31.3.10

1999- O bug do Mileno sera a fome, a miseria, a falta de etica, de impunidade.



Africa - 1999

O Bug do Milenio
Como será lembrado o "bug do milênio"? Como um exemplo de sensacionalismo da imprensa ou um fracasso de proporções épicas na preparação para desastres?
Nas últimas semanas de 1999, abundavam previsões contraditórias sobre o tão antecipado problema com os softwares de computadores. Mas uma coisa era clara: mesmo que nada acontecesse em 1 de janeiro, 2000, consertar o problema do bug do milênio foi um dos investimentos em infra-estrutura mais caros da história.Ao contrário de outros projetos de infra-estrutura, porém, este não deixará nenhum legado visível; na melhor das hipóteses, só preservará as coisas como elas eram.

Embora dificilmente se venham a conhecer as cifras precisas, especialistas da indústria de software estimam que governos e empresas gastaram centenas de bilhões de dólares no mundo todo para garantir que seus computadores continuassem a funcionar adequadamente quando os códigos de data com dois dígitos passassem de "99" para "00" logo depois da meia-noite do dia 31 de dezembro. É difícil acreditar nessas cifras, mas o BID mesmo fornece um exemplo. Com menos de 2.500 empregados, o Banco é uma instituição pequena para os padrões comerciais; no entanto, precisou gastar US$17 milhões para preparar seus sistemas de computadores, telecomunicações e infra-estrutura. Grandes bancos comerciais multinacionais registraram gastos da ordem de US$200 milhões a US$600 milhões cada.

Embora os gastos na América Latina e no Caribe tenham sido modestos comparados aos da Europa e Estados Unidos, ainda assim foram significativos. Lee Tablewski, assistente de pesquisa sênior do Centro Norte-Sul da Universidade de Miami, está acompanhando há vários anos o fenômeno do bug do milênio. Baseado em entrevistas pessoais com os coordenadores nacionais dos programas que tratam do bug do milênio nos oito países do gráfico ao lado, Tablewski estima que a região gastou pelo menos US$15 bilhões com os preparativos.

Boa parte desse dinheiro foi paga a consultores e fabricantes de software especializado encarregados da tarefa entediante de esquadrinhar os programas de computador em busca de códigos de data errados, corrigi-los e testá-los. Em vez de corrigir programas antiquados, porém, muitas empresas e organizações optaram por resolver o problema do bug do milênio simplesmente comprando novos computadores e programas com garantia de sobreviver à mudança de data. Nesse sentido, a crise do milênio pode ter tido um aspecto positivo. "Não há dúvida de que ajudou a modernizar a infra-estrutura de organizações que planejaram com antecedência", diz Ricardo Miranda, coordenador das atividades do BID relativas ao bug do milênio.

Miranda também acredita que o problema será lembrado como uma bênção disfarçada porque forçou empresas e governos a reconhecer sua interdependência e pensar seriamente a respeito de prevenção de desastres e planos de contingência em geral. "Há certas redes, como as que controlam telefones e tráfego aéreo, que são intrinsecamente globais", diz ele. "Todos os países que fazem parte da rede precisam estar preparados. Mas o bug do milênio mostrou também que em muitas áreas não estamos preparados para responder rapidamente a crises graves. Não tínhamos nem 1% dos planos de contingência que precisávamos ter para essas coisas. Agora estamos um pouco melhores, o que é um resultado positivo."

1999- O bug do Mileno sera a fome, a miseria, a falta de etica, de impunidade.



Africa - 1999

O Bug do Milenio
Como será lembrado o "bug do milênio"? Como um exemplo de sensacionalismo da imprensa ou um fracasso de proporções épicas na preparação para desastres?
Nas últimas semanas de 1999, abundavam previsões contraditórias sobre o tão antecipado problema com os softwares de computadores. Mas uma coisa era clara: mesmo que nada acontecesse em 1 de janeiro, 2000, consertar o problema do bug do milênio foi um dos investimentos em infra-estrutura mais caros da história.Ao contrário de outros projetos de infra-estrutura, porém, este não deixará nenhum legado visível; na melhor das hipóteses, só preservará as coisas como elas eram.

Embora dificilmente se venham a conhecer as cifras precisas, especialistas da indústria de software estimam que governos e empresas gastaram centenas de bilhões de dólares no mundo todo para garantir que seus computadores continuassem a funcionar adequadamente quando os códigos de data com dois dígitos passassem de "99" para "00" logo depois da meia-noite do dia 31 de dezembro. É difícil acreditar nessas cifras, mas o BID mesmo fornece um exemplo. Com menos de 2.500 empregados, o Banco é uma instituição pequena para os padrões comerciais; no entanto, precisou gastar US$17 milhões para preparar seus sistemas de computadores, telecomunicações e infra-estrutura. Grandes bancos comerciais multinacionais registraram gastos da ordem de US$200 milhões a US$600 milhões cada.

