28.5.11

Mãe do Coração


Esta criança esteve escondida no teu pensamento,
noite após noite, por anos a fio,
guardada na tua retina sem que nunca a tivesses visto.
Esta criança bendita, que foi escolhida por Deus e por ti,
para compartilhar de tua vida, nunca sofrerá,
ficará triste ou chorará por desamor ou abandono,
pois existe alguém especial, um anjo,
que o destino colocou em seu caminho
para lhe suprir as carências, lhe amar, dar carinho.
Ela foi abençoada.
Não foi gerada por ti,
não foi esperada por nove meses,
não veio de dentro de tuas entranhas,
mas veio de algo muito maior:
um amor enorme que tinhas para compartilhar
com ela e com o mundo.
Não o adotaste simplesmente; ele é teu filho –
filho do imenso carinho que tens para dar,
da tua capacidade de doação,
da abnegação,
do desejo sofrido e ao mesmo tempo esperançoso que tiveste
de um dia cuidar e de ouvir alguém
te chamando de “mãe”.
Será filho de noites em claro,
de preocupações,
de alegrias,
de dias de chuva,
de dias de sol.
Será filho de tristezas,
de sonhos,
de esperanças
e de dedicação,
pois tens por ele o mesmo carinho que terias
por um filho do teu sangue.
Esta criança veio de onde quer que seja,
predestinada para ti.
Apenas nasceu de outra mãe,
pois nada acontece por acaso,
mas o destino dela eram os teus braços e teu desvelo.
Ela foi gerada dentro do teu coração
porque, provavelmente, merecia uma mãe tão especial quanto

Mãe do Coração


Esta criança esteve escondida no teu pensamento,
noite após noite, por anos a fio,
guardada na tua retina sem que nunca a tivesses visto.
Esta criança bendita, que foi escolhida por Deus e por ti,
para compartilhar de tua vida, nunca sofrerá,
ficará triste ou chorará por desamor ou abandono,
pois existe alguém especial, um anjo,
que o destino colocou em seu caminho
para lhe suprir as carências, lhe amar, dar carinho.
Ela foi abençoada.
Não foi gerada por ti,
não foi esperada por nove meses,
não veio de dentro de tuas entranhas,
mas veio de algo muito maior:
um amor enorme que tinhas para compartilhar
com ela e com o mundo.
Não o adotaste simplesmente; ele é teu filho –
filho do imenso carinho que tens para dar,
da tua capacidade de doação,
da abnegação,
do desejo sofrido e ao mesmo tempo esperançoso que tiveste
de um dia cuidar e de ouvir alguém
te chamando de “mãe”.
Será filho de noites em claro,
de preocupações,
de alegrias,
de dias de chuva,
de dias de sol.
Será filho de tristezas,
de sonhos,
de esperanças
e de dedicação,
pois tens por ele o mesmo carinho que terias
por um filho do teu sangue.
Esta criança veio de onde quer que seja,
predestinada para ti.
Apenas nasceu de outra mãe,
pois nada acontece por acaso,
mas o destino dela eram os teus braços e teu desvelo.
Ela foi gerada dentro do teu coração
porque, provavelmente, merecia uma mãe tão especial quanto

27.5.11

Anos de chumbo - No olho do Furacão


Como num poema de Miguel Hernandez, estávamos no olho do furacão, no meio do mundo e no meio de março de 1969. A mala cheia de armas e munições e dois garotos correndo, pulando, na casa que nos servia de esconderijo na serra. O Marcello com dois anos, o Eduardo no berço com os olhos mais azuis que já se viram foragidos da repressão eu invadira nossa casa (linda) cheia de livros quadros e sonhos. A repressão além de prender e massacrar os suspeitos, costuma roubar tudo de valor, que encontrasse pela frente. A pretexto de apreender material subversivo e prova de crime, levavam tudo.
Uma verdadeira loja departamento de terror . O resto virava lixo: fotos, documentos , discos importados,o quadro não terminado no cavalete. Assim nossas lembranças ficaram apenas nas lembranças. O tempo, com a miopia transforma as imagens em pinturas impressionistas. Ali, os contornos perdem a nitidez, as cores aparecem como manchas, as formas são pouco definidas, mas, quando o quadro é observado na distancia adequada , e com a percepção aguçada, revela-se toda a sua beleza. Nós tínhamos 20 e poucos anos e o mundo inteiro pela frente. Mas, The dream is over. Será mesmo? Talvez não para todos. De tudo ficou um pouco. Sempre fica um pouco.
Fausto Machado Freire.

