos meses después lo volví a encontrar, y la primera pregunta que me hizo fue: ¿Estás bien de la tiroides? Los cubanos saben que él es así, pero cuando uno lo cuenta a otras personas, te miran como diciendo: está loca, está inventando. Hace como dos o tres años, en la presentación del libro La memoria donde ardía, de Miguel Bonasso, conversé otra vez con él: Comandante, ¿usted se acuerda de mi hijo? ¡Cómo me voy a olvidar de mi hijo brasileño! Y abrazó a Marcelo. Enseguida empezó a recordar la niñez de Marcelo, que es un hombre ya. Habló del día en que llegaron los niños chiquitos y él mandó a decir que sí, que los aceptaba como sus hijos y de la Revolución. Así fue cada vez que tuve la felicidad de verlo. Jamás se olvidó de mí. Nunca nos olvidó.

Mi fiesta
Fue muy difícil, muy difícil el regreso. Primero, porque llegué a Cuba a la edad en que se hacen los amigos para toda la vida, y a mi regreso a Brasil, los amigos de la universidad ya habían tomado sus caminos. Habían pasado diez años. La adaptación fue muy complicada, sentía mucha falta de Cuba, los niños no se acostumbraban, no entendían por qué había tantos niños en las calles, no lo entendían. Se me creó un problema muy serio, fíjate que dos años después volvimos a Cuba, por problemas políticos, pero también porque Eduardo y Marcelo no querían quedarse, hasta que logré convencerlos: Cuba sigue siendo nuestra segunda Patria, pero somos brasileños y tenemos un compromiso con Brasil. Marcelo es muy, muy cubano: la comida, la forma de ser, es muy mujeriego, alegre. Para mí también fue terrible. La gente no tiene idea de lo que es vivir en el capitalismo: hay que matar un león por día, de lo contrario te quedas en el medio del camino. Por suerte, Cuba está cerca, cuando me aprieta mucho la nostalgia llamo por teléfono o vengo. Entonces no pierdo el tiempo, no duermo, tengo que aprovechar el olor de la gente, apresar la energía, para poder volver renovada.

Por eso es que casi muero el día en que me entregaron la Medalla de la Amistad. Yo había comprado unos globos y preparado una fiesta para reunirme con mis amigos, a quienes quería homenajear, pero no sabía que quien iba a ser objeto del homenaje era yo. Pensé que me dirían unas palabras y cosas así, pero me dejaron muda, con el alma en el aire, lo mismo hablaba que lloraba, mi hijo me abrazaba para que parara de temblar. ¡Y después dicen que Cuba no es grande!

2005 - Artistas e poetas, escriotres brasilerios participam do 4o. Congresso de Cultura e Desenvolvimento em Havana


CINEASTAS, artistas, escritores e promotores culturais do Rio de Janeiro participarão do 4º Congresso Cultura e Desenvolvimento, a se efetuar em Havana, de 6 a 9 de junho próximo.

A escritora, promotora e fiel amiga de Cuba, Marília Guimarães, cujo primeiro livro En esta tierra en este instante (título extraído dum verso da canção Pequeña serenata diurna, de Silvio Rodríguez), relata sua saída do Brasil nos anos da ditadura e sua chegada e estada na Ilha, informa em entrevista exclusiva para o Granma Internacional da composição do grupo brasileiro.

Para os fãs das telenovelas, um dos maiores produtos de exportação do Brasil, eis um avanço: viajarão a Cuba as atrizes principais da telenovela que agora está sendo exibida pela tevê cubana, Esplendor, Letícia Spiller (Flávia), Cássia Kiss (Adelaida, além da «assassina» de Odette Roitman na magnífica Vale Tudo), Denise Fraga e Claudia Alencar, que serão acompanhadas de Marco Ricca (conhecido pela atuação na telenovela Aquarela do Brasil) .

Como vão os preparativos no Rio para o próximo Congresso Cultura e Desenvolvimento?

«Decidimos, em lugar de trazer só artistas, que são a alegria da nossa vida, incluir também os trabalhos que faz a secretaria da Cultura do Rio, meu estado. Solicitámos ajuda da governadora Rosinha Garotinho, a qual nos deu apoio total, não só moral, mas também financeiro. A governadora e Antony Garotinho, ex-governador e atual secretário do Estado e Coordenação nos têm apoiado muito e além disso estão muito interessados em acordos com Cuba, por exemplo, na área dos esportes, visando os Jogos Pan-Americanos de 2007. Vamos apresentar trabalhos da rádio comunitária, que hoje em dia é uma ponte que temos para enfrentar as informações das multinacionais; de cinemas populares, que já tem 22 salas e agora a governadora está investindo em salas pequenas, muito modernas e com preços mínimos, un real. Também viajarão animadores culturais, os que trabalham com os que fazem música rap, um movimento muito forte nas favelas.

«Temos artistas convidados para ministrarem uma mesa-redonda sobre cinema, televisão, telenovelas, teatro e direção. Também vêm Sílvio Tendler, documentarista (Marighela, Glauber Rocha) e as atrizes Letícia Spiller, protagonista da telenovela Esplendor, uma poetisa muito boa, com ternura incrível, muito sensível e muito revolucionária; Cássia Kiss, Cláudia Alencar, Denise Fraga e Marco Ricca.

«No Congresso também participará o presidente da Fundação dos Índios, Nércio Gomes, antropologista famoso.

«Outra participante será Celia Ravero, que está fazendo no Rio um trabalho nos quilombos, porque no Brasil ainda existem os quilombos como no século 19. Agora, receberam a terra porque até então não tinham a propriedade.

Também, a irmã de Chico Buarque, um amigo sincero de Cuba, Ana Buarque de Holanda, diretora da Escola Nacional de Música.

Qual o motivo de sua viagem a Havana neste ano?

«Fui convidada para participar do Fórum em Defesa da Humanidade, do Encontro contra a Alca e do 1º de maio. Posso dizer-lhe que poder participar deste festejo foi uma emoção incrível. Em 1976, eu estava em Cuba e marquei presença na Praça da Revolução quando chegaram os corpos das vítimas de Barbados e a Praça toda estava em silêncio, foi um momento difícil, de muita tristeza para os cubanos e também para os revolucionários latino-americanos e do mundo todo.

«Acontece que este ano estou no mesmo lugar. Fidel fala de Posada Carriles, esse assassino e termina o discurso com a mesma frase de 30 anos antes (‘Quando um povo enérgico e viril chora, a injustiça treme’). Naquele então, muitas pessoas perguntavam se, por acaso, a Revolução cubana resistirá? E após 30 anos, a gente olha a Praça lotada de pessoas com o mesmo entusiasmo, com a mesma força.

Qual a sua opinião do Fórum de Havana?

«O Fórum em Defesa da Humanidade é muito interessante. A primeira reunião foi na Espanha e no México, onde se convocou o Tribunal Benito Juárez, que tem a tarefa de examinar e denunciar, não de julgar, as agressões contra Cuba. Esses tribunais vão-se estender pelo mundo todo, pois não tínhamos um veículo para denunciar. Agora podemos fazê-lo através desses tribunais e do Comitê de Defesa da Humanidade, que já existe na Espanha e no México e agora vamos cria-lo no Brasil. A próxima reunião será no Mar del Plata, Argentina. Os mais de mil participantes em Havana, ficamos muito dispostos, porque o resultado final foi positivo, mais para nós do que para Cuba. Cuba sempre nos deu a oportunidade de poder fazer alguma coisa pelos outros povos, porque o Comitê em Defesa da Humanidade não é só para Cuba, mas também para todos os países agredidos, invadidos, explorados, sobretudo pelos Estados Unidos».