Embora os gastos na América Latina e no Caribe tenham sido modestos comparados aos da Europa e Estados Unidos, ainda assim foram significativos. Lee Tablewski, assistente de pesquisa sênior do Centro Norte-Sul da Universidade de Miami, está acompanhando há vários anos o fenômeno do bug do milênio. Baseado em entrevistas pessoais com os coordenadores nacionais dos programas que tratam do bug do milênio nos oito países do gráfico ao lado, Tablewski estima que a região gastou pelo menos US$15 bilhões com os preparativos.

Boa parte desse dinheiro foi paga a consultores e fabricantes de software especializado encarregados da tarefa entediante de esquadrinhar os programas de computador em busca de códigos de data errados, corrigi-los e testá-los. Em vez de corrigir programas antiquados, porém, muitas empresas e organizações optaram por resolver o problema do bug do milênio simplesmente comprando novos computadores e programas com garantia de sobreviver à mudança de data. Nesse sentido, a crise do milênio pode ter tido um aspecto positivo. "Não há dúvida de que ajudou a modernizar a infra-estrutura de organizações que planejaram com antecedência", diz Ricardo Miranda, coordenador das atividades do BID relativas ao bug do milênio.

Miranda também acredita que o problema será lembrado como uma bênção disfarçada porque forçou empresas e governos a reconhecer sua interdependência e pensar seriamente a respeito de prevenção de desastres e planos de contingência em geral. "Há certas redes, como as que controlam telefones e tráfego aéreo, que são intrinsecamente globais", diz ele. "Todos os países que fazem parte da rede precisam estar preparados. Mas o bug do milênio mostrou também que em muitas áreas não estamos preparados para responder rapidamente a crises graves. Não tínhamos nem 1% dos planos de contingência que precisávamos ter para essas coisas. Agora estamos um pouco melhores, o que é um resultado positivo."

1981 - Atentado ao Rio Centro no Rio de Janeiro


O atentado ao Riocentro foi um frustrado ataque à bomba que seria perpetrado no Pavilhão Riocentro na noite de 30 de abril de 1981, por volta das 21 horas, quando ali se realizava um show comemorativo do Dia do Trabalhador.

As bombas seriam plantadas pelo sargento Guilherme Pereira do Rosário e pelo então capitão Wilson Dias Machado, hoje coronel, atuando como educador no Colégio Militar de Brasília. Por volta das 21h00min, com o evento já em andamento, uma das bombas explodiu dentro do carro onde estavam os dois militares, no estacionamento do Riocentro. O artefato, que seria instalado no edifício, explodiu antes da hora, matando o sargento e ferindo gravemente o capitão Machado.

Na ocasião o governo culpou radicais da esquerda pelo atentado. Essa hipótese já não tinha sustentação na época e atualmente já se comprovou, inclusive por confissão, que o atentado no Riocentro foi uma tentativa de setores mais radicais do governo (principalmente do CIE e o SNI) de convencer os setores mais moderados do governo de que era necessária uma nova onda de repressão de modo a paralisar a lenta abertura política que estava em andamento.

Uma segunda explosão ocorreu a alguns quilômetros de distância, na miniestação elétrica responsável pelo fornecimento de energia do Riocentro. A bomba foi jogada por cima do muro da miniestação, mas explodiu em seu pátio e a eletricidade do pavilhão não chegou a ser interrompida.

Esse episódio é um dos que marcam a decadência do regime militar no Brasil, que daria lugar dali a quatro anos ao restabelecimento da democracia

1981 - Atentado ao Rio Centro no Rio de Janeiro


O atentado ao Riocentro foi um frustrado ataque à bomba que seria perpetrado no Pavilhão Riocentro na noite de 30 de abril de 1981, por volta das 21 horas, quando ali se realizava um show comemorativo do Dia do Trabalhador.

As bombas seriam plantadas pelo sargento Guilherme Pereira do Rosário e pelo então capitão Wilson Dias Machado, hoje coronel, atuando como educador no Colégio Militar de Brasília. Por volta das 21h00min, com o evento já em andamento, uma das bombas explodiu dentro do carro onde estavam os dois militares, no estacionamento do Riocentro. O artefato, que seria instalado no edifício, explodiu antes da hora, matando o sargento e ferindo gravemente o capitão Machado.

Na ocasião o governo culpou radicais da esquerda pelo atentado. Essa hipótese já não tinha sustentação na época e atualmente já se comprovou, inclusive por confissão, que o atentado no Riocentro foi uma tentativa de setores mais radicais do governo (principalmente do CIE e o SNI) de convencer os setores mais moderados do governo de que era necessária uma nova onda de repressão de modo a paralisar a lenta abertura política que estava em andamento.

