10.3.10

1971 - Ano de la Productividad

Comienza el Dia - Noel Nicola

1971 - Ano de la Productividad

Comienza el Dia - Noel Nicola

7.3.10

1970 - Año de los 10 Millones - Cuba 1o.ano no exílio


Pátria Minha

Vinicius de Moraes


A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.

Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.

Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias pátria minha
Tão pobrinha!

Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!

Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.

Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu...

Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda...
Não tardo!

Quero rever-te, pátria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.

Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra
E urina mar.

Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamem
Que um dia traduzi num exame escrito:
"Liberta que serás também"
E repito!

Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão...
Que vontade de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.

Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.

Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
"Pátria minha, saudades de quem te ama...
Vinicius de Moraes."


Texto extraído do livro "Vinicius de Moraes - Poesia Completa e Prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 383.

1970 - Año de los 10 Millones - Cuba 1o.ano no exílio


Pátria Minha

Vinicius de Moraes


A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.

Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.

Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias pátria minha
Tão pobrinha!

Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!

Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.

Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu...

Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda...
Não tardo!

Quero rever-te, pátria minha, e para
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.

Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra
E urina mar.

Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamem
Que um dia traduzi num exame escrito:
"Liberta que serás também"
E repito!

Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão...
Que vontade de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.

Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha
Brasil, talvez.

Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
"Pátria minha, saudades de quem te ama...
Vinicius de Moraes."


Texto extraído do livro "Vinicius de Moraes - Poesia Completa e Prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 383.

1969 - Ano de perdas, clandestinidade, resistência em muitas partes do continente sul americano


Fevereiro de 1969

....O carnaval ficara para trás, deixando a saudade de um fantástico Jair Rodrigues esbanjando alegria com seu Bloco de Sujos, enquanto, despreocupada, iniciávamos mais um ano letivo, com mil projetos didáticos, novas metodologias de ensino.
A matriz da escola em Coelho Neto, a filial em Vilar dos Teles, prometia um 1969 de sucesso e grandes realizações.
De repente, simplesmente de repente, entre raios, trovões e tremendo aguaceiro, aqueles homens entraram sem pedir licença, desmoronando tudo.
Uma folha de papel tarjado em amarelo e verde, onde se lia uma ordem de prisão, interromperia nesta terra, nesse instante, o futuro.
- Tenho ordens para levá-la presa, vociferou o que liderava o grupo.
- Presa? Por quê?
- A senhora está envolvida com os subversivos - explicou o outro - por fazer uso de mimeógrafo para propaganda comunista.
- Mimeógrafo? Subversivos? O senhor deve estar me confundindo com outra pessoa!
- A senhora está presa. Tem que me acompanhar.
- Não. Por que tenho de acompanhá-lo? Não vejo possibilidade! Sinto muito, não tenho tempo e além de não ter feito absolutamente nada, não estou preparada. Tenho que me banhar, trocar de roupa. Estou trabalhando desde as oito da manhã, são quase duas horas. Agora não é possível. Irei amanhã.
- Amanhã? Não estamos brincando! – argumentou, quase aos gritos. Tem que ser agora! A senhora não entendeu?
- Sou diretora e proprietária desta escola. O senhor, com certeza, está enganado.
- Não estou enganado, não. Sua escola comprou um mimeógrafo, que foi apreendido em mãos de elementos ligados à subversão.
- Onde?
- Em Niterói, num aparelho.
- Aparelho. O que é isto?
- O lugar onde se escondem os comunistas.
- Comunistas? Não eram subversivos?
- Comunistas, subversivos, tudo a mesma coisa, - explicou nervoso.
- Ah! Agora me lembro. O mimeógrafo! Minha escola comprou, sim... mas foi vendido.
- Vendido!? Como vendido?
- Sim. Vendido. Heloísa, pegue o recibo da venda do mimeógrafo!


Atordoada, a secretária não conseguiu se levantar. Estava em choque. Nada sabia de nossas atividades. Talvez desconfiasse do entra e sai de estranhos, da chegada e saída de caixas e mais caixas lacradas; reuniões no adiantado da noite.
As notícias de secundaristas assassinados, como Edson Luiz no restaurante universitário Calabouço, bem no centro da cidade; dos desaparecidos e das prisões de pais de família, andavam de boca em boca, e davam o tom da vida política na cidade.
Caminhei decidida até o arquivo, peguei o recibo e mostrei a folha de papel timbrado, especificando o valor e a descrição do equipamento.
- Vou levá-lo.
- Não senhor! Este é o original. Não tenho como tirar cópia. Marque um horário que levo o recibo.
Desconcertado diante do inesperado, o militar titubeou.
- Bem. Mas a senhora tem que comparecer ainda hoje ao Ministério da Guerra, na Central do Brasil. Sabe onde fica?
- Claro, claro que sei.
Quem, da minha geração, moradora da Cidade Maravilhosa, não conhecia a famosa Central do Brasil, palco dos acontecimentos que contam parte da nossa história?