Por acaso a escritora tem alguma novidade?

«Gosto muito da informática (tem uma empresa com a família), e dedico muito tempo à solidariedade a Cuba, mas aos sábados e domingos sempre tento escrever. Vou publicar outro livro em dezembro. Eu penso que vai ser muito bonito, pois os dez anos que eu vivi cá foram tão bonitos que o livro não pode ficar feio. É um testemunho. Um relato do que aconteceu com a Revolução cubana nesses dez anos (1970-79), as questões principais. Minha vida e a dos meninos, as coisas que consegui fazer. O livro intitula-se Entre sinsontes y el sabiá ( a ave nacional brasileira) e tem como subtítulo Dez anos de presidio. Já esta sendo traduzido ao espanhol e espero lançá-lo na Feira do Livro de Havana, em fevereiro de 2006. Já comecei escrever o terceiro, acerca do retorno ao Brasil, que foi muito difícil. A reconstrução das nossas vidas. Enquanto tiver forças continuarei escrevendo, tenho muitos temas».

2005 - Artistas e poetas, escriotres brasilerios participam do 4o. Congresso de Cultura e Desenvolvimento em Havana


CINEASTAS, artistas, escritores e promotores culturais do Rio de Janeiro participarão do 4º Congresso Cultura e Desenvolvimento, a se efetuar em Havana, de 6 a 9 de junho próximo.

A escritora, promotora e fiel amiga de Cuba, Marília Guimarães, cujo primeiro livro En esta tierra en este instante (título extraído dum verso da canção Pequeña serenata diurna, de Silvio Rodríguez), relata sua saída do Brasil nos anos da ditadura e sua chegada e estada na Ilha, informa em entrevista exclusiva para o Granma Internacional da composição do grupo brasileiro.

Para os fãs das telenovelas, um dos maiores produtos de exportação do Brasil, eis um avanço: viajarão a Cuba as atrizes principais da telenovela que agora está sendo exibida pela tevê cubana, Esplendor, Letícia Spiller (Flávia), Cássia Kiss (Adelaida, além da «assassina» de Odette Roitman na magnífica Vale Tudo), Denise Fraga e Claudia Alencar, que serão acompanhadas de Marco Ricca (conhecido pela atuação na telenovela Aquarela do Brasil) .

Como vão os preparativos no Rio para o próximo Congresso Cultura e Desenvolvimento?

«Decidimos, em lugar de trazer só artistas, que são a alegria da nossa vida, incluir também os trabalhos que faz a secretaria da Cultura do Rio, meu estado. Solicitámos ajuda da governadora Rosinha Garotinho, a qual nos deu apoio total, não só moral, mas também financeiro. A governadora e Antony Garotinho, ex-governador e atual secretário do Estado e Coordenação nos têm apoiado muito e além disso estão muito interessados em acordos com Cuba, por exemplo, na área dos esportes, visando os Jogos Pan-Americanos de 2007. Vamos apresentar trabalhos da rádio comunitária, que hoje em dia é uma ponte que temos para enfrentar as informações das multinacionais; de cinemas populares, que já tem 22 salas e agora a governadora está investindo em salas pequenas, muito modernas e com preços mínimos, un real. Também viajarão animadores culturais, os que trabalham com os que fazem música rap, um movimento muito forte nas favelas.

«Temos artistas convidados para ministrarem uma mesa-redonda sobre cinema, televisão, telenovelas, teatro e direção. Também vêm Sílvio Tendler, documentarista (Marighela, Glauber Rocha) e as atrizes Letícia Spiller, protagonista da telenovela Esplendor, uma poetisa muito boa, com ternura incrível, muito sensível e muito revolucionária; Cássia Kiss, Cláudia Alencar, Denise Fraga e Marco Ricca.

«No Congresso também participará o presidente da Fundação dos Índios, Nércio Gomes, antropologista famoso.

«Outra participante será Celia Ravero, que está fazendo no Rio um trabalho nos quilombos, porque no Brasil ainda existem os quilombos como no século 19. Agora, receberam a terra porque até então não tinham a propriedade.

Também, a irmã de Chico Buarque, um amigo sincero de Cuba, Ana Buarque de Holanda, diretora da Escola Nacional de Música.

Qual o motivo de sua viagem a Havana neste ano?

«Fui convidada para participar do Fórum em Defesa da Humanidade, do Encontro contra a Alca e do 1º de maio. Posso dizer-lhe que poder participar deste festejo foi uma emoção incrível. Em 1976, eu estava em Cuba e marquei presença na Praça da Revolução quando chegaram os corpos das vítimas de Barbados e a Praça toda estava em silêncio, foi um momento difícil, de muita tristeza para os cubanos e também para os revolucionários latino-americanos e do mundo todo.

«Acontece que este ano estou no mesmo lugar. Fidel fala de Posada Carriles, esse assassino e termina o discurso com a mesma frase de 30 anos antes (‘Quando um povo enérgico e viril chora, a injustiça treme’). Naquele então, muitas pessoas perguntavam se, por acaso, a Revolução cubana resistirá? E após 30 anos, a gente olha a Praça lotada de pessoas com o mesmo entusiasmo, com a mesma força.

Qual a sua opinião do Fórum de Havana?

«O Fórum em Defesa da Humanidade é muito interessante. A primeira reunião foi na Espanha e no México, onde se convocou o Tribunal Benito Juárez, que tem a tarefa de examinar e denunciar, não de julgar, as agressões contra Cuba. Esses tribunais vão-se estender pelo mundo todo, pois não tínhamos um veículo para denunciar. Agora podemos fazê-lo através desses tribunais e do Comitê de Defesa da Humanidade, que já existe na Espanha e no México e agora vamos cria-lo no Brasil. A próxima reunião será no Mar del Plata, Argentina. Os mais de mil participantes em Havana, ficamos muito dispostos, porque o resultado final foi positivo, mais para nós do que para Cuba. Cuba sempre nos deu a oportunidade de poder fazer alguma coisa pelos outros povos, porque o Comitê em Defesa da Humanidade não é só para Cuba, mas também para todos os países agredidos, invadidos, explorados, sobretudo pelos Estados Unidos».

Por acaso a escritora tem alguma novidade?

«Gosto muito da informática (tem uma empresa com a família), e dedico muito tempo à solidariedade a Cuba, mas aos sábados e domingos sempre tento escrever. Vou publicar outro livro em dezembro. Eu penso que vai ser muito bonito, pois os dez anos que eu vivi cá foram tão bonitos que o livro não pode ficar feio. É um testemunho. Um relato do que aconteceu com a Revolução cubana nesses dez anos (1970-79), as questões principais. Minha vida e a dos meninos, as coisas que consegui fazer. O livro intitula-se Entre sinsontes y el sabiá ( a ave nacional brasileira) e tem como subtítulo Dez anos de presidio. Já esta sendo traduzido ao espanhol e espero lançá-lo na Feira do Livro de Havana, em fevereiro de 2006. Já comecei escrever o terceiro, acerca do retorno ao Brasil, que foi muito difícil. A reconstrução das nossas vidas. Enquanto tiver forças continuarei escrevendo, tenho muitos temas».