Uma segunda explosão ocorreu a alguns quilômetros de distância, na miniestação elétrica responsável pelo fornecimento de energia do Riocentro. A bomba foi jogada por cima do muro da miniestação, mas explodiu em seu pátio e a eletricidade do pavilhão não chegou a ser interrompida.

Esse episódio é um dos que marcam a decadência do regime militar no Brasil, que daria lugar dali a quatro anos ao restabelecimento da democracia

30.3.10

1998 - Sempre a esperanca de um mundo melhor


1998 - Sempre a esperanca de um mundo melhor


1997 - Nasce o Nicholas meu primeiro neto, a mais doce ternura.





Nicholas nasceu numa madrugada de chuvinha fina, entre o mar e a montanha. Nunca se sabe quando o amor vai tomar posse do seu coracao,mas sim sentimos quando ele se aloja para sempre dentro de nos. Assim foi. Nicholas, ate entao apenas uma batida de coracao chegava ao mundo cheio de garra. Nao gostou nem um pouco da violencia que impoe aos bebes. Se retorceu,cocou o nariz, olhou curioso alrededor enquanto a enfermeira manipulava seu corpinho quente saido do utero materno. Seus olhos mais azuis que a terra vista por Gagarin,inundou de luz a incubadeira numa simbiose de luz e cor. Ali, parada chorando baixinho me apaixonei definitvamente.
Rio de Janeiro, 22 de abril de 1997.



JORNALISTA ALEMAO ENTREGA MIL MARCOS A FEDERACAO DAS MULHERES CUBANAS.

- Hord Hohmann, jornalista de um importante diario da cidade alema de
Munique, entregou em Havana a organizacao feminina cubana-F.M.C.- o
dinheiro que ganhou depois de uma disputa judicial contra a revista DER
SPIEGEL, e matriz da televisao SPIEGEL-TV, tambem alema, que em janeiro do
ano passado mostrou um material rodado na capital cubana, em que foram
manipuladas as sequencias onde aparecia Hohmann em companhia de uma
fotografa da ilha. O DER SPIEGEL teve de reconhecer publicamente a
falsidade das imagens transmitidas pela TV e pagar 20 mil marcos de
indenizacao ao lesado. O jornalista alemao decidiu entregar o dinheiro a
federacao das mulheres cubanas-FMC-, porque, segundo suas palavras, ele
nao foi o unico afetado, mas tambem as mulheres da ilha.

1997 - Nasce o Nicholas meu primeiro neto, a mais doce ternura.





Nicholas nasceu numa madrugada de chuvinha fina, entre o mar e a montanha. Nunca se sabe quando o amor vai tomar posse do seu coracao,mas sim sentimos quando ele se aloja para sempre dentro de nos. Assim foi. Nicholas, ate entao apenas uma batida de coracao chegava ao mundo cheio de garra. Nao gostou nem um pouco da violencia que impoe aos bebes. Se retorceu,cocou o nariz, olhou curioso alrededor enquanto a enfermeira manipulava seu corpinho quente saido do utero materno. Seus olhos mais azuis que a terra vista por Gagarin,inundou de luz a incubadeira numa simbiose de luz e cor. Ali, parada chorando baixinho me apaixonei definitvamente.
Rio de Janeiro, 22 de abril de 1997.



JORNALISTA ALEMAO ENTREGA MIL MARCOS A FEDERACAO DAS MULHERES CUBANAS.

- Hord Hohmann, jornalista de um importante diario da cidade alema de
Munique, entregou em Havana a organizacao feminina cubana-F.M.C.- o
dinheiro que ganhou depois de uma disputa judicial contra a revista DER
SPIEGEL, e matriz da televisao SPIEGEL-TV, tambem alema, que em janeiro do
ano passado mostrou um material rodado na capital cubana, em que foram
manipuladas as sequencias onde aparecia Hohmann em companhia de uma
fotografa da ilha. O DER SPIEGEL teve de reconhecer publicamente a
falsidade das imagens transmitidas pela TV e pagar 20 mil marcos de
indenizacao ao lesado. O jornalista alemao decidiu entregar o dinheiro a
federacao das mulheres cubanas-FMC-, porque, segundo suas palavras, ele
nao foi o unico afetado, mas tambem as mulheres da ilha.

1996 - Direitos Humanos violados no Brasil e no Mundo




Ao longo das últimas décadas, o Brasil assinou uma série de convenções, tratados e declarações que visam a garantir os direitos humanos fundamentais em nosso país. Apesar disso, diariamente, pessoas sofrem por terem seus direitos violados. São humilhadas, maltratadas e, muitas vezes, assassinadas impunemente. Tais fatos repercutem mundialmente, despertando o interesse de diversas organizações não-governamentais, que se preocupam em garantir os direitos acima mencionados, como a Human Rights Watch, que, anualmente, publica uma reportagem sobre a situação dos direitos humanos em diversos países do mundo, e cujos relatos sobre o Brasil, nos anos de 1996 e 1997, serviram de base para o relato exposto a seguir.