*revisando o livro - Nesta terra, Neste Instante - de minha autoria, reli a orelha e decidi compartir hoje a emoção que senti nestas palavras, lindas, fortes. Marcas de um passado que de uma maneira ou outra contribuiu para o Brasil de hoje.

Anos de chumbo - No olho do Furacão


Como num poema de Miguel Hernandez, estávamos no olho do furacão, no meio do mundo e no meio de março de 1969. A mala cheia de armas e munições e dois garotos correndo, pulando, na casa que nos servia de esconderijo na serra. O Marcello com dois anos, o Eduardo no berço com os olhos mais azuis que já se viram foragidos da repressão eu invadira nossa casa (linda) cheia de livros quadros e sonhos. A repressão além de prender e massacrar os suspeitos, costuma roubar tudo de valor, que encontrasse pela frente. A pretexto de apreender material subversivo e prova de crime, levavam tudo.
Uma verdadeira loja departamento de terror . O resto virava lixo: fotos, documentos , discos importados,o quadro não terminado no cavalete. Assim nossas lembranças ficaram apenas nas lembranças. O tempo, com a miopia transforma as imagens em pinturas impressionistas. Ali, os contornos perdem a nitidez, as cores aparecem como manchas, as formas são pouco definidas, mas, quando o quadro é observado na distancia adequada , e com a percepção aguçada, revela-se toda a sua beleza. Nós tínhamos 20 e poucos anos e o mundo inteiro pela frente. Mas, The dream is over. Será mesmo? Talvez não para todos. De tudo ficou um pouco. Sempre fica um pouco.
Fausto Machado Freire.

*revisando o livro - Nesta terra, Neste Instante - de minha autoria, reli a orelha e decidi compartir hoje a emoção que senti nestas palavras, lindas, fortes. Marcas de um passado que de uma maneira ou outra contribuiu para o Brasil de hoje.

22.5.11

À Ana de Hollanda - Ministra da Cultura do Brasil

A rede de intelectuais em defesa da humanidade – capítulo brasileiro - apóia incondicionalmente a atuação da Ministra Ana de Hollanda – Ministra da Cultura do Brasil.