2008 - Nuestros en Cuba, Fidel Castro, e Condecoração pela Solidariedade




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¡VA a llegar! Fue lo que se me ocurrió decirle al comandante del avión cuando, a punta de pistola, lo convidé para que nos trajera hasta Cuba. «Esto no llega a Cuba», me dijo. Pues de aquí no va a bajar nadie, le repetí sin la más leve señal de temblor en mi voz. El secuestro estaba previsto para el 31 de diciembre, a las diez de la noche. Queríamos aterrizar en la mañana del 1ro. de Enero, cuando se estuviera celebrando el triunfo de la Revolución Cubana, solo que el avión tenía autorización de vuelo para dos horas. Pero el comandante logró hacer una ruta: haríamos pequeños tramos: de Buenos Aires para Chile, después Lima, donde la situación se puso muy tensa, porque el ejército brasileño había ganado tiempo y había contactado al gobierno peruano. Me prometieron hasta lo inimaginable con tal de que abandonara el avión. Pero permanecí firme. Yo, Marilia Guimarães, llegaría de todas maneras a mi destino, aunque fuera muerta.

Cuando vieron que no habría ningún entendimiento, mandaron a entrar al ejército. Aunque existen periodistas que le hacen el juego al imperialismo, hay otros que no. Esos fueron los que me salvaron la vida, pues el aeropuerto estaba lleno de ellos, que anunciaron al mundo entero que en el avión había dos niños y que los militares querían invadirlo. Lograron llamar la atención de la opinión pública internacional, y eso ataba al ejército de manos. Era la primera vez en la historia que alguien secuestraba un avión con dos niños. Después de 24 horas nos liberaron, y viajamos hacia Panamá, pero el secuestro ya iba para el tercer día sin comida, ni agua, estábamos muy debilitados...

Finalmente, a las cinco de la tarde del 4 de enero de 1970, aterrizamos en Cuba. Muy asustados, aunque al bajar la escalerilla vi el letrero: Aeropuerto José Martí. Había muchos militares —al menos eso me pareció entonces—, sin embargo, algo me tranquilizó: sus sonrisas. Uno de ellos pasó su mano por la cabeza de mis hijos, ese gesto de cariño me relajó. Ya podía respirar.

La quinta avenida
Yo tenía mi propia idea sobre la Isla. Pensaba que como en China los cubanos estarían vestidos de gris. Es cierto que vestían un poco desfasados en la moda, pero había tanto colorido en la gente... Montada en un automóvil camino al hotel nos quedamos alelados con la belleza de La Habana. La Quinta Avenida se veía tan linda... La Quinta Avenida siempre me fascinó, sobre todo porque significó la libertad en mi cabeza. En uno de los cines se anunciaba Los paraguas de Cherburgo. ¿Era jueves o sábado? No sé, pero frente al Capri había mucha gente. Pensé que se trataba de una película de época: las mujeres con bucles en la cabeza y unos tacones muy altos... Caí en la cama y el sueño fue rotundo.

Tengo una relación muy fuerte con el mar, nací en una ciudad de mar, montañas y mucho verde. Corrí hacia la ventana y la abrí, y a pesar de que hacía mucho frío, el mar se veía lindo, de ensueño, aquellas olas enormes chocando contra el malecón eran de una belleza indescriptible. Hambrienta y deseosa de tomar café, me dirigí al restaurante, donde todo el mundo me miraba, andaba en minifalda. ¡Caramba, esta no es una película, me dije, soy yo la que está disfrazada! Así empezaron mis años en Cuba.

En la habitación puse la radio. Ese año en el que estuve en la clandestinidad había llegado a Brasil un disco de esos de pasta, que tenía una única canción: Fusil contra fusil, de Silvio Rodríguez. Esa canción, que la escuchábamos hasta el cansancio, estaba metida en mi cabeza. Prendí el radio buscándola y lo que escuché fue: Radio Progreso..., y algo más que no recuerdo ahora, además de una frase que se fijó en mi mente para siempre: ¡Cuba, primer territorio libre de América!, frase con que concluye mi primer libro, En esta tierra, en este instante, un libro sobre mis sentimientos, mi vida en la clandestinidad, no para que lo leyeran los intelectuales, sino aquellos que no tienen hábitos de lectura. Para esos es para quienes hay que escribir.

La distancia del corazón
Esos primeros años de la década de 1970 fueron muy difíciles, pero había un amor inmenso, una fuerza interior gigantesca. Es que la Revolución al cambiar las estructuras duras del capitalismo hizo que el hombre fuera más tierno. Fue Cuba la que le enseñó al mundo el significado de la palabra solidaridad; la solidaridad como postura de vida. Ese es uno de los grandes logros de la Revolución Cubana. Ese hombre nuevo del que habló el Che ya nació, ya existe. Por eso me dije: tengo que hacerle un homenaje a la Revolución, al pueblo cubano, tenía que hacerlo, porque el exilio para muchos es muy duro. No diré que fue fácil para mí. No lo fue. Porque, además de la física, existe otra distancia, que es la distancia del corazón. No tienes cómo llenar esa falta del olor de tu tierra, del olor de tu mar, de la luna, de las estrellas, porque el hombre es físico, es pura electricidad.

Le debía eso a la Revolución Cubana, a los cubanos, pero también al mundo, tan desinformado sobre esta maravillosa Isla, engañado por tanta propaganda injusta. Por eso este segundo libro que decidimos nombrar Nuestros años en Cuba. Un exilio entre el sinsonte y el sabiá. El exilio es complicado, duele, uno sufre por más que tengas el respaldo del pueblo cubano, que no tiene límites.

Quería escribir sobre aquellos complejos primeros diez años de la Revolución Cubana, los de reafirmación. Cuba es una isla, no un continente con recursos que se pueda mantener sola, por eso el bloqueo siempre ha sido infame. Sin embargo, el mundo asiste a eso sin gritar. El mundo debe gritar y gritar y gritar. El bloqueo es inadmisible, y mira cuántos años lleva, a pesar de las brechas abiertas. El mundo no sabe que en los 70 Cuba lo tenía todo para convertirse en el mayor productor de azúcar del planeta, pero eran incendiados los cañaverales, se secuestraban a los pescadores, se hacían atentados... El mundo no lo sabe a pesar de que Cuba es más famosa que la Coca Cola. Hay personas que han tenido la osadía de preguntarme si en Cuba hay artes plásticas. ¡Ja! Ay, caramba, ¡qué ignorancia! La gente necesita saber que esta Revolución es grandiosa.

Recuerdo cuando impartí portugués a los pilotos del avión que explotaron en Barbados, en 1976. Para mí fue terrible cuando supe de aquel crimen. Les había enseñado no para que fueran expertos, sino para que se pudieran comunicar y pudieran decir: Bom dia, Boa noite, todo ben... Y de repente, perdí a compañeros muy queridos, así: de un día para otro. Sí, hubo muchos momentos angustiosos, pero también los hubo de mucha alegría y felicidad. Cuando uno hace un pare y mira, dice: Claro que valió la pena, valió la pena haber llorado y sufrido, haber reído y haber soñado, porque aquí está la Revolución sembrada y cosechada de verdad.