Relatório em 1996:

O ano de 1996, no Brasil, foi marcado por massacres, violência rural e urbana, más condições penitenciárias e impunidade gritante.

No dia 19 de abril, em Eldorado dos Carajás, Pará, a Polícia Militar, com ordem para evitar que cerca de duas mil famílias ocupassem as margens de uma rodovia estadual, enfrentou a resistência de tais ocupantes, que os atacaram com paus e pedras e receberam tiros de armas de fogo. O resultado está evidente: dezenove mortos e dúzias de feridos. O massacre relatado tornou-se símbolo dos abusos cometidos por policiais e do tenso e constante conflito existente entre fazendeiros, policiais e ocupantes de terra.

Em 13 de maio, foi liberado o Programa Nacional de Direitos Humanos, um importante degrau para o reconhecimento e extinção dos abusos. Algumas das principais medidas do programa são a codificação do crime de tortura, ainda muito praticado no país, e a transferência das jurisdições sobre crimes cometidos por policiais uniformizados de Tribunais Militares para a Justiça Comum. Destarte, faz-se necessário ressaltarmos que, até a publicação desse relatório, nenhuma daquelas medidas havia passado no Senado, e policiais envolvidos em massacres como o do Carandiru, mundialmente conhecido e que abalou a comunidade internacional, com cento e onze mortos, e o de Eldorado, tratado anteriormente, continuam a exercer suas funções.

Outra grave violação aos direitos humanos no Brasil situa-se nas péssimas condições de nosso sistema penitenciário. Segundo o Ministério da Justiça, cento e quarenta mil pessoas são mantidas em instalações destinadas a acomodar metade delas. Os centros de detenção destinados a menores também estão em condições degradantes; não existe separação por idade ou infração cometida, e os jovens com mais idade abusam e surram os mais novos sob o aparente consentimento das autoridades de tais estabelecimentos.

Há graves problemas também na área rural, onde, de acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), até meados de setembro do referido ano, quarenta e três pessoas morreram em conflitos pela posse da terra. Outro problema de interesse relevante é o trabalho forçado no campo, que ainda existe, apesar de ter declinado consideravelmente em relação a 1995.

No Brasil, o governo não impõe obstáculos formais aos defensores dos direitos humanos, porém, na prática, esses grupos enfrentam constantes ameaças, violência física e intimidações. Um exemplo dessa afirmação pôde ser observado aqui mesmo, na Paraíba, e mereceu destaque no relatório da Human Rights Watch, que embasa nossa pesquisa. Trata-se do caso do Frei Anastácio, da CPT em João Pessoa, condenado a quatro anos e dez meses de cadeia por formação de quadrilha, resistência à prisão, transgressão e não cumprimento de ordem judicial. Tudo isso resultado da defesa dos direitos mais elementares dos pobres ocupantes de terra envolvidos em disputas rurais.

Por Beatriz Fernandes

1996 - Direitos Humanos violados no Brasil e no Mundo




Ao longo das últimas décadas, o Brasil assinou uma série de convenções, tratados e declarações que visam a garantir os direitos humanos fundamentais em nosso país. Apesar disso, diariamente, pessoas sofrem por terem seus direitos violados. São humilhadas, maltratadas e, muitas vezes, assassinadas impunemente. Tais fatos repercutem mundialmente, despertando o interesse de diversas organizações não-governamentais, que se preocupam em garantir os direitos acima mencionados, como a Human Rights Watch, que, anualmente, publica uma reportagem sobre a situação dos direitos humanos em diversos países do mundo, e cujos relatos sobre o Brasil, nos anos de 1996 e 1997, serviram de base para o relato exposto a seguir.

Relatório em 1996:

O ano de 1996, no Brasil, foi marcado por massacres, violência rural e urbana, más condições penitenciárias e impunidade gritante.

No dia 19 de abril, em Eldorado dos Carajás, Pará, a Polícia Militar, com ordem para evitar que cerca de duas mil famílias ocupassem as margens de uma rodovia estadual, enfrentou a resistência de tais ocupantes, que os atacaram com paus e pedras e receberam tiros de armas de fogo. O resultado está evidente: dezenove mortos e dúzias de feridos. O massacre relatado tornou-se símbolo dos abusos cometidos por policiais e do tenso e constante conflito existente entre fazendeiros, policiais e ocupantes de terra.