Do célebre discurso de Jango, pouco antes do golpe militar, ao cotidiano sofrido de milhares de habitantes, que transitam, diariamente, do subúrbio ao centro, em busca do ganha pão, na romaria em busca de trabalho; do sonho da menina do bairro distante em busca do sucesso nas passarelas? Quem, de nós, não conhece o velho relógio, impondo as horas, há mais de meio século?

- Vou tomar um banho e mudar de roupa. Inviável comparecer assim, suja e desarrumada. Podem esperar, que antes das cinco horas estarei chegando.

Com passos a princípio indecisos, mas que se tornaram firmes depois, os homens saíram pelo portão, orgulhosos com o fato de haverem, brilhantemente, cumprido seu dever.

No chão, junto à cadeira de Heloísa, uma poça de sangue. Coitada! Diante de tamanho susto, ficara menstruada.
Abracei sua cabeça, beijei sua fronte. Saí dali sem olhar para trás: meus neurônios, como numa dança frenética, jogavam com trilhões de informações, enquanto o sistema neuro-vegetativo respondia, estupidamente, com uma desenfreada taquicardia. Urgia pensar com serenidade.
Tudo estava em jogo. A organização, meus filhos, amigos que nos frequentavam inocentemente, meus alunos, meus professores, anos de trabalho...
Sozinha, dramaticamente sozinha, peguei o primeiro ônibus que passou. De ônibus em ônibus, Coelho Neto ia ficando longe. Tão longe como a dor da separação de um amigo, tão longe como os sonhos da primeira infância, longe como a angústia do irreparável. Tão perto ontem, tão distante agora, do bairro habitado e cantado por Machado de Assis: seu personagem, Brás Cubas passava pelas minhas lembranças:

...“ Eu trato de anexar à minha filosofia uma parte dogmática e litúrgica. O humanitismo há de ser também uma religião, a do futuro, a única verdadeira.”...

Lamartine Babo fazia um delicado verso, naquele cantinho gostoso do “Prato de Barro”. “ Mesmo sem ser Dirceu, gosto também de Marília”, dissera um dia, enamorado como ele só. Como seria o início do verso? Faria uma operação plástica no meu enorme nariz, ou cantaria como Juca Chaves, justificando o que achava uma feiúra? Naquele momento, desejei ter Marcello e Eduardo bem perto, na Avenida Brasil, bem ao alcance das minhas mãos...

( Trecho do livro "Nesta terra, Neste Instante" de Marilia Guimaraes)

1969 - Ano de perdas, clandestinidade, resistência em muitas partes do continente sul americano


Fevereiro de 1969

....O carnaval ficara para trás, deixando a saudade de um fantástico Jair Rodrigues esbanjando alegria com seu Bloco de Sujos, enquanto, despreocupada, iniciávamos mais um ano letivo, com mil projetos didáticos, novas metodologias de ensino.
A matriz da escola em Coelho Neto, a filial em Vilar dos Teles, prometia um 1969 de sucesso e grandes realizações.
De repente, simplesmente de repente, entre raios, trovões e tremendo aguaceiro, aqueles homens entraram sem pedir licença, desmoronando tudo.
Uma folha de papel tarjado em amarelo e verde, onde se lia uma ordem de prisão, interromperia nesta terra, nesse instante, o futuro.
- Tenho ordens para levá-la presa, vociferou o que liderava o grupo.
- Presa? Por quê?
- A senhora está envolvida com os subversivos - explicou o outro - por fazer uso de mimeógrafo para propaganda comunista.
- Mimeógrafo? Subversivos? O senhor deve estar me confundindo com outra pessoa!
- A senhora está presa. Tem que me acompanhar.
- Não. Por que tenho de acompanhá-lo? Não vejo possibilidade! Sinto muito, não tenho tempo e além de não ter feito absolutamente nada, não estou preparada. Tenho que me banhar, trocar de roupa. Estou trabalhando desde as oito da manhã, são quase duas horas. Agora não é possível. Irei amanhã.
- Amanhã? Não estamos brincando! – argumentou, quase aos gritos. Tem que ser agora! A senhora não entendeu?
- Sou diretora e proprietária desta escola. O senhor, com certeza, está enganado.
- Não estou enganado, não. Sua escola comprou um mimeógrafo, que foi apreendido em mãos de elementos ligados à subversão.
- Onde?
- Em Niterói, num aparelho.
- Aparelho. O que é isto?
- O lugar onde se escondem os comunistas.
- Comunistas? Não eram subversivos?
- Comunistas, subversivos, tudo a mesma coisa, - explicou nervoso.
- Ah! Agora me lembro. O mimeógrafo! Minha escola comprou, sim... mas foi vendido.
- Vendido!? Como vendido?
- Sim. Vendido. Heloísa, pegue o recibo da venda do mimeógrafo!