Ahora acabamos de terminar la Plaza de Oscar Niemeyer en la UCI, en la cual participé desde el primer detalle, desde el día en que se le entregó de regalo al Comandante en Jefe hasta el final. No puedo olvidar que los muchachos de Cubana de Acero, los más jóvenes, me decían: «¿Doblar el acero y darle forma redonda? Eso es cosa de locos. Oscar Niemeyer hará esas cosas, pero se va a caer». Y el día que ellos lograron doblar el acero, algo tan complicado —porque en verdad lo es—, había que verles las caras. Lo habían logrado. Lo hicieron solos. Cuando llegué ya estaba la estatua levantada. La fuerza y la garra que tiene el pueblo cubano lo hace doblar el acero.

El encuentro
¡Cómo lo voy a olvidar! Fue un encuentro casual, muy casual. Al poco tiempo de estar en Cuba, empecé a presentar problemas con la tiroides, por el propio estrés del año de la clandestinidad, por el secuestro del avión; alguna huella tenía que dejar. Yo había ido al Fajardo a verme con mi endocrinólogo, Santiago Hung, y con Mateo, el jefe de Endocrinología en Cuba. Estaba en el lobby, un poco distraída, y no lo vi llegar. Fue en el elevador cuando me fijé en aquel hombre, que de repente me pregunta: ¿por qué te pintas el pelo, muchacha? —siempre he tenido canas. Lo único que atiné a contestar fue: Yo no me pinto el pelo, Comandante. Como se percató de que me había quedado como una tonta, parada como una estatua de sal —sucede con todo el mundo cuando se lo encuentra por primera vez, porque es la propia historia delante de ti, es impresionante—, le preguntó a Mateo: ¿qué tiene ella? ¿De qué nacionalidad es? Mi corazón latía a 200 revoluciones por segundo. Es brasileña y tiene problemas con la tiroides, respondió Mateo. Le empezó a explicar porque, como sabemos, Fidel todo lo pregunta, todo lo quiere saber: cuál es la medicina, cómo es el tratamiento... Es una pregunta ambulante. Y entonces finalmente dijo: Bueno, entonces cuídala, que los brasileños valen oro. ¡Ah, cará, para qué dijo eso! Yo no hablaba con nadie, ni quería que nadie me tocara. Me sentía como un lingote de oro puro.

Cuando hablas con él por primera vez todo se te olvida. Es como ver a Miguel Ángel Buonarroti haciendo el David o a Leonardo Da Vinci pintando. Se te doblarían las piernas, empezarías a temblar... Y luego, no te olvida.

Unos meses después lo volví a encontrar, y la primera pregunta que me hizo fue: ¿Estás bien de la tiroides? Los cubanos saben que él es así, pero cuando uno lo cuenta a otras personas, te miran como diciendo: está loca, está inventando. Hace como dos o tres años, en la presentación del libro La memoria donde ardía, de Miguel Bonasso, conversé otra vez con él: Comandante, ¿usted se acuerda de mi hijo? ¡Cómo me voy a olvidar de mi hijo brasileño! Y abrazó a Marcelo. Enseguida empezó a recordar la niñez de Marcelo, que es un hombre ya. Habló del día en que llegaron los niños chiquitos y él mandó a decir que sí, que los aceptaba como sus hijos y de la Revolución. Así fue cada vez que tuve la felicidad de verlo. Jamás se olvidó de mí. Nunca nos olvidó.

Mi fiesta
Fue muy difícil, muy difícil el regreso. Primero, porque llegué a Cuba a la edad en que se hacen los amigos para toda la vida, y a mi regreso a Brasil, los amigos de la universidad ya habían tomado sus caminos. Habían pasado diez años. La adaptación fue muy complicada, sentía mucha falta de Cuba, los niños no se acostumbraban, no entendían por qué había tantos niños en las calles, no lo entendían. Se me creó un problema muy serio, fíjate que dos años después volvimos a Cuba, por problemas políticos, pero también porque Eduardo y Marcelo no querían quedarse, hasta que logré convencerlos: Cuba sigue siendo nuestra segunda Patria, pero somos brasileños y tenemos un compromiso con Brasil. Marcelo es muy, muy cubano: la comida, la forma de ser, es muy mujeriego, alegre. Para mí también fue terrible. La gente no tiene idea de lo que es vivir en el capitalismo: hay que matar un león por día, de lo contrario te quedas en el medio del camino. Por suerte, Cuba está cerca, cuando me aprieta mucho la nostalgia llamo por teléfono o vengo. Entonces no pierdo el tiempo, no duermo, tengo que aprovechar el olor de la gente, apresar la energía, para poder volver renovada.

Por eso es que casi muero el día en que me entregaron la Medalla de la Amistad. Yo había comprado unos globos y preparado una fiesta para reunirme con mis amigos, a quienes quería homenajear, pero no sabía que quien iba a ser objeto del homenaje era yo. Pensé que me dirían unas palabras y cosas así, pero me dejaron muda, con el alma en el aire, lo mismo hablaba que lloraba, mi hijo me abrazaba para que parara de temblar. ¡Y después dicen que Cuba no es grande!

2007 - Oscar Niemeyer faz 100 anos




O Brasil e o mundo festejaram Oscar Niemeyer


Regado à música brasileira, alegria, uma grande dose de desejo de longevidade o Brasil foi cumprimentar seu arquiteto maior, seu amigo, seu militante. O brasileiro que imortalizou as curvas de nossas montanhas, a beleza da mulher brasileira, o sentimento pátrio dando vida e beleza ao concreto recebia radiante seus amigos. Cada qual, com sua história, lembranças de quase séculos outras de poucos dias fizeram do dia 15 de dezembro de 2007, um dia inesquecível.
Ao cumprimentar o Ministro do Esporte – Orlando Silva, reafirmou sua crença no Triunfo da Revolução no Brasil. - Sim. Veremos este dia, afirmou sorrindo.
Oscar como “suele ser” nos emocionou com sua força, sua extrema ternura, sua determinação, sua vontade férrea de mudar a sociedade, onde um dia o homem poderá conviver em plena harmonia, tal qual sua obra.
Como diz Saramago em seu lindo depoimento no livro organizado pelo Comitê de Defesa da Humanidade – Capitulo Rio de Janeiro - “Nós, portugueses, nós, brasileiros (acabo de comprová-lo no Aurélio) não cumprimos anos, fazemo-los. Já se pensou no bonito que é mexer no tempo, empurrá-lo, estendê-lo, empurrá-lo, e a isto chamo eu vida, e de repente começar a receber e-mails, cartas, chamadas telefônicas de parentes e amigos que nos dizem: Parabéns, mais um ano . E nós respondemos: Bom trabalho me deu, mas aí está, feito . Aí estão agora estes cem, feitos por Oscar Niemeyer, amassados de todas as esperanças e razões do mundo, entregues nas mãos do futuro...”

... A Glória e a fama não ofuscaram o gênio e a integridade de Niemeyer. Continua ativo e criativo, sempre aliando a arte e o viver à ação política e a defesa dos ideais de solidariedade e de justiça social...” frisou o Presidente Lula.

“Darcy Ribeiro disse certa vez que o único de nós a ser lembrado no futuro será Oscar Niemeyer. A única coisa concreta que restará dos nossos tempos num futuro remoto será a obra indelével desse gênio da arquitetura mundial... “ relembrou Liszt Vieira.