Em 13 de maio, foi liberado o Programa Nacional de Direitos Humanos, um importante degrau para o reconhecimento e extinção dos abusos. Algumas das principais medidas do programa são a codificação do crime de tortura, ainda muito praticado no país, e a transferência das jurisdições sobre crimes cometidos por policiais uniformizados de Tribunais Militares para a Justiça Comum. Destarte, faz-se necessário ressaltarmos que, até a publicação desse relatório, nenhuma daquelas medidas havia passado no Senado, e policiais envolvidos em massacres como o do Carandiru, mundialmente conhecido e que abalou a comunidade internacional, com cento e onze mortos, e o de Eldorado, tratado anteriormente, continuam a exercer suas funções.

Outra grave violação aos direitos humanos no Brasil situa-se nas péssimas condições de nosso sistema penitenciário. Segundo o Ministério da Justiça, cento e quarenta mil pessoas são mantidas em instalações destinadas a acomodar metade delas. Os centros de detenção destinados a menores também estão em condições degradantes; não existe separação por idade ou infração cometida, e os jovens com mais idade abusam e surram os mais novos sob o aparente consentimento das autoridades de tais estabelecimentos.

Há graves problemas também na área rural, onde, de acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), até meados de setembro do referido ano, quarenta e três pessoas morreram em conflitos pela posse da terra. Outro problema de interesse relevante é o trabalho forçado no campo, que ainda existe, apesar de ter declinado consideravelmente em relação a 1995.

No Brasil, o governo não impõe obstáculos formais aos defensores dos direitos humanos, porém, na prática, esses grupos enfrentam constantes ameaças, violência física e intimidações. Um exemplo dessa afirmação pôde ser observado aqui mesmo, na Paraíba, e mereceu destaque no relatório da Human Rights Watch, que embasa nossa pesquisa. Trata-se do caso do Frei Anastácio, da CPT em João Pessoa, condenado a quatro anos e dez meses de cadeia por formação de quadrilha, resistência à prisão, transgressão e não cumprimento de ordem judicial. Tudo isso resultado da defesa dos direitos mais elementares dos pobres ocupantes de terra envolvidos em disputas rurais.

Por Beatriz Fernandes

1995 - O mundo orientado por objetos - Mulheres ganham direitos na legislatura



A Ebendinger ganha o mercado da venda de software. Bill Gates lanca o Windows 95.

Direitos das Mulheres na Legislatura 1995–1999

A Legislatura 95 – 99 consolidou a inclusão da temática dos direitos das mulheres e da eqüidade nas relações de gênero na pauta do Congresso Nacional, ainda que de forma não privilegiada. A reivindicação dessa inclusão, desencadeada pelas organizações do movimento de mulheres, ganhou força a partir do processo Constituinte.

Os Avanços conquistados são fruto de uma interlocução com o Legislativo, mediante um trabalho conjunto e produtivo de organizações do movimento de mulheres, Conselhos dos Direitos da Mulher, Bancada Feminina e parlamentares sensibilizados e comprometidos com a cidadania das mulheres e com a igualdade de direitos e de oportunidades entre mulheres e homens na sociedade brasileira.

Uma parte da agenda do movimento de mulheres foi incluída na pauta do Congresso Nacional na Legislatura 95-99 e pode ser evidenciada pela aprovação de leis e realização de ações, em geral, acompanhada de publicação correspondente, conforme algumas especificações a seguir. Além disso, mais de 200 proposições referentes à temática tramitaram na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Aprovação de 13 leis e emendas orçamentárias, entre as quais destacam-se:

Lei 9.278/96 – regula a união estável como entidade familiar
Lei 9.263/96 – regula o planejamento familiar. O direito à esterilização voluntária de mulheres e homens é conquistado em agosto/97, com a derrubada dos vetos do Presidente à lei
Lei 9.100/95 e 9.504/97 – estabelecem quotas mínimas e máximas por sexo para candidaturas nas eleições proporcionais para Vereadores e Deputados Estaduais/Federais, respectivamente
Aprovação de Emendas ao Plano Plurianual (1995-1999) e ao Orçamento da União referentes à cidadania das mulheres (97,98 e 99)

1995 - O mundo orientado por objetos - Mulheres ganham direitos na legislatura



A Ebendinger ganha o mercado da venda de software. Bill Gates lanca o Windows 95.

Direitos das Mulheres na Legislatura 1995–1999

A Legislatura 95 – 99 consolidou a inclusão da temática dos direitos das mulheres e da eqüidade nas relações de gênero na pauta do Congresso Nacional, ainda que de forma não privilegiada. A reivindicação dessa inclusão, desencadeada pelas organizações do movimento de mulheres, ganhou força a partir do processo Constituinte.