Atordoada, a secretária não conseguiu se levantar. Estava em choque. Nada sabia de nossas atividades. Talvez desconfiasse do entra e sai de estranhos, da chegada e saída de caixas e mais caixas lacradas; reuniões no adiantado da noite.
As notícias de secundaristas assassinados, como Edson Luiz no restaurante universitário Calabouço, bem no centro da cidade; dos desaparecidos e das prisões de pais de família, andavam de boca em boca, e davam o tom da vida política na cidade.
Caminhei decidida até o arquivo, peguei o recibo e mostrei a folha de papel timbrado, especificando o valor e a descrição do equipamento.
- Vou levá-lo.
- Não senhor! Este é o original. Não tenho como tirar cópia. Marque um horário que levo o recibo.
Desconcertado diante do inesperado, o militar titubeou.
- Bem. Mas a senhora tem que comparecer ainda hoje ao Ministério da Guerra, na Central do Brasil. Sabe onde fica?
- Claro, claro que sei.
Quem, da minha geração, moradora da Cidade Maravilhosa, não conhecia a famosa Central do Brasil, palco dos acontecimentos que contam parte da nossa história?

Do célebre discurso de Jango, pouco antes do golpe militar, ao cotidiano sofrido de milhares de habitantes, que transitam, diariamente, do subúrbio ao centro, em busca do ganha pão, na romaria em busca de trabalho; do sonho da menina do bairro distante em busca do sucesso nas passarelas? Quem, de nós, não conhece o velho relógio, impondo as horas, há mais de meio século?

- Vou tomar um banho e mudar de roupa. Inviável comparecer assim, suja e desarrumada. Podem esperar, que antes das cinco horas estarei chegando.

Com passos a princípio indecisos, mas que se tornaram firmes depois, os homens saíram pelo portão, orgulhosos com o fato de haverem, brilhantemente, cumprido seu dever.

No chão, junto à cadeira de Heloísa, uma poça de sangue. Coitada! Diante de tamanho susto, ficara menstruada.
Abracei sua cabeça, beijei sua fronte. Saí dali sem olhar para trás: meus neurônios, como numa dança frenética, jogavam com trilhões de informações, enquanto o sistema neuro-vegetativo respondia, estupidamente, com uma desenfreada taquicardia. Urgia pensar com serenidade.
Tudo estava em jogo. A organização, meus filhos, amigos que nos frequentavam inocentemente, meus alunos, meus professores, anos de trabalho...
Sozinha, dramaticamente sozinha, peguei o primeiro ônibus que passou. De ônibus em ônibus, Coelho Neto ia ficando longe. Tão longe como a dor da separação de um amigo, tão longe como os sonhos da primeira infância, longe como a angústia do irreparável. Tão perto ontem, tão distante agora, do bairro habitado e cantado por Machado de Assis: seu personagem, Brás Cubas passava pelas minhas lembranças:

...“ Eu trato de anexar à minha filosofia uma parte dogmática e litúrgica. O humanitismo há de ser também uma religião, a do futuro, a única verdadeira.”...

Lamartine Babo fazia um delicado verso, naquele cantinho gostoso do “Prato de Barro”. “ Mesmo sem ser Dirceu, gosto também de Marília”, dissera um dia, enamorado como ele só. Como seria o início do verso? Faria uma operação plástica no meu enorme nariz, ou cantaria como Juca Chaves, justificando o que achava uma feiúra? Naquele momento, desejei ter Marcello e Eduardo bem perto, na Avenida Brasil, bem ao alcance das minhas mãos...

( Trecho do livro "Nesta terra, Neste Instante" de Marilia Guimaraes)

1968 - Estudantes, intelectuais, operários levantam-se contra as ditaduras que se implantavam na America Latina


No dia 13 de maio de 1968, era convocada a greve geral na França. O que antes era um movimento restrito ao meio universitário se espalhava pela cidade e parecia ganhar proporções revolucionárias, questionando as estruturas de poder e os valores vigentes. Em seu auge, colocou em risco a autoridade do presidente Charles De Gaulle.

Nos EEUU, o ano foi marcado por protestos contra a Guerra do Vietnã e a favor dos direitos civis. No dia 4 abril, foi assassinado o reverendo Martin Luther King, principal liderança da luta contra o racismo no país.

Também em abril, na Tchecoslováquia, o secretário-geral do Partido Comunista, Alexander Dubcek, anunciou a criação de um “socialismo de rosto humano”, iniciando um período que ficaria conhecido como “Primavera de Praga”. Foi feita uma reforma que permitiu liberdade expressão e organização fora do Partido Comunista. Em agosto, Praga foi invadida por tropas da União Soviética e aliados e Dubcek foi destituído do poder.

Num choque entre estudantes e policiais no Rio de Janeiro, foi assassinado o estudante Edson Luís. Sua morte comoveu a cidade do Rio de Janeiro, gerando muitos protestos. Ganhava força os protestos estudantis por mais verba para a educação e contra a ditadura.

Em de junho, a “Passeata dos 100 mil”, no Rio de Janeiro, reuniu políticos, artistas, trabalhadores e estudantes para protestar contra a ditadura.

Dias depois, a polícia prendeu em Ibiúna, interior de São Paulo, cerca de mil estudantes que participavam do congresso da UNE, incluindo os principais líderes do Movimento Estudantil – José Dirceu, Flávio Travassos, Vladimir Palmeira, Leopoldo Paulino.