Oscar, biologicamente pode fazer 100 anos. Oscar – o arquiteto que deu curvas ao concreto, todos os dias, a cada manhã banha-se de sonhos, cria, estuda, discute o mundo em que vivemos, rebela contra as injustiças sociais, vai e volta num recomeçar infinito prenhando de certezas e amor pela sua arte maior – a crença de que a cada dia, é o dia que construiremos um mundo melhor para todos.

Pelos seus sonhos;
Pelas formas do nosso país imortalizadas no mundo, e nas nossas cidades;
Pela coerência revolucionária;
Pela inconfundível concretude definindo a própria vida – uma entrada, uma curva, uma saída;
Pela vida;

Rio de Janeiro, 18 de dezembro de 2007
Marilia Guimarães

2006 - Construindo o Futuro reune em areias cubanas duas medalhas olimpicas

"A iniciativa Construindo o Futuro", o projeto social em execução, "pretende incentivar a prática do vôlei de praia nos jovens", disse Mireya Luis, atual chefe de marketing da Federação Cubana de Voleibol e campeã olímpica por três vezes, à televisão local.

Segundo a cubana, a iniciativa partiu da escritora brasileira Marilia Guimarães, coordenadora do movimento Rede de Redes em Defesa da Humanidade e conta com o apoio dos ministérios de Esportes de Cuba e do Brasil.

A atual diretora revelou que, para colocar o projeto em prática, no domingo fará dupla com sua "amiga" Jackie -também aposentada da alta competição-, em uma partida de exibição previsto para uma praia no leste de Havana.

"Será uma grande festa onde estarão jogadores de vôlei de praia de todas as idades", acrescentou.

A cubana, uma das melhores atacantes do mundo, disse se sentir "orgulhosa" ao receber em Havana uma jogadora como Jackie Silva, enquanto que a brasileira comentou que "será um prazer jogar com Mireya, minha ídola de muitos anos".

O vôlei de praia se incorporou em 1986 à Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e ingressou no programa olímpico em Atlanta-1996, onde Silva levou o título com Sandra Pires.





Homanegem aos 80 anos del Comandante Fidel Castro

Querido Comandante



Depois de quatro dias de fome e terror intenso a bordo de um avião por nós desviado,levando meus dois pequeninos filhos, fugindo da perseguição implacável dos militares da ditadura brasileira que massacrava uma geração, cheguei a Cuba numa tarde fria de Janeiro de 1970.

Fotos, sucos, cigarros, manifestações de carinho que diminuiam o trauma dos dias anteriores, e pela vez primeira a observação do companheiro que havia mudado a história - "Que lindos estos muchachitos - comentou.Diga-lhes que sim los acepto como mis hijos brasileños." Assim, numa transferência de tempo e espaço Cuba tornou-se nossa segunda pátria.
Ao longo de dez anos, convivi e aprendi com o povo cubano a amar e respeitar Fidel Castro. Hoje, já trinta e seis anos passados falar de Fidel é simples, e o amor que sentimos por ele é o que o define.

Simples, terno,inteligente, atencioso, observador, minucioso, dedicado, forte como a rocha açoitada pelas ondas, firme como um continente, amoroso, exigente, alegre, brincalhão, charmoso. Sempre jovem, atualizado em todas as conquistas do homem, feliz, triste,um realizador de sonhos.

Com doze homens, aos que se somaram milhares, cambiou o rumo da América. Virou de pernas para o ar o mundo, derrubou as convenções seculares, vestiu a cor verde oliva e fez das cinco faixas e uma estrela, sua estrada e sua guia. Transformou conceitos, deu a mão aos excluídos e os levou para ver o sol, ler as estrelas, sonhar com um mundo mehor. Convenceu a todos de que é possível, seja como for, materializar todos os sonhos. E, foi realizando cada um deles, junto aos milhões de cidadãos que como ele tem a coragem de enfrentar o bloqueio, as agressões, as ameaças constantes do imperialismo norte americano.

Nas horas, em que discursa tem sempre muito o que doar. De gentes, de guerra, de paz, de força, de solidariedade, de agressões infames, de ceifadores de felicidade. Em dado momento, descobrimos que ele está falando de tudo aquilo que oprime o nosso coração. De tantas e incontáveis falas caladas ao longo dos séculos. Encontramos na sua voz o anseio de nossos antepassados. Imigrantes em busca de uma vida melhor calaram diante de cinco séculos de opressão. Nós por medo, omitimos, ou por franqueza silenciamos. Fidel, num crescer de palavras, vai enumerando cada situação, descrevendo nossas vidas, falando por nós, defendendo-nos. A multidão, silenciosa por vezes, eufórica na maioria dos momentos, vai em frente derrubando obstáculos, conquistando outras vitórias.

....“Quedamos 12, pero no nos rendiremos jamás, no pensaremos jamás en escapar. Seguiremos la lucha y la llevaremos hasta el final, seguiremos la lucha mientras quede un hombre, seguiremos la lucha hasta el último aliento”.
Y así también nuestro sentimiento ahora. El sentimiento del revolucionario solo puede ser uno. (…) Levantemos la frente, ¡levantemos la frente!, que nos queda mucho por luchar, que nos queda mucho por hacer. ¡ Levantemos la frente en este instante amargo! Y frente a nuestros enemigos y junto a nuestros deberes más elementales digamos, con más fuerza que nunca en este minuto feliz por un lado y triste por otro, en este minuto de victoria y de revés , digamos: ¡Adelante, pueblo revolucionario! ¡Adelante, con más coraje y con más valor que nunca! Y digamos con más profundidad y más alto que nunca: ¡Patria o Muerte! ¡Venceremos!( Discurso pronunciado por Fidel em Maio de 1970, quando do sequestro de pescadores cubanos em águas internacionais)

Em 1996, comemoramos na cidade do Rio de Janeiro, sob um dos mais fortes aguaceiros os 70 anos do nosso Comandante.

Hoje, unidos numa força única milhares de pessoas em todo o mundo direcionam suas energias para que seu restabelecimento seja pronto. Bem pronto, para que possamos contar-lhe o seu segredo. Ser impresncindível.

Marilia Guimarães
Escritora - Presidente do Comité de Defesa da Humanidade - Capitulo Rio de Janeiro

2001 - Guerra ao terrorismo desencadeia a Guerra contra o Iraque


Enquanto o mundo explode em atentados e guerras, Nicholas e Vitoria descobrem crescem na era da tecnologia.

EUA sofrem maior atentado terrorista de sua história, no dia 11. O World Trade Center, em Nova York, é destruído quando dois aviões sequestrados atingem as torres gêmeas. Outro atinge o Pentágono, nos arredores de Washington, e um quarto cai na Pensilvânia. A estimativa de mortos era de 10 mil pessoas.

"O racismo é uma doença da mente e da alma. Ele mata mais do que qualquer epidemia, desumaniza a qualquer um que venha a afetar. A tragédia é que a cura está ao alcance de nossas mãos, no entanto não nós aproveitamos dela."
Nelson Mandela em mensagem gravada à CMR 01 de setembro de 2001

O livro A História me Absolverá é considerado um valioso documento histórico e um dos textos mais importantes para compreensão da conjuntura histórica que antecedeu a Revolução Cubana. Trata-se da íntegra do discurso de defesa de Fidel Castro frente ao Tribunal de Exceção do governo de Fulgêncio Batista, por ocasião do julgamento que Fidel foi submetido pela ditadura cubana, após ter liderado o levante ao quartel e Moncada (tentativa de derrubar Fulgêncio Batista), em 26 de julho de 1953.
Segundo o próprio Fidel, não se trata de um texto de literatura revolucionária marxista, e sim um discurso em defesa da democracia, contra a injustiça social, a corrupção e violência policial que marcaram a vida de Cuba anos antes da revolução...

