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Mostrando postagens de Abril 20, 2014

Hoje, Nicholas az 17 anos. E, eu sigo apaixonada por você.

Soneto de aniversário Vinicius de Moraes Passem-se dias, horas, meses, anos Amadureçam as ilusões da vida Prossiga ela sempre dividida Entre compensações e desenganos. Faça-se a carne mais envilecida Diminuam os bens, cresçam os danos Vença o ideal de andar caminhos planos Melhor que levar tudo de vencida. Queira-se antes ventura que aventura À medida que a têmpora embranquece E fica tenra a fibra que era dura. E eu te direi: amiga minha, esquece... Que grande é este amor meu de criatura Que vê envelhecer e não envelhece. (Rio, 1942)

Hoje, Nicholas az 17 anos. E, eu sigo apaixonada por você.

Soneto de aniversário Vinicius de Moraes Passem-se dias, horas, meses, anos Amadureçam as ilusões da vida Prossiga ela sempre dividida Entre compensações e desenganos. Faça-se a carne mais envilecida Diminuam os bens, cresçam os danos Vença o ideal de andar caminhos planos Melhor que levar tudo de vencida. Queira-se antes ventura que aventura À medida que a têmpora embranquece E fica tenra a fibra que era dura. E eu te direi: amiga minha, esquece... Que grande é este amor meu de criatura Que vê envelhecer e não envelhece. (Rio, 1942)

Tiradentes, a esperança e liberdade

  O vento que entra pela janela cheirando a chuva traz consigo  um quê de tristeza histórica. Hoje, num longínquo  21 de abril de 1792, o prisioneiro Joaquim José da Silva Xavier o Tiradentes _  é condenado à forca por crime de rebelião e alta traição contra a Soberana D. Maria I.   Enforcado em praça pública na cidade do Rio de Janeiro, altivo, cabeça erguida, corpo esquartejado banha de sangue a estrada que leva a Minas Gerais a esperança pela liberdade. Não aceitar os impostos foi seu crime maior, livrar-se do jugo português seria uma consequência natural através da luta. Os que participavam da rebelião contra a coroa foram condenados ao exilio, uns executados dias ou anos mais tarde. Rodopia a história em séculos e séculos de escravidão, devastação do solo, crimes de lesa humanidade. Desmoronou a coroa, veio a República, passamos por regimes de exceção – duros, pintados com o sangue de seus filhos. Poetas, estudantes, profissionais liberais, jovens acadêmicos, foram assassinados e

Tiradentes, a esperança e liberdade

  O vento que entra pela janela cheirando a chuva traz consigo  um quê de tristeza histórica. Hoje, num longínquo  21 de abril de 1792, o prisioneiro Joaquim José da Silva Xavier o Tiradentes _  é condenado à forca por crime de rebelião e alta traição contra a Soberana D. Maria I.   Enforcado em praça pública na cidade do Rio de Janeiro, altivo, cabeça erguida, corpo esquartejado banha de sangue a estrada que leva a Minas Gerais a esperança pela liberdade. Não aceitar os impostos foi seu crime maior, livrar-se do jugo português seria uma consequência natural através da luta. Os que participavam da rebelião contra a coroa foram condenados ao exilio, uns executados dias ou anos mais tarde. Rodopia a história em séculos e séculos de escravidão, devastação do solo, crimes de lesa humanidade. Desmoronou a coroa, veio a República, passamos por regimes de exceção – duros, pintados com o sangue de seus filhos. Poetas, estudantes, profissionais liberais, jovens acadêmico