O ano reafirmou a decisão d derrubar através da luta armada a Ditadura Brasileira, o governo decretou o Ato Institucional número 5, o AI-5, em resposta a discurso contra as Forças Armadas proferido pelo deputado Márcio Moreira Alves. O AI-5 deu plenos poderes ao governo, fechou o Congresso e tirou liberdades individuais.

Martin Luter King é assassinado. Sua morte chocou o mundo.

A presença da mulher se fazia cada vez mais presente nos movimentos revolucionários.

1968 - Estudantes, intelectuais, operários levantam-se contra as ditaduras que se implantavam na America Latina


No dia 13 de maio de 1968, era convocada a greve geral na França. O que antes era um movimento restrito ao meio universitário se espalhava pela cidade e parecia ganhar proporções revolucionárias, questionando as estruturas de poder e os valores vigentes. Em seu auge, colocou em risco a autoridade do presidente Charles De Gaulle.

Nos EEUU, o ano foi marcado por protestos contra a Guerra do Vietnã e a favor dos direitos civis. No dia 4 abril, foi assassinado o reverendo Martin Luther King, principal liderança da luta contra o racismo no país.

Também em abril, na Tchecoslováquia, o secretário-geral do Partido Comunista, Alexander Dubcek, anunciou a criação de um “socialismo de rosto humano”, iniciando um período que ficaria conhecido como “Primavera de Praga”. Foi feita uma reforma que permitiu liberdade expressão e organização fora do Partido Comunista. Em agosto, Praga foi invadida por tropas da União Soviética e aliados e Dubcek foi destituído do poder.

Num choque entre estudantes e policiais no Rio de Janeiro, foi assassinado o estudante Edson Luís. Sua morte comoveu a cidade do Rio de Janeiro, gerando muitos protestos. Ganhava força os protestos estudantis por mais verba para a educação e contra a ditadura.

Em de junho, a “Passeata dos 100 mil”, no Rio de Janeiro, reuniu políticos, artistas, trabalhadores e estudantes para protestar contra a ditadura.

Dias depois, a polícia prendeu em Ibiúna, interior de São Paulo, cerca de mil estudantes que participavam do congresso da UNE, incluindo os principais líderes do Movimento Estudantil – José Dirceu, Flávio Travassos, Vladimir Palmeira, Leopoldo Paulino.

O ano reafirmou a decisão d derrubar através da luta armada a Ditadura Brasileira, o governo decretou o Ato Institucional número 5, o AI-5, em resposta a discurso contra as Forças Armadas proferido pelo deputado Márcio Moreira Alves. O AI-5 deu plenos poderes ao governo, fechou o Congresso e tirou liberdades individuais.

Martin Luter King é assassinado. Sua morte chocou o mundo.

A presença da mulher se fazia cada vez mais presente nos movimentos revolucionários.

1967 - Eternamente Comandante Che Guevara.


Na Bolívia, Gary Prado assassinava Ernesto Che Guevara, o Revolucionário ímpar, aquele que viria a ser o grande exemplo para as gerações vindouras.

Eternamente Comandante Che Guevara.

Ita não veio trabalhar, impossível sair e deixar Marcello. A noite mal dormida, o dia chuvoso, aquela angústia queimando o peito. Que fazer? Passaria o dia entre avaliações da escola, brincaria com Marcello, leria alguns poemas que podiam diminuir aquele mal estar sem sentido aparente.

Após o almoço, liguei a televisão. Quem sabe um filme. Edu inquieto mexendo e remexem do na barriga já num adiantado sete meses quase prontinho para chegar. Marcello insistia em revolver os livros da estante, sua diversão predileta sempre que a porta da biblioteca se encontrava aberta.

De repente, um furacão invadiu à sala: Ernesto Guevara - Che, o guerrilheiro argentino foi capturado cerca de Higueras. – na Bolívia. Outra noticia sobre a prisão do rebelde em poucos minutos. - informou o repórter.

Inverossímil. Puras especulações. Nada disso poderia ser verdade. Nada. Absolutamente. Era mentira. Comecei a chorar.

Estampada na tela TV cabeça tombada para trás, olhos entreabertos como olhando a vida El Che. Assassinaram o Che, Marcello. Assassinaram nosso guerrilheiro heróico abraçada a meu filho chorava desesperadamente. Che representava a esperança viva de liberdade do mundo. Che representava a ternura, a força, o ideal revolucionário. O nosso Comandante Guevara.

Nem Fausto. Nem Moacir. Nem Juarez. Somente Marcello com seus 7 meses, e Edu revolvendo no meu ventre. Caminhava de lá para cá alucinada. Desesperadamente perdida. O sofrimento era maior do que razão de não traumatizar duas crianças. Poucos dias, conheci de tamanha tristeza, revolta e impotência, somente comparado ao atentado a avião da Cubana de Aviação, em Barbados.

Hoje 48 anos depois. Chove. Comento com Marcello a caminho de casa a dor daquele dia aparentemente tão longínquo. Choro. A chuva nos traz a sensação de solidão.