1964, marcou o fim de um projeto cultural e político libertador que aglutinava a diversidade cultural brasileira. Seguiram-se prisões, torturas, assassinatos, censura sufocando a história. Resistir ao aparato repressivo tornou-se a única saída para que grupos da cultura nacional de todos os segmentos dessem a partida na criação de focos de resistência.
Na clandestinidade, foi se forjando o caldo de cultura indispensável para os primeiros passos de retomada dos quadros democráticos no país. Vinte anos depois o Brasil deu início à conquista da liberdade sucateada com o marco fundamental representado pela Campanha das Diretas Já. A classe artística como acontece em toda a história da humanidade alavancou as primeiras mudanças, reconstruindo a cultura amordaçada sob a forma empreitada de natureza complexa e quase que sem descanso.
Hoje,em pleno governo de Dilma Roussef, somos ameaçados por grupos afinados com os ideais e métodos discricionários da ditadura. Os questionamentos, as agressões gratuitas ou mesmo as que são feitas sob encomenda de grupos que se julgaram preteridos , o policiamento constante à atuação de Ana de Hollanda tem como único objetivo impedir a afirmação da cultura como arma de libertação de um povo, na medida em que trata de encerrar com truculência o dialogo estabelecido com todos os segmentos interessados no advento de uma política cultural dotada de novos estilos de atuação.
As agressões e as calunias, publicadas diariamente nas redes sociais, ganharam espaço artificial nos principais jornais, infindáveis debates em todos os canais das TV’s por assinatura. De todos os lados, apareceram de um momento para outro expert’s em política cultural.
A retirada do link “Creative Commons” do site do Portal da Cultura foi o estopim.
“Os Creative Commons não oferecem nada mais que os copyrights e quem ganha com essa briga são advogados e seus contratados milionários. Quando se trata de copyright X copyleft aí a coisa muda de figura pois discutimos direitos versus liberação total. Os mecanismos de liberação parcial de direitos oferecidos pelo Creative Commons também existem no Copyright na medida em que o autor faz o que bem quiser com sua obra. Tudo não passa de demagogia para vender balangandãs para indios colonizados. Basta colocar na documentação do ministério "livre para reprodução desde que citada a fonte" e ponto, menos um problema para resolver”, como bem elucidou o cineasta Silvio Tendler.
O encontro com a direção do Ecad – sociedade civil privada instituída pela Lei Federal nº 5.988/73 e mantida pelas associações de titulares de obras musicais que o integram, nos moldes do art. 99,da atual Lei no. 9.610/98, foi motivo de abaixo-assinados entre outras manifestações.
Qualquer cidadão brasileiro minimamente informado sabe que é impossível gerir um ministério, ou uma empresa, sem rever, analisar contratos anteriores, executar os atos administrativos praticados e orçados para o exercício em andamento, obedecendo a Lei de responsabilidade fiscal, dentre um conjunto de outras, que deve ser respeitada, e cuja prestação de contas será feita pela responsável que ora ocupa o cargo de confiança mais importante de toda uma cadeia decisória .
Os insatisfeitos querem cercear o processo de desenvolvimento e organização das medidas fundamentais a afirmação da cultura nacional.
Não cabe a crítica pela crítica. Nem a insensatez de tratar de desestabilizar um governo que começa após a estúpida guerra travada através da mídia, inescrupulosa e suja, fundada que está em preceitos conhecidos de todos nós.
Seria leviandade e incompetência da atual Ministra chegar e manter intacta a poeira acumulada em anos de gestões desastrosas para o mundo artístico, sem tocar nas perdas que o Brasil vem tendo com uma política cultural totalmente centrada nos moldes estrangeiros.
Cabe-nos aqui recordar que a nova Lei de Direitos Autorais foi votada em plena campanha eleitoral em 2010, na gestão de Juca Ferreira, no pagar da luzes da administração anterior, inacabada no que diz respeito a participação dos principais interessados a classe artística, finalizada sem abordagem de temas fundamentais. Que o digam os produtores, fotógrafos, educadores, entre outros.
Nossa obrigação como partícipes desta história é analisar o passado com a devida cautela que a matéria requer, efetuar um balanço crítico quanto aquilo que se deu até o presente instante e centrar nossos melhores esforços no futuro.
Ana de Hollanda, hoje Ministra da Cultura, conduziu com competência um setor relevante de atuação da Funarte na área musical. Seu carro chefe foi “O Projeto Pixinguinha” e através dele correu o Brasil afora mesclando a diversidade cultural brasileira, tendo trabalhado na Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de Osasco, e posteriormente na Prefeitura de São Paulo acumulando conteúdo a seu currículo profissional como gestora cultural .
O que conta é sua experiência profissional, sua intimidade com as nuances de um Brasil diverso, um continente cultural de suma importância.
Gilberto Gil, um dos maiores compositor e intérprete, foi Ministro por dois mandatos teve o apoio de Juca Ferreira, atravessou greves, conviveu com sérios problemas na sua área, fez o ano França -Brasil tornar-se motivo de críticas, também, por parte da classe artística, inovou com os pontos de cultura – alegrias de uns, crítica severa de outros conhecedores do mercado brasileiro.
Conhecer a fundo todas as vertentes, chegar a um consenso na Lei de Direitos autorais, revisar a Lei Rouanet, avaliar os pontos de cultura focando na melhoria dos mesmos, dialogar com artistas, produtores, participar das manifestações culturais espontâneas, saber ouvir, administrar esta responsabilidade exige pé no chão. Trajetória Cultural. Conhecimento da Administração Pública. Amor e respeito ao Brasil.
Hoje, presenciamos o encontro da Ministra com o setor de áudio-visual no Rio de Janeiro. Tudo transcorreu e nos rendeu uma excelente reunião de entendimento e trabalho comum. A classe demonstrou equilíbrio, compreensão, e principalmente vontade de colocar as claras que sim podemos e devemos respeitar nossas restrições, sem perder o foco principal de buscar alternativas para transformar o status quo que temos pela frente.
Ana de Hollanda tem bom senso. Coerente politicamente, meticulosa, clara, segura. E, o mais importante de uma rara sensibilidade.
Magnífica indicação da Presidenta Dilma.