Os Avanços conquistados são fruto de uma interlocução com o Legislativo, mediante um trabalho conjunto e produtivo de organizações do movimento de mulheres, Conselhos dos Direitos da Mulher, Bancada Feminina e parlamentares sensibilizados e comprometidos com a cidadania das mulheres e com a igualdade de direitos e de oportunidades entre mulheres e homens na sociedade brasileira.

Uma parte da agenda do movimento de mulheres foi incluída na pauta do Congresso Nacional na Legislatura 95-99 e pode ser evidenciada pela aprovação de leis e realização de ações, em geral, acompanhada de publicação correspondente, conforme algumas especificações a seguir. Além disso, mais de 200 proposições referentes à temática tramitaram na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Aprovação de 13 leis e emendas orçamentárias, entre as quais destacam-se:

Lei 9.278/96 – regula a união estável como entidade familiar
Lei 9.263/96 – regula o planejamento familiar. O direito à esterilização voluntária de mulheres e homens é conquistado em agosto/97, com a derrubada dos vetos do Presidente à lei
Lei 9.100/95 e 9.504/97 – estabelecem quotas mínimas e máximas por sexo para candidaturas nas eleições proporcionais para Vereadores e Deputados Estaduais/Federais, respectivamente
Aprovação de Emendas ao Plano Plurianual (1995-1999) e ao Orçamento da União referentes à cidadania das mulheres (97,98 e 99)

28.3.10

1994 - Morre Ayrton Sena na Italia



O Ayrton estava preocupado com as condições de segurança da pista", disse, perturbada, a sua namorada Adriane Galisteu, a quem telefonou para o seu apartamento no Algarve, sábado à noite. Ele visitou os locais de ambos os acidentes e disse que não estava com muita vontade para correr em Imola. Alguns jornalistas também notaram que Senna estava apreensivo durante o fim de semana.

Após um warm-up, sem incidentes, onde registrou novamente o melhor tempo, Senna tomou, de um modo frio e determinado, o seu lugar no grid daquela que seria a sua última corrida.

Partindo da pole, tomou a liderança seguido de perto por Schumacher. J. J. Lehto deixou o motor do seu Benetton-Ford morrer na largada, erguendo os braços para avisar aqueles que seguiam atrás. Todos se desviram, exceto Pedro Lamy, que vendo abrir-se uma brecha à sua esquerda e sem saber porquê, optou por seguir por ali. O seu Lotus bateu então na traseira do carro imóvel de Lehto, saindo disparado contra o muro à esquerda. Atravessa depois a pista até bater nas barreiras do lado oposto, onde finalmente pára.

O acidente pareceu bastante grave mas, pouco tempo depois, Lamy saiu ileso do seu carro parcialmente destruído. Lehto sofreu um pequeno ferimento no braço esquerdo. Quatro espectadores foram atingidos por destroços de ambos os carros e apresentando pequenos ferimentos foram tratados no Hospital de Imola.

O incidente trouxe para a pista o Safety Car e atrás dele, com Senna a liderar, mantiveram-se todos os pilotos durante quatro voltas. Quando surgiu a luz verde, Ayrton e Schumacher destacaram se de imediato dos demais concorrentes, retomando a sua batalha. Porém, esta só durou mais uma volta.

Ao passar na assustadoramente rápida curva Tamburello pela sexta vez, o carro de Ayrton Senna saiu e bateu violentamente no muro de cimento.

A bandeira vermelha é então mostrada e a corrida é interrompida. Pela terceira vez neste fim de semana negro, o Professor Sid Watkins lidera a equipe médica para socorrer a mais um acidente grave. Quando chega ao local, fica chocado com o que vê.

Ainda na pista corta o capacete de Senna, apercebendo-se então da gravidade dos ferimentos. "Foi muito difícil para mim", disse depois. "Eu sabia que o rapaz não ia conseguir sobreviver".

Durante 17 minutos os médicos lutaram por mantê-lo vivo, mas sabiam que isso era praticamente impossível. É depois transferido para o Hospital Maggiore em Bolonha onde é declarado morto às 18.40.

"Ele morreu devido a graves ferimentos no crânio e cérebro" comunicou o Prof. Watkins, neurocirurgião londrino. "Haviam várias fraturas no crânio, bem como fortes hemorragias na sua base. Ele esteve inconsciente o tempo todo. Entrou em coma profundo, de onde não mais saiu".

Senna tinha 34 anos ao falecer de traumatismo craniano, devido a um dos braços da suspensão dianteira do Williams se ter transformado numa "lança" durante o choque contra o muro, entrando pela viseira do capacete de Ayrton Senna.

O seu corpo está sepultado no Jazigo 11, Quadra 15, Sector 7, do Cemitério do Morumbi (São Paulo).