Mas, logo concluo de que ela é vida, floresce os campos, germina. Chove. São as lágrimas da natureza reafirmando a saudade e emudecendo a terra alimentando-a para novas colheitas. Ernesto Che Guevara não morreu. Floresceu nos campos da América Latina, cruzou fronteiras, ganhou espaço no coração de milhares de gerações que seguem seu exemplo e ostentam orgulhosos sua imagem de ternura intensa.

O mundo querido comandante ainda sofre de fome, milhares de crianças vagam pelas ruas das cidades sem rumo, o imperialismo nestes últimos quarenta anos matou, inoculou doenças, fortaleceu ditaduras, invadiu países, destruiu patrimônios da história da humanidade. Cuba, amado guerrilheiro ainda resiste ao bloqueio. Sua imagem brilha na “Plaza de la Revolución” como símbolo de luta coerente. Santa Clara, terra de una de suas maiores batalhas lhe guarda. Historiadores inescrupulosos denigrem seu nome comprometidos com o poder central. Chamam-lhe aventureiro. Historiadores conscientes entenderam sua opção de vida, deram seu merecido lugar na história.

Muitos lhe cantaram em versos e prosa e ainda cantam. Seu nome é ostentado em praças, em ruas e avenidas. Uma quantidade inumerável de Ernestos surgiu mundo afora em sua homenagem. Seus filhos seguem seu exemplo. Hildita se foi talvez para fazer-lhe companhia. Fidel, o seu exemplo e amigo maior continua firme combatendo o bloqueio, superando todas as vicissitudes que lhe reservou a vida. Os Comandantes Raul Castro, Ramiro Valdez, Juan Almeida e Guillermo Garcia contam histórias de sua coragem e bravura cheios de saudade.

Che vive em nossas memórias,na nossa luta cotidiana por um mundo melhor para todos.

Em 15 de dezembro, nasce meu segundo filho já no clamor das primeiras ações revolucionárias, em meio às primeiras perdas de companheiros assassinados pela ditadura, mas embalado pela força de derrotarmos a ditadura e iniciar um Brasil novo livre da miséria, das injustiças sociais e soberano.

Gabriel Garcia Marquez - nos apresenta Macondo numa magistral obra literária - Cem anos de solidão.

1967 - Eternamente Comandante Che Guevara.


Na Bolívia, Gary Prado assassinava Ernesto Che Guevara, o Revolucionário ímpar, aquele que viria a ser o grande exemplo para as gerações vindouras.

Eternamente Comandante Che Guevara.

Ita não veio trabalhar, impossível sair e deixar Marcello. A noite mal dormida, o dia chuvoso, aquela angústia queimando o peito. Que fazer? Passaria o dia entre avaliações da escola, brincaria com Marcello, leria alguns poemas que podiam diminuir aquele mal estar sem sentido aparente.

Após o almoço, liguei a televisão. Quem sabe um filme. Edu inquieto mexendo e remexem do na barriga já num adiantado sete meses quase prontinho para chegar. Marcello insistia em revolver os livros da estante, sua diversão predileta sempre que a porta da biblioteca se encontrava aberta.

De repente, um furacão invadiu à sala: Ernesto Guevara - Che, o guerrilheiro argentino foi capturado cerca de Higueras. – na Bolívia. Outra noticia sobre a prisão do rebelde em poucos minutos. - informou o repórter.

Inverossímil. Puras especulações. Nada disso poderia ser verdade. Nada. Absolutamente. Era mentira. Comecei a chorar.

Estampada na tela TV cabeça tombada para trás, olhos entreabertos como olhando a vida El Che. Assassinaram o Che, Marcello. Assassinaram nosso guerrilheiro heróico abraçada a meu filho chorava desesperadamente. Che representava a esperança viva de liberdade do mundo. Che representava a ternura, a força, o ideal revolucionário. O nosso Comandante Guevara.

Nem Fausto. Nem Moacir. Nem Juarez. Somente Marcello com seus 7 meses, e Edu revolvendo no meu ventre. Caminhava de lá para cá alucinada. Desesperadamente perdida. O sofrimento era maior do que razão de não traumatizar duas crianças. Poucos dias, conheci de tamanha tristeza, revolta e impotência, somente comparado ao atentado a avião da Cubana de Aviação, em Barbados.

Hoje 48 anos depois. Chove. Comento com Marcello a caminho de casa a dor daquele dia aparentemente tão longínquo. Choro. A chuva nos traz a sensação de solidão.

Mas, logo concluo de que ela é vida, floresce os campos, germina. Chove. São as lágrimas da natureza reafirmando a saudade e emudecendo a terra alimentando-a para novas colheitas. Ernesto Che Guevara não morreu. Floresceu nos campos da América Latina, cruzou fronteiras, ganhou espaço no coração de milhares de gerações que seguem seu exemplo e ostentam orgulhosos sua imagem de ternura intensa.