2002 - Nesta Terra, Neste Instante, lançado na Feira Internacional do Livro em Habana.




PUERTO DE CARENAS PARA MARILIA

No olvides que una vez tú fuiste sol.
Augusto Blanca

Las carenas eran las imprescindibles reparaciones que los navíos requerían después de sus largas travesías surcando los océanos. Las colosales aguas de entonces, además de hacerse interminables y de retorcerse según los azarosos humores de Poseidón, iban preñadas de monstruos marinos como el Kraken que, en sus extensas digestiones, aguardaba a los cosecheros de aromas para arrastrarlos a las profundidades. Pero de todas las apariciones marinas eran las sirenas las más temidas, ya que las mismas atraían con sus cantos a los incautos navegantes para abrazarlos, sorberlos y extinguirlos con ardientes exuberancias y humedades.
Háganse pues la idea de que a principios de los años 70 algunos trovadores cubanos eran bajeles que, a pesar de tener derrotero, fueron extraviados en numerosas ocasiones por toda suerte de aventuras, no pocas exentas de peligro. Por eso tras ser víctimas de batuqueos sin fin, un grupito de nosotros fuimos arrojados a una playa de la calle tercera entre 20 y 18, en Miramar, donde vivían devotamente dos amorosas sacerdotisas de la fraternidad, llamadas Berta y Miriam.
La última, en realidad, no se llamaba Miriam. Ese era el nombre que usaba para esconder su verdadera identidad, porque era fugitiva de un mundo fabuloso. Aquel mundo, para nosotros, siempre había sido fuente de sustancias divinas y ahora, gracias a los desmanes de guerreros traidores, se había convertido en una tiranía donde se luchaba valientemente por la libertad. Y resultaba que la hermana Miriam, que en realidad se llamaba Marilia, era una aguerrida heroína de aquellas batallas. Incluso por entonces ya era una celebridad, cosa que no sabíamos, por el temerario rapto de una nave en la que trasplantó a Eduardo y Marcello, sus hijos, hasta la isla de esperanza en que nos encontrábamos.



Mucho de lo que sabemos de Brasil lo debemos a Marilia. De sus comidas, de su música, de su lengua, de su risa, de su capacidad de ser hermano y compañero. La segunda vez que visité Angola, en noviembre de 1976, pude llevar algunos textos de canciones traducidos por ella al portugués. Jamás podré olvidar que gracias a Marilia pude hacerme entender en una región del mundo tan querida y necesitada como Angola. Así mismo recuerdo cuánto nos ayudó en aquella declaración de identidad con Brasil que hicimos en 1971, cantando la música de sus trovadores. Y cuánto nos sigue ayudando desde allá con su constancia, con su soporte amoroso del sol que es todavía.
Yo sé que para ella, y para Eduardo y Marcello, somos una verdadera segunda Patria. Y lo sé como se sabe el amor de familia, que no es ciego aunque siempre comprensivo y protector. Por eso empecé contando la necesidad que alguna vez tuve de sentirme abrigado y cómo encontré en Marilia el inequívoco gesto de amistad, el que nos siembra de humanidad y nos hace deudores. Por eso así me voy, sin dejarla, recordando que todos los que han trovado en todas las latitudes y en todos los tiempos, si no tuvieron, cuando menos necesitaron un puerto donde carenar. Por cierto y vaya casualidad, ese fue el primer nombre con que fue bautizada nuestra Habana: Puerto de Carenas.

Silvio Rodríguez

2003 - A vivo e a cores o homen presencia a invasao covarde ao Iraque pelos EUA

19 de março de 2003, os Estados Unidos apoiado pelo governo ingles, da inicio ao bombardeio do território iraquiano.George W. Bush, numa ação pensada, parte da política externa estadunidense, caracterizada pelo imperialismo desencadeia uma nova guerra.
Apesar do discurso contra o terrorismo e a possibilidade de o Iraque possuir armas de destruição em massa, o que esta por trás do ataque são os interesses econômicos da indústria bélica, do setor petrolífero e de financistas dos Estados Unidos, que percebem que a ascensão do euro, se tornando um padrão monetário cada vez mais estável, ameaça o dólar enquanto moeda utilizada nas transações internacionais.
Todas as tentativas do governo americano de justificar a atual ofensiva contra o Iraque não encontram nenhuma sustentação no direito internacional e em nenhuma resolução da ONU, ao contrário, passa por cima da Organização das Nações Unidas, colocando-a numa situação delicada do ponto de vista internacional. Percebemos uma guerra com o objetivo de ampliar o domínio mundial através do controle das reservas de petróleo e a formação de governos fantoches.
Uma guerra com novas armas, novas tecnologias, um unico objetivo: seguir tentando dominar o mundo, pela forca porque como disse Lennon - The dream is ower. O sonho americano acabou. Resta para os anos vindouros descobrirem esta verdade e lutar pela soberania de nossos povos.
O presidente de Cuba, Raúl Castro, afirmou nesta sexta-feira, 3, que em meados de 2003 foi o momento em que Cuba correu o maior perigo de uma agressão militar por parte dos Estados Unidos desde a crise dos mísseis de 1962, o que obrigou a ilha a intensificar os preparatios defensivos. "Foi um dos momentos mais perigosos que nosso país viveu, depois da crise dos foguetes de 1962”, afirmou o presidente, segundo o jornal oficial Granma.

Cuba, e os ataques do imperio

Raúl, era ministro das Forças Armadas Revolucionárias (FAR), comentou, em uma reunião do Conselho de Defesa Nacional, máximo órgão estatal encarregado da segurança, que em julho de 2003 Cuba se inteirou de um plano do então secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, de realizar um ataque em massa contra a ilha.

Segundo o jornal, esta ideia foi apoiada - em uma reunião do Conselho de Segurança Nacional - pelo vice-presidente Dick Cheney e o presidente George W. Bush. "Essa situação motivou que o Plenário Extraordinário do Comitê Central do Partido Comunista, realizado em 15 de julho de 2003, decidisse incrementar e acelerar as medidas dirigidas a fortalecer a defensa do país”.

Cuba viveu em 1962 sua pior crise militar devido a um foco de tensão mundial pela instalação na ilha de foguetes soviéticos, o que colocou o mundo à beira de uma guerra nuclear.