À Ana de Hollanda - Ministra da Cultura do Brasil

A rede de intelectuais em defesa da humanidade – capítulo brasileiro - apóia incondicionalmente a atuação da Ministra Ana de Hollanda – Ministra da Cultura do Brasil.


1964, marcou o fim de um projeto cultural e político libertador que aglutinava a diversidade cultural brasileira. Seguiram-se prisões, torturas, assassinatos, censura sufocando a história. Resistir ao aparato repressivo tornou-se a única saída para que grupos da cultura nacional de todos os segmentos dessem a partida na criação de focos de resistência.
Na clandestinidade, foi se forjando o caldo de cultura indispensável para os primeiros passos de retomada dos quadros democráticos no país. Vinte anos depois o Brasil deu início à conquista da liberdade sucateada com o marco fundamental representado pela Campanha das Diretas Já. A classe artística como acontece em toda a história da humanidade alavancou as primeiras mudanças, reconstruindo a cultura amordaçada sob a forma empreitada de natureza complexa e quase que sem descanso.
Hoje,em pleno governo de Dilma Roussef, somos ameaçados por grupos afinados com os ideais e métodos discricionários da ditadura. Os questionamentos, as agressões gratuitas ou mesmo as que são feitas sob encomenda de grupos que se julgaram preteridos , o policiamento constante à atuação de Ana de Hollanda tem como único objetivo impedir a afirmação da cultura como arma de libertação de um povo, na medida em que trata de encerrar com truculência o dialogo estabelecido com todos os segmentos interessados no advento de uma política cultural dotada de novos estilos de atuação.
As agressões e as calunias, publicadas diariamente nas redes sociais, ganharam espaço artificial nos principais jornais, infindáveis debates em todos os canais das TV’s por assinatura. De todos os lados, apareceram de um momento para outro expert’s em política cultural.
A retirada do link “Creative Commons” do site do Portal da Cultura foi o estopim.
“Os Creative Commons não oferecem nada mais que os copyrights e quem ganha com essa briga são advogados e seus contratados milionários. Quando se trata de copyright X copyleft aí a coisa muda de figura pois discutimos direitos versus liberação total. Os mecanismos de liberação parcial de direitos oferecidos pelo Creative Commons também existem no Copyright na medida em que o autor faz o que bem quiser com sua obra. Tudo não passa de demagogia para vender balangandãs para indios colonizados. Basta colocar na documentação do ministério "livre para reprodução desde que citada a fonte" e ponto, menos um problema para resolver”, como bem elucidou o cineasta Silvio Tendler.
O encontro com a direção do Ecad – sociedade civil privada instituída pela Lei Federal nº 5.988/73 e mantida pelas associações de titulares de obras musicais que o integram, nos moldes do art. 99,da atual Lei no. 9.610/98, foi motivo de abaixo-assinados entre outras manifestações.
Qualquer cidadão brasileiro minimamente informado sabe que é impossível gerir um ministério, ou uma empresa, sem rever, analisar contratos anteriores, executar os atos administrativos praticados e orçados para o exercício em andamento, obedecendo a Lei de responsabilidade fiscal, dentre um conjunto de outras, que deve ser respeitada, e cuja prestação de contas será feita pela responsável que ora ocupa o cargo de confiança mais importante de toda uma cadeia decisória .
Os insatisfeitos querem cercear o processo de desenvolvimento e organização das medidas fundamentais a afirmação da cultura nacional.
Não cabe a crítica pela crítica. Nem a insensatez de tratar de desestabilizar um governo que começa após a estúpida guerra travada através da mídia, inescrupulosa e suja, fundada que está em preceitos conhecidos de todos nós.
Seria leviandade e incompetência da atual Ministra chegar e manter intacta a poeira acumulada em anos de gestões desastrosas para o mundo artístico, sem tocar nas perdas que o Brasil vem tendo com uma política cultural totalmente centrada nos moldes estrangeiros.
Cabe-nos aqui recordar que a nova Lei de Direitos Autorais foi votada em plena campanha eleitoral em 2010, na gestão de Juca Ferreira, no pagar da luzes da administração anterior, inacabada no que diz respeito a participação dos principais interessados a classe artística, finalizada sem abordagem de temas fundamentais. Que o digam os produtores, fotógrafos, educadores, entre outros.
Nossa obrigação como partícipes desta história é analisar o passado com a devida cautela que a matéria requer, efetuar um balanço crítico quanto aquilo que se deu até o presente instante e centrar nossos melhores esforços no futuro.
Ana de Hollanda, hoje Ministra da Cultura, conduziu com competência um setor relevante de atuação da Funarte na área musical. Seu carro chefe foi “O Projeto Pixinguinha” e através dele correu o Brasil afora mesclando a diversidade cultural brasileira, tendo trabalhado na Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de Osasco, e posteriormente na Prefeitura de São Paulo acumulando conteúdo a seu currículo profissional como gestora cultural .
O que conta é sua experiência profissional, sua intimidade com as nuances de um Brasil diverso, um continente cultural de suma importância.
Gilberto Gil, um dos maiores compositor e intérprete, foi Ministro por dois mandatos teve o apoio de Juca Ferreira, atravessou greves, conviveu com sérios problemas na sua área, fez o ano França -Brasil tornar-se motivo de críticas, também, por parte da classe artística, inovou com os pontos de cultura – alegrias de uns, crítica severa de outros conhecedores do mercado brasileiro.
Conhecer a fundo todas as vertentes, chegar a um consenso na Lei de Direitos autorais, revisar a Lei Rouanet, avaliar os pontos de cultura focando na melhoria dos mesmos, dialogar com artistas, produtores, participar das manifestações culturais espontâneas, saber ouvir, administrar esta responsabilidade exige pé no chão. Trajetória Cultural. Conhecimento da Administração Pública. Amor e respeito ao Brasil.
Hoje, presenciamos o encontro da Ministra com o setor de áudio-visual no Rio de Janeiro. Tudo transcorreu e nos rendeu uma excelente reunião de entendimento e trabalho comum. A classe demonstrou equilíbrio, compreensão, e principalmente vontade de colocar as claras que sim podemos e devemos respeitar nossas restrições, sem perder o foco principal de buscar alternativas para transformar o status quo que temos pela frente.
Ana de Hollanda tem bom senso. Coerente politicamente, meticulosa, clara, segura. E, o mais importante de uma rara sensibilidade.
Magnífica indicação da Presidenta Dilma.