O mundo querido comandante ainda sofre de fome, milhares de crianças vagam pelas ruas das cidades sem rumo, o imperialismo nestes últimos quarenta anos matou, inoculou doenças, fortaleceu ditaduras, invadiu países, destruiu patrimônios da história da humanidade. Cuba, amado guerrilheiro ainda resiste ao bloqueio. Sua imagem brilha na “Plaza de la Revolución” como símbolo de luta coerente. Santa Clara, terra de una de suas maiores batalhas lhe guarda. Historiadores inescrupulosos denigrem seu nome comprometidos com o poder central. Chamam-lhe aventureiro. Historiadores conscientes entenderam sua opção de vida, deram seu merecido lugar na história.

Muitos lhe cantaram em versos e prosa e ainda cantam. Seu nome é ostentado em praças, em ruas e avenidas. Uma quantidade inumerável de Ernestos surgiu mundo afora em sua homenagem. Seus filhos seguem seu exemplo. Hildita se foi talvez para fazer-lhe companhia. Fidel, o seu exemplo e amigo maior continua firme combatendo o bloqueio, superando todas as vicissitudes que lhe reservou a vida. Os Comandantes Raul Castro, Ramiro Valdez, Juan Almeida e Guillermo Garcia contam histórias de sua coragem e bravura cheios de saudade.

Che vive em nossas memórias,na nossa luta cotidiana por um mundo melhor para todos.

Em 15 de dezembro, nasce meu segundo filho já no clamor das primeiras ações revolucionárias, em meio às primeiras perdas de companheiros assassinados pela ditadura, mas embalado pela força de derrotarmos a ditadura e iniciar um Brasil novo livre da miséria, das injustiças sociais e soberano.

Gabriel Garcia Marquez - nos apresenta Macondo numa magistral obra literária - Cem anos de solidão.

1966 - Mao Tse Thung começa a Revolução Cultural na China


Inicia na China a Grande revolução cultural.

Pensem, sintam-se, sejam eróticos - com este slogan os ginecologistas William Masters e Virginia Johnson ajudam a dar o ponta pé inicial na revolução sexual.

Em 5 de fevereiro de 1966, o presidente Castelo Branco editou o Ato Institucional Número Três, ou AI-3, que estabelecia eleições indiretas para governador e vice-governador e que os prefeitos das capitais seriam indicados pelos governadores, com aprovação das assembléias legislativas. Estabeleceu o calendário eleitoral, com a eleição presidencial em 3 de outubro e para o Congresso, em 15 de novembro.

Os protestos estudantis pelas principais capitais brasileiras se intensificam ocasionando uma violenta e generalizada reação policial. O massacre da Praia Vermelha, contra 600 estudantes que se encontravam em vigília na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Os estudantes manifestavam-se contra as medidas governamentais antidemocráticas que feriam a autonomia universitária e o encrudescimento do regime militar, que respondeu com brutalidade à oposição dos estudantes.

Nasce em 17 de dezembro, meu primeiro filho, cercado de companheiros que iriam mudar a historia do Brasil. Entre discussões, estudos, reuniões, posicionamento político nascia o embrião da Luta Armada.

1966 - Mao Tse Thung começa a Revolução Cultural na China


Inicia na China a Grande revolução cultural.

Pensem, sintam-se, sejam eróticos - com este slogan os ginecologistas William Masters e Virginia Johnson ajudam a dar o ponta pé inicial na revolução sexual.

Em 5 de fevereiro de 1966, o presidente Castelo Branco editou o Ato Institucional Número Três, ou AI-3, que estabelecia eleições indiretas para governador e vice-governador e que os prefeitos das capitais seriam indicados pelos governadores, com aprovação das assembléias legislativas. Estabeleceu o calendário eleitoral, com a eleição presidencial em 3 de outubro e para o Congresso, em 15 de novembro.

Os protestos estudantis pelas principais capitais brasileiras se intensificam ocasionando uma violenta e generalizada reação policial. O massacre da Praia Vermelha, contra 600 estudantes que se encontravam em vigília na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Os estudantes manifestavam-se contra as medidas governamentais antidemocráticas que feriam a autonomia universitária e o encrudescimento do regime militar, que respondeu com brutalidade à oposição dos estudantes.

Nasce em 17 de dezembro, meu primeiro filho, cercado de companheiros que iriam mudar a historia do Brasil. Entre discussões, estudos, reuniões, posicionamento político nascia o embrião da Luta Armada.

1965 - O ano do grito pela paz no Vietnã.


Acirra no Brasil as contradições e o surgimento de organizações de esquerda.