1994 - Morre Ayrton Sena na Italia



O Ayrton estava preocupado com as condições de segurança da pista", disse, perturbada, a sua namorada Adriane Galisteu, a quem telefonou para o seu apartamento no Algarve, sábado à noite. Ele visitou os locais de ambos os acidentes e disse que não estava com muita vontade para correr em Imola. Alguns jornalistas também notaram que Senna estava apreensivo durante o fim de semana.

Após um warm-up, sem incidentes, onde registrou novamente o melhor tempo, Senna tomou, de um modo frio e determinado, o seu lugar no grid daquela que seria a sua última corrida.

Partindo da pole, tomou a liderança seguido de perto por Schumacher. J. J. Lehto deixou o motor do seu Benetton-Ford morrer na largada, erguendo os braços para avisar aqueles que seguiam atrás. Todos se desviram, exceto Pedro Lamy, que vendo abrir-se uma brecha à sua esquerda e sem saber porquê, optou por seguir por ali. O seu Lotus bateu então na traseira do carro imóvel de Lehto, saindo disparado contra o muro à esquerda. Atravessa depois a pista até bater nas barreiras do lado oposto, onde finalmente pára.

O acidente pareceu bastante grave mas, pouco tempo depois, Lamy saiu ileso do seu carro parcialmente destruído. Lehto sofreu um pequeno ferimento no braço esquerdo. Quatro espectadores foram atingidos por destroços de ambos os carros e apresentando pequenos ferimentos foram tratados no Hospital de Imola.

O incidente trouxe para a pista o Safety Car e atrás dele, com Senna a liderar, mantiveram-se todos os pilotos durante quatro voltas. Quando surgiu a luz verde, Ayrton e Schumacher destacaram se de imediato dos demais concorrentes, retomando a sua batalha. Porém, esta só durou mais uma volta.

Ao passar na assustadoramente rápida curva Tamburello pela sexta vez, o carro de Ayrton Senna saiu e bateu violentamente no muro de cimento.

A bandeira vermelha é então mostrada e a corrida é interrompida. Pela terceira vez neste fim de semana negro, o Professor Sid Watkins lidera a equipe médica para socorrer a mais um acidente grave. Quando chega ao local, fica chocado com o que vê.

Ainda na pista corta o capacete de Senna, apercebendo-se então da gravidade dos ferimentos. "Foi muito difícil para mim", disse depois. "Eu sabia que o rapaz não ia conseguir sobreviver".

Durante 17 minutos os médicos lutaram por mantê-lo vivo, mas sabiam que isso era praticamente impossível. É depois transferido para o Hospital Maggiore em Bolonha onde é declarado morto às 18.40.

"Ele morreu devido a graves ferimentos no crânio e cérebro" comunicou o Prof. Watkins, neurocirurgião londrino. "Haviam várias fraturas no crânio, bem como fortes hemorragias na sua base. Ele esteve inconsciente o tempo todo. Entrou em coma profundo, de onde não mais saiu".

Senna tinha 34 anos ao falecer de traumatismo craniano, devido a um dos braços da suspensão dianteira do Williams se ter transformado numa "lança" durante o choque contra o muro, entrando pela viseira do capacete de Ayrton Senna.

O seu corpo está sepultado no Jazigo 11, Quadra 15, Sector 7, do Cemitério do Morumbi (São Paulo).

1993 - Brasil - Chacinas e Criacao do Plano Real marcam o novo ano


Chacina de Vigario Geral - Rio de Janeiro

1993 -A chacina da Candelária, como ficou registrada pela mídia, ocorreu na madrugada do dia 23 de julho de 1993 próximo às dependências da Igreja de mesmo nome localizada no centro da cidade do Rio de Janeiro. Nesta chacina, seis menores e dois maiores sem-tetos foram assassinados por policiais militares.

1993 - Brasil - Chacinas e Criacao do Plano Real marcam o novo ano


Chacina de Vigario Geral - Rio de Janeiro

1993 -A chacina da Candelária, como ficou registrada pela mídia, ocorreu na madrugada do dia 23 de julho de 1993 próximo às dependências da Igreja de mesmo nome localizada no centro da cidade do Rio de Janeiro. Nesta chacina, seis menores e dois maiores sem-tetos foram assassinados por policiais militares.

1992 - Collor perde o mandato





Georgina de Freitas Fernandes é uma advogada brasileira.

Conhecida após ter fraudado os cofres públicos, a ex-procuradora do INSS foi condenada em 1992 por comandar uma quadrilha que desviou 310 milhões do referido órgão (dos quais apenas 82 milhões foram reavidos). É a mais conhecida fraudadora do Brasil. Em 1997, Georgina foi extraditada da Costa Rica, para onde havia viajado secretamente para fugir dos rigores da lei brasileira. Nesse mesmo período, após ser acusada de fraudar os cofres nacionais, submeteu-se a cirurgias plásticas.