2004 - Rio, Capital da democracia


Seja de lado, do alto, de frente, vista por trás o Rio é simplesmente lindo. No Centro, Leblon, em Madureira ele ressoa Brasil adentro levando consigo a magia de uma cidade generosa, hospitaleira, amável, toda beleza.
O Rio é calmo e agitado tudo depende do mar, ou do vento que ultrapassa dançando nas ramas das árvores que misteriosamente habitam suas florestas. O Rio é cidade com cara de felicidade, jeito de menina travessa, curvas de mulheres Niemeyerianas, símbolo de liberdade nacional. Democrática. Estupidamente democrática. O contrate social de cada bairro é sua forma mais sutil de enriquecimento. Afros, europeus, asiáticos, norte, sul, leste, oeste, o fascinante nordeste fazem dela uma exceção à regra. Porque o povo que comparte esta beleza, que respira este ar, biologicamente é especial.
Todas as raças desabrochando numa simbiose onde a diversidade cultural de cor,musicalidade, ritmo, harmonias, religiosidade, política e futebol são temas debatidos nas praias, churrascos, encontros de fim de tarde, na hora corrida do almoço, nas caminhadas domingueiras nos calçadões do Méier ou Copacabana, nas feiras onde o colorido dos vegetais e frutas bailam presunçosos ao som das palavras de ordem dos feirantes, fazendo a diferença das grandes pequenas cidades endinheiradas.
O Rio é terno, suave, meigo no amanhecer apaixonado no por do sol. Violentos somos nós que permitimos, omitimos, calamos, aceitamos passivamente quando governantes inescrupulosos depredam nossas escolas, colocam nas ruas nossas crianças, diminuem o salário dos educadores, fecham cinemas, violentam nossos hospitais. Violento é o nosso silêncio, poucos vezes quebrado diante de uma perda irreparável. Violentos os que preferem passar despercebidas aos problemas do vizinho ao lado.
Por que refletir com cautela ao dar seu voto. Porque não ajudar aos menos informados a escolher a pessoa que dará o devido valor ao ar que respiramos, a poluição da baia, as crianças perdidas nas noites sujas, a sociedade desamparada.
Por que em lugar do descaso não damos as mãos num gesto simples de solidariedade – postura ética e moral difícil de ser aplicada eu sei, não mudamos o rumo do Rio. Porque não largamos em um canto o egoísmo vital para muitos, dividimos um pouquinho do que temos, não o que nos sobra e investimos em atenção, em fiscalização, em respeito a esta cidade maravilhosa que apesar das pauladas do dia a dia, como fênix ressurge das cinzas e enriquece nosso país.

Marilia Guimaraes - Rio de Janeiro, 22 de abril de 2004

2004 - Rio, Capital da democracia


Seja de lado, do alto, de frente, vista por trás o Rio é simplesmente lindo. No Centro, Leblon, em Madureira ele ressoa Brasil adentro levando consigo a magia de uma cidade generosa, hospitaleira, amável, toda beleza.
O Rio é calmo e agitado tudo depende do mar, ou do vento que ultrapassa dançando nas ramas das árvores que misteriosamente habitam suas florestas. O Rio é cidade com cara de felicidade, jeito de menina travessa, curvas de mulheres Niemeyerianas, símbolo de liberdade nacional. Democrática. Estupidamente democrática. O contrate social de cada bairro é sua forma mais sutil de enriquecimento. Afros, europeus, asiáticos, norte, sul, leste, oeste, o fascinante nordeste fazem dela uma exceção à regra. Porque o povo que comparte esta beleza, que respira este ar, biologicamente é especial.
Todas as raças desabrochando numa simbiose onde a diversidade cultural de cor,musicalidade, ritmo, harmonias, religiosidade, política e futebol são temas debatidos nas praias, churrascos, encontros de fim de tarde, na hora corrida do almoço, nas caminhadas domingueiras nos calçadões do Méier ou Copacabana, nas feiras onde o colorido dos vegetais e frutas bailam presunçosos ao som das palavras de ordem dos feirantes, fazendo a diferença das grandes pequenas cidades endinheiradas.
O Rio é terno, suave, meigo no amanhecer apaixonado no por do sol. Violentos somos nós que permitimos, omitimos, calamos, aceitamos passivamente quando governantes inescrupulosos depredam nossas escolas, colocam nas ruas nossas crianças, diminuem o salário dos educadores, fecham cinemas, violentam nossos hospitais. Violento é o nosso silêncio, poucos vezes quebrado diante de uma perda irreparável. Violentos os que preferem passar despercebidas aos problemas do vizinho ao lado.
Por que refletir com cautela ao dar seu voto. Porque não ajudar aos menos informados a escolher a pessoa que dará o devido valor ao ar que respiramos, a poluição da baia, as crianças perdidas nas noites sujas, a sociedade desamparada.
Por que em lugar do descaso não damos as mãos num gesto simples de solidariedade – postura ética e moral difícil de ser aplicada eu sei, não mudamos o rumo do Rio. Porque não largamos em um canto o egoísmo vital para muitos, dividimos um pouquinho do que temos, não o que nos sobra e investimos em atenção, em fiscalização, em respeito a esta cidade maravilhosa que apesar das pauladas do dia a dia, como fênix ressurge das cinzas e enriquece nosso país.

Marilia Guimaraes - Rio de Janeiro, 22 de abril de 2004

2003 - A vivo e a cores o homen presencia a invasao covarde ao Iraque pelos EUA

19 de março de 2003, os Estados Unidos apoiado pelo governo ingles, da inicio ao bombardeio do território iraquiano.George W. Bush, numa ação pensada, parte da política externa estadunidense, caracterizada pelo imperialismo desencadeia uma nova guerra.
Apesar do discurso contra o terrorismo e a possibilidade de o Iraque possuir armas de destruição em massa, o que esta por trás do ataque são os interesses econômicos da indústria bélica, do setor petrolífero e de financistas dos Estados Unidos, que percebem que a ascensão do euro, se tornando um padrão monetário cada vez mais estável, ameaça o dólar enquanto moeda utilizada nas transações internacionais.
Todas as tentativas do governo americano de justificar a atual ofensiva contra o Iraque não encontram nenhuma sustentação no direito internacional e em nenhuma resolução da ONU, ao contrário, passa por cima da Organização das Nações Unidas, colocando-a numa situação delicada do ponto de vista internacional. Percebemos uma guerra com o objetivo de ampliar o domínio mundial através do controle das reservas de petróleo e a formação de governos fantoches.
Uma guerra com novas armas, novas tecnologias, um unico objetivo: seguir tentando dominar o mundo, pela forca porque como disse Lennon - The dream is ower. O sonho americano acabou. Resta para os anos vindouros descobrirem esta verdade e lutar pela soberania de nossos povos.
O presidente de Cuba, Raúl Castro, afirmou nesta sexta-feira, 3, que em meados de 2003 foi o momento em que Cuba correu o maior perigo de uma agressão militar por parte dos Estados Unidos desde a crise dos mísseis de 1962, o que obrigou a ilha a intensificar os preparatios defensivos. "Foi um dos momentos mais perigosos que nosso país viveu, depois da crise dos foguetes de 1962”, afirmou o presidente, segundo o jornal oficial Granma.

Cuba, e os ataques do imperio

Raúl, era ministro das Forças Armadas Revolucionárias (FAR), comentou, em uma reunião do Conselho de Defesa Nacional, máximo órgão estatal encarregado da segurança, que em julho de 2003 Cuba se inteirou de um plano do então secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, de realizar um ataque em massa contra a ilha.

Segundo o jornal, esta ideia foi apoiada - em uma reunião do Conselho de Segurança Nacional - pelo vice-presidente Dick Cheney e o presidente George W. Bush. "Essa situação motivou que o Plenário Extraordinário do Comitê Central do Partido Comunista, realizado em 15 de julho de 2003, decidisse incrementar e acelerar as medidas dirigidas a fortalecer a defensa do país”.