[...] somente em maio de 1965 tornou-se possível a primeira reunião
do Comitê Central, que apresentou as principais conclusões a que
pôde chegar na análise dos acontecimentos e sobre a tática do Partido
nas novas condições do país. A importância dessa reunião está em que
ela representou um passo decisivo no sentido de romper a conciliação
ideológica. Definiram-se, assim, na direção, duas tendências – a da
minoria contrária abertamente à linha do V Congresso, e a da maioria,
que defende a justeza, no essencial, da orientação traçada pelo V
Congresso, dela partindo para elaborar a tática para a nova situação.3
Em virtude do surgimento destas diferenciadas interpretações da conjuntura –
que passariam a ter reflexos sobre a prática política a partir de então –, foram expulsos Jacob Gorender, Carlos Marighela, Jover Teles, Câmara Ferreira, Mário Alves,
Apolônio de Carvalho, entre outros. As razões que moviam aqueles que foram expulsos
não deveriam deixar de receber, obviamente, duras críticas:
[...]. Outra tese a ser combatida é a que vê a revolução, não como a
obra das massas de milhões, como afirmava Lenine, mas como o
resultado da ação heróica de alguns indivíduos (expressa no lema: o
dever dos revolucionários é fazer a revolução), ou de pequenos grupos
audaciosos.

Esta posição voluntarista [...] é a propugnada por todos os que hoje
insistem em ver na criação de ‘focos’ guerrilheiros no interior do país
o passo inicial da revolução. Afirmam que tais ‘focos’ de luta armada
podem desencadear o processo revolucionário no país e arrastar as
massas populares à revolução, independentemente das condições
objetivas e subjetivas indispensáveis.

O mundo vê perplexo as mulheres aderirem as mini-saias popularizadas por Mary Quant e criadas por Andre Courreges.

Roberto Marinho - cria a TV Globo. Poe no ar o Jornal Nacional e a telenovela de uma das mais famosas dramaturgas Janete Clair - Irmãos Coragem. Surgia a maior Rede de comunicação no Brasil.

Os Beatles conquistam fãs em todo o planeta.

Mick Jagger - vocalista e compositor dos Rolling Stones canta - Satisfaction - impacta o mundo da musica.

Falece Le Corbesier. Meses antes, conhece Brasília idealizada e edificada pelos gênios da arquitetura Brasileira - Oscar Niemeyer e Lucio Costa.

1965 - O ano do grito pela paz no Vietnã.


Acirra no Brasil as contradições e o surgimento de organizações de esquerda.

[...] somente em maio de 1965 tornou-se possível a primeira reunião
do Comitê Central, que apresentou as principais conclusões a que
pôde chegar na análise dos acontecimentos e sobre a tática do Partido
nas novas condições do país. A importância dessa reunião está em que
ela representou um passo decisivo no sentido de romper a conciliação
ideológica. Definiram-se, assim, na direção, duas tendências – a da
minoria contrária abertamente à linha do V Congresso, e a da maioria,
que defende a justeza, no essencial, da orientação traçada pelo V
Congresso, dela partindo para elaborar a tática para a nova situação.3
Em virtude do surgimento destas diferenciadas interpretações da conjuntura –
que passariam a ter reflexos sobre a prática política a partir de então –, foram expulsos Jacob Gorender, Carlos Marighela, Jover Teles, Câmara Ferreira, Mário Alves,
Apolônio de Carvalho, entre outros. As razões que moviam aqueles que foram expulsos
não deveriam deixar de receber, obviamente, duras críticas:
[...]. Outra tese a ser combatida é a que vê a revolução, não como a
obra das massas de milhões, como afirmava Lenine, mas como o
resultado da ação heróica de alguns indivíduos (expressa no lema: o
dever dos revolucionários é fazer a revolução), ou de pequenos grupos
audaciosos.

Esta posição voluntarista [...] é a propugnada por todos os que hoje
insistem em ver na criação de ‘focos’ guerrilheiros no interior do país
o passo inicial da revolução. Afirmam que tais ‘focos’ de luta armada
podem desencadear o processo revolucionário no país e arrastar as
massas populares à revolução, independentemente das condições
objetivas e subjetivas indispensáveis.

O mundo vê perplexo as mulheres aderirem as mini-saias popularizadas por Mary Quant e criadas por Andre Courreges.

Roberto Marinho - cria a TV Globo. Poe no ar o Jornal Nacional e a telenovela de uma das mais famosas dramaturgas Janete Clair - Irmãos Coragem. Surgia a maior Rede de comunicação no Brasil.

Os Beatles conquistam fãs em todo o planeta.

Mick Jagger - vocalista e compositor dos Rolling Stones canta - Satisfaction - impacta o mundo da musica.

Falece Le Corbesier. Meses antes, conhece Brasília idealizada e edificada pelos gênios da arquitetura Brasileira - Oscar Niemeyer e Lucio Costa.

1964 - Inicio dos Anos de Chumbo no Brasil


O Congresso americano aprova quase que por unanimidade e autoriza a intervenção no Vietnã. O mundo passa a presenciar uma das mais cruéis guerras do século XX, mas vê extasiado a força, e determinação do povo vietnamita.

Deus e o Diabo na terra Sol - do genial Glauber Rocha coloca o Brasil no cenário mundial do cinema. Nasce o Cinema Novo.

Yoshinori Sakai - atleta nascido em Hiroshima no dia em que a Bomba Atômica foi lançada pelos EEUU chega ao estádio no Japão com a Tocha Olímpica. E a primeira vez que o Japão participa dos Jogos Olímpicos.