Georgina ficou presa em regime fechado no Instituto Penal Talavera Bruce, onde, entre outras atividades coordenava o concurso Miss Presidiária. Em janeiro de 2007 foi transferida para outro presídio também no Rio de Janeiro, onde lhe foi concedida a prerrogativa do regime semi-aberto, por meio do qual poderá sair e trabalhar, retornando apenas para dormir na penitenciária.

1992 - Collor perde o mandato





Georgina de Freitas Fernandes é uma advogada brasileira.

Conhecida após ter fraudado os cofres públicos, a ex-procuradora do INSS foi condenada em 1992 por comandar uma quadrilha que desviou 310 milhões do referido órgão (dos quais apenas 82 milhões foram reavidos). É a mais conhecida fraudadora do Brasil. Em 1997, Georgina foi extraditada da Costa Rica, para onde havia viajado secretamente para fugir dos rigores da lei brasileira. Nesse mesmo período, após ser acusada de fraudar os cofres nacionais, submeteu-se a cirurgias plásticas.

Georgina ficou presa em regime fechado no Instituto Penal Talavera Bruce, onde, entre outras atividades coordenava o concurso Miss Presidiária. Em janeiro de 2007 foi transferida para outro presídio também no Rio de Janeiro, onde lhe foi concedida a prerrogativa do regime semi-aberto, por meio do qual poderá sair e trabalhar, retornando apenas para dormir na penitenciária.

1991 - Mulher destaca- se no mercado de trabalho segundo o IBGE


Segunda é o Dia Internacional da Mulher. Mas o que significa comemorar esse dia no século XXI, quando as relações pessoais avançaram com a revolução tecnológica? Quando as feministas queimaram sutiãs em praça pública na década de 60, queriam mostrar para o mundo masculino que poderiam exercer na sociedade um papel que não era simplesmente o de mãe e mulher. Elas provaram que também podem ser independentes e progredir socialmente e profissionalmente disputando igualmente com o homem o mercado de trabalho, inclusive em profissões tidas como masculinas por excelência.
Livres e sabendo o que querem ganharam também na década de 60 uma grande aliada: a pílula anticoncepcional, que teve seu consumo aprovado nos Estados Unidos, irradiando-se pelo resto do mundo. Hoje, a pílula ocmpleta 50 anos de consumo pelas mulheres.....
Liliandayse Marinho/Marlene Silvino

1991 - Mulher destaca- se no mercado de trabalho segundo o IBGE


Segunda é o Dia Internacional da Mulher. Mas o que significa comemorar esse dia no século XXI, quando as relações pessoais avançaram com a revolução tecnológica? Quando as feministas queimaram sutiãs em praça pública na década de 60, queriam mostrar para o mundo masculino que poderiam exercer na sociedade um papel que não era simplesmente o de mãe e mulher. Elas provaram que também podem ser independentes e progredir socialmente e profissionalmente disputando igualmente com o homem o mercado de trabalho, inclusive em profissões tidas como masculinas por excelência.
Livres e sabendo o que querem ganharam também na década de 60 uma grande aliada: a pílula anticoncepcional, que teve seu consumo aprovado nos Estados Unidos, irradiando-se pelo resto do mundo. Hoje, a pílula ocmpleta 50 anos de consumo pelas mulheres.....
Liliandayse Marinho/Marlene Silvino

1990 - Empresa Brasileira cria o primeiro software para usuarios nao especializados


O Visual Kit 5 é um produto da Ebendinger Systems Informática Ltda., empresa de informática fundada em 1989, que enfocou desde seu inicio o usuário não especializado em programação "a maioria no planeta", e tratou seus sistemas como produtos, dando-lhes garantia de funcionamento e manutenção.

1990 - Empresa Brasileira cria o primeiro software para usuarios nao especializados


O Visual Kit 5 é um produto da Ebendinger Systems Informática Ltda., empresa de informática fundada em 1989, que enfocou desde seu inicio o usuário não especializado em programação "a maioria no planeta", e tratou seus sistemas como produtos, dando-lhes garantia de funcionamento e manutenção.

1889 - Fernando Collor de Mello - eleito Presidente do Brasil



Collor foi destituido do cargo 2 anos depois.

1889 - Fernando Collor de Mello - eleito Presidente do Brasil



Collor foi destituido do cargo 2 anos depois.

1988 - Promulgada a Nova Constituicao Brasileira



No Senado

1988 - Promulgada a Nova Constituicao Brasileira



No Senado

1987 - Uma cápsula de césio, retirada do Instituto Goiano de Radioterapia, é vendida a um ferro-velho. Ela causaria uma das maiores contaminacoes

1987 - Uma cápsula de césio, retirada do Instituto Goiano de Radioterapia, é vendida a um ferro-velho. Ela causaria uma das maiores contaminacoes