Demasiado - Silvio Rodriguez



Texto Silvio Rodríguez Domínguez.
Fotos Kaloian

Demasiado tiempo,
demasiada sed
para conformarnos
con un breve sorbo
la única vez.
Demasiada sombra,
demasiado sol
para encadenarnos
a una sola forma
y una sola voz.

Demasiadas bocas,
demasiada piel
para enamorarnos
de un mal gigantesco
y un ínfimo bien.
Demasiado espacio,
demasiado azul
para que lo inmenso
quepa en un destello
solo de la luz.

Demasiado polvo,
demasiada sal
para que la vida
no busque consuelo
en el más allá.
Demasiado nunca,
demasiado no
para tantas almas,
para tantos sueños,
para tanto amor

Demasiado - Silvio Rodriguez



Texto Silvio Rodríguez Domínguez.
Fotos Kaloian

Demasiado tiempo,
demasiada sed
para conformarnos
con un breve sorbo
la única vez.
Demasiada sombra,
demasiado sol
para encadenarnos
a una sola forma
y una sola voz.

Demasiadas bocas,
demasiada piel
para enamorarnos
de un mal gigantesco
y un ínfimo bien.
Demasiado espacio,
demasiado azul
para que lo inmenso
quepa en un destello
solo de la luz.

Demasiado polvo,
demasiada sal
para que la vida
no busque consuelo
en el más allá.
Demasiado nunca,
demasiado no
para tantas almas,
para tantos sueños,
para tanto amor