Cuba viveu em 1962 sua pior crise militar devido a um foco de tensão mundial pela instalação na ilha de foguetes soviéticos, o que colocou o mundo à beira de uma guerra nuclear.

2002 - Nesta Terra, Neste Instante, lançado na Feira Internacional do Livro em Habana.




PUERTO DE CARENAS PARA MARILIA

No olvides que una vez tú fuiste sol.
Augusto Blanca

Las carenas eran las imprescindibles reparaciones que los navíos requerían después de sus largas travesías surcando los océanos. Las colosales aguas de entonces, además de hacerse interminables y de retorcerse según los azarosos humores de Poseidón, iban preñadas de monstruos marinos como el Kraken que, en sus extensas digestiones, aguardaba a los cosecheros de aromas para arrastrarlos a las profundidades. Pero de todas las apariciones marinas eran las sirenas las más temidas, ya que las mismas atraían con sus cantos a los incautos navegantes para abrazarlos, sorberlos y extinguirlos con ardientes exuberancias y humedades.
Háganse pues la idea de que a principios de los años 70 algunos trovadores cubanos eran bajeles que, a pesar de tener derrotero, fueron extraviados en numerosas ocasiones por toda suerte de aventuras, no pocas exentas de peligro. Por eso tras ser víctimas de batuqueos sin fin, un grupito de nosotros fuimos arrojados a una playa de la calle tercera entre 20 y 18, en Miramar, donde vivían devotamente dos amorosas sacerdotisas de la fraternidad, llamadas Berta y Miriam.
La última, en realidad, no se llamaba Miriam. Ese era el nombre que usaba para esconder su verdadera identidad, porque era fugitiva de un mundo fabuloso. Aquel mundo, para nosotros, siempre había sido fuente de sustancias divinas y ahora, gracias a los desmanes de guerreros traidores, se había convertido en una tiranía donde se luchaba valientemente por la libertad. Y resultaba que la hermana Miriam, que en realidad se llamaba Marilia, era una aguerrida heroína de aquellas batallas. Incluso por entonces ya era una celebridad, cosa que no sabíamos, por el temerario rapto de una nave en la que trasplantó a Eduardo y Marcello, sus hijos, hasta la isla de esperanza en que nos encontrábamos.



Mucho de lo que sabemos de Brasil lo debemos a Marilia. De sus comidas, de su música, de su lengua, de su risa, de su capacidad de ser hermano y compañero. La segunda vez que visité Angola, en noviembre de 1976, pude llevar algunos textos de canciones traducidos por ella al portugués. Jamás podré olvidar que gracias a Marilia pude hacerme entender en una región del mundo tan querida y necesitada como Angola. Así mismo recuerdo cuánto nos ayudó en aquella declaración de identidad con Brasil que hicimos en 1971, cantando la música de sus trovadores. Y cuánto nos sigue ayudando desde allá con su constancia, con su soporte amoroso del sol que es todavía.
Yo sé que para ella, y para Eduardo y Marcello, somos una verdadera segunda Patria. Y lo sé como se sabe el amor de familia, que no es ciego aunque siempre comprensivo y protector. Por eso empecé contando la necesidad que alguna vez tuve de sentirme abrigado y cómo encontré en Marilia el inequívoco gesto de amistad, el que nos siembra de humanidad y nos hace deudores. Por eso así me voy, sin dejarla, recordando que todos los que han trovado en todas las latitudes y en todos los tiempos, si no tuvieron, cuando menos necesitaron un puerto donde carenar. Por cierto y vaya casualidad, ese fue el primer nombre con que fue bautizada nuestra Habana: Puerto de Carenas.

Silvio Rodríguez

2001 - Guerra ao terrorismo desencadeia a Guerra contra o Iraque


Enquanto o mundo explode em atentados e guerras, Nicholas e Vitoria descobrem crescem na era da tecnologia.

EUA sofrem maior atentado terrorista de sua história, no dia 11. O World Trade Center, em Nova York, é destruído quando dois aviões sequestrados atingem as torres gêmeas. Outro atinge o Pentágono, nos arredores de Washington, e um quarto cai na Pensilvânia. A estimativa de mortos era de 10 mil pessoas.

"O racismo é uma doença da mente e da alma. Ele mata mais do que qualquer epidemia, desumaniza a qualquer um que venha a afetar. A tragédia é que a cura está ao alcance de nossas mãos, no entanto não nós aproveitamos dela."
Nelson Mandela em mensagem gravada à CMR 01 de setembro de 2001

O livro A História me Absolverá é considerado um valioso documento histórico e um dos textos mais importantes para compreensão da conjuntura histórica que antecedeu a Revolução Cubana. Trata-se da íntegra do discurso de defesa de Fidel Castro frente ao Tribunal de Exceção do governo de Fulgêncio Batista, por ocasião do julgamento que Fidel foi submetido pela ditadura cubana, após ter liderado o levante ao quartel e Moncada (tentativa de derrubar Fulgêncio Batista), em 26 de julho de 1953.
Segundo o próprio Fidel, não se trata de um texto de literatura revolucionária marxista, e sim um discurso em defesa da democracia, contra a injustiça social, a corrupção e violência policial que marcaram a vida de Cuba anos antes da revolução...

2000- 500 anos do Descobrimento do Brasil



Dagmar, sua filha na Livraria Argumento.

Brasil comemora 500 anos de descobrimentp sem ter dado solucao as comunidades quilombolas.

Remanescentes de quilombos ainda esperam pela terra

De acordo com dados da Fundação Palmares, existem 80.998 descendentes de quilombolas moradores de quilombos vivendo nessas áreas, em quase todos os Estados brasileiros. A maior concentração está na Bahia, onde foram identificadas 245 comunidades. No Maranhão existem 172 e em Minas, 69.

Rosy e Augusto voltam ao Rio para festejar a Fogueira que realizo ha 5 anos.
Augusto Blanca, faz um mural lindissimo na parede da minha biblioteca.

No dia 06 de dezembro, lanço no Rio de janeiro – na livraria Argumento - meu 1º livro – NESTA TERRA, NESTE INSTANTE. Relato as dificuldades e perseguições do exercito durante um ano na clandestinidade, ate o seqüestro do avião em Montevidéu levando meus dois filhos com 2 e 3 ano. Destino Cuba.

2000- 500 anos do Descobrimento do Brasil



Dagmar, sua filha na Livraria Argumento.

Brasil comemora 500 anos de descobrimentp sem ter dado solucao as comunidades quilombolas.

Remanescentes de quilombos ainda esperam pela terra

De acordo com dados da Fundação Palmares, existem 80.998 descendentes de quilombolas moradores de quilombos vivendo nessas áreas, em quase todos os Estados brasileiros. A maior concentração está na Bahia, onde foram identificadas 245 comunidades. No Maranhão existem 172 e em Minas, 69.

Rosy e Augusto voltam ao Rio para festejar a Fogueira que realizo ha 5 anos.
Augusto Blanca, faz um mural lindissimo na parede da minha biblioteca.

No dia 06 de dezembro, lanço no Rio de janeiro – na livraria Argumento - meu 1º livro – NESTA TERRA, NESTE INSTANTE. Relato as dificuldades e perseguições do exercito durante um ano na clandestinidade, ate o seqüestro do avião em Montevidéu levando meus dois filhos com 2 e 3 ano. Destino Cuba.