Opinião - peça escrita por Oduvaldo Viana Filho e Paulo Pontes estréia com Zé Keti, Nara Leão - substituída depois por Maria Bethania, torna-se um marco na resistência da ditadura que se instalava no Brasil.

1964 - Inicio dos Anos de Chumbo no Brasil


O Congresso americano aprova quase que por unanimidade e autoriza a intervenção no Vietnã. O mundo passa a presenciar uma das mais cruéis guerras do século XX, mas vê extasiado a força, e determinação do povo vietnamita.

Deus e o Diabo na terra Sol - do genial Glauber Rocha coloca o Brasil no cenário mundial do cinema. Nasce o Cinema Novo.

Yoshinori Sakai - atleta nascido em Hiroshima no dia em que a Bomba Atômica foi lançada pelos EEUU chega ao estádio no Japão com a Tocha Olímpica. E a primeira vez que o Japão participa dos Jogos Olímpicos.

Opinião - peça escrita por Oduvaldo Viana Filho e Paulo Pontes estréia com Zé Keti, Nara Leão - substituída depois por Maria Bethania, torna-se um marco na resistência da ditadura que se instalava no Brasil.

1963 - J. F. Kennedy é assassinado


É assassinado em Dallas no Estado do Texas o Presidente dos EEUU John f. Kennedy.

Duzentos e cinqüenta mil pessoas marcham com Martin Luther King pelos direitos civis e pela Paz.

Betty Friedan - Lança a Mística Feminina.

Tarcisio Meira e Gloria Menezes estréiam a primeira telenovela.

Ao lado de Joan Baez, Bob Dylan leva ao delírio mais de 50 milhões de jovens. Sua musica engajada e revolucionária ganha o Mundo.

1963 - J. F. Kennedy é assassinado


É assassinado em Dallas no Estado do Texas o Presidente dos EEUU John f. Kennedy.

Duzentos e cinqüenta mil pessoas marcham com Martin Luther King pelos direitos civis e pela Paz.

Betty Friedan - Lança a Mística Feminina.

Tarcisio Meira e Gloria Menezes estréiam a primeira telenovela.

Ao lado de Joan Baez, Bob Dylan leva ao delírio mais de 50 milhões de jovens. Sua musica engajada e revolucionária ganha o Mundo.

1962 - Argelia conquista sua independência da França



Argélia põe fim a Guerra de Libertação através da famosa Batalha de Argel.

Durante quinze dias o mundo se viu ameaçado quando os Estados Unidos desencadeia a Guerra dos Mísseis contra Cuba.

Iniciava as transmissões via satélite - Ives Montand, ator e cantor Frances inaugura as primeiras imagens da televisão.

Nelson Mandela - líder nacionalista e preso por lutar contra o Apartheid.

O Vaticano suspende nas igrejas a celebração dos ritos religiosos em Latim.

1962 - Argelia conquista sua independência da França



Argélia põe fim a Guerra de Libertação através da famosa Batalha de Argel.

Durante quinze dias o mundo se viu ameaçado quando os Estados Unidos desencadeia a Guerra dos Mísseis contra Cuba.

Iniciava as transmissões via satélite - Ives Montand, ator e cantor Frances inaugura as primeiras imagens da televisão.

Nelson Mandela - líder nacionalista e preso por lutar contra o Apartheid.

O Vaticano suspende nas igrejas a celebração dos ritos religiosos em Latim.

1961- Um muro divide a esperança de liberdade


12 de Abril de 1961 - Yuri Gagarin a bordo da Capsula Vostok1, pela primeira vez na historia da humanidade, um homem contorna o planeta terra e diz: a terra é azul.

17 de Abril - primeira derrota dos Estados Unidos - Invadem Cuba através da "Bahia dos Porcos” em Playa Giron e é derrotada em menos de 72 horas.

Em 13 de agosto de 1961, guardas da RDA começaram a fechar com arame farpado e concreto a fronteira que separava as partes oriental e ocidental de Berlim, bem como Berlim Ocidental do território da Alemanha Oriental.

No dia 28 de maio de 1961, foi criada em Londres a organização de ajuda a presos "Anistia Internacional". Seu objetivo é a defesa dos que estão presos por motivos políticos, religiosos, étnicos, ideológicos ou racistas.

1961- Um muro divide a esperança de liberdade


12 de Abril de 1961 - Yuri Gagarin a bordo da Capsula Vostok1, pela primeira vez na historia da humanidade, um homem contorna o planeta terra e diz: a terra é azul.

17 de Abril - primeira derrota dos Estados Unidos - Invadem Cuba através da "Bahia dos Porcos” em Playa Giron e é derrotada em menos de 72 horas.

Em 13 de agosto de 1961, guardas da RDA começaram a fechar com arame farpado e concreto a fronteira que separava as partes oriental e ocidental de Berlim, bem como Berlim Ocidental do território da Alemanha Oriental.

No dia 28 de maio de 1961, foi criada em Londres a organização de ajuda a presos "Anistia Internacional". Seu objetivo é a defesa dos que estão presos por motivos políticos, religiosos, étnicos, ideológicos ou racistas.