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Entre dezembros e dezembros - 2013


Edu aqui ao lado, dá uma dicas a Vitória: ao fazer o checking  pegue o primeiro assento é para crianças  desacompanhandas. Vão buscar você no aeroporto. Estou em BV. Nicholas na natação, creio. Sua mãe já terminou o exame e tudo bem. Eu controlando aqui as matriculas dos alunos para 2014.  A mãe veio junto e brincamos horas de voo o game dos pássaros. Ganhamos diversas vezes 3 estrelas.
-       Foi. Fiz um trato com ela vou comer angu e, ela não vai mais ficar com medo de avião mesmo que seja para pegar a mão sem querer do guapo ao lado – como canta Belchior – e, de passo conseguir um amor sobre as nuvens.
Comecei a rir. Este filhos e netos são perigosos. O mundo inteiro acaba ciente de que sou namoradeira, que adoro um grande amor, mesmo que seja por algumas horas.  Olho, este garoto de metros e tanto  ultrapassando há muito meus ombros, olhos azuis, cabeça raspada, esbanjando charme e dou um mergulho profundo naquele sorriso, nas bolinhas azuis que são seus olhos, pego devagarinho com medo louco de quebrar e comento com Marcello travesso, falante, faltando 2 dias para fazer um ano. Lindo seu manito, pequenino, pequenino. Muitas águas rolaram, não riachos, rios majestosos como o Amazonas, pororocas viraram nossas vidas de pernas  cabeça. Passamos todas. Exilio, escolas, outra fonética, mil Brasis, infinidade de amigos, inimigos não tantos, cidades e cidades, volta a patriazinha auri verde,  querida de doer, adaptações, universidades, casamento, filhos, o corre do dia a dia busca na escola, leva ao cursinho, espera na porta do Tablado até que termina cada aula em que sua menina vai descobrindo o mundo através de Brechet ou Maria Clara Machado, enquanto Nicholas já completado seus quinze anos  é cheio de opiniões e ternura.
Meu menino fofo, que desenhava animais unicelulares nas paredes do apartamento em Miramar , brincava subindo muros para desespero da vizinhança faz mais um aniversário num quinze de dezembro, como tantos dezembros que ficou para trás. Numa cumplicidade, que somente os que amam são capazes consegui unir o amor ao amor e aqui estou no coração da América latina entrelaçando sonhos, tão feliz que o Aurélio – dicionário competente não tem adjetivos óbvios, já que tudo é óbvio tentando passar para o editor de texto uma emoção impossível de ser definida em letras. Nem creio que os poeta poderiam.
O curso das emoções são tortuosas, fortes e frágeis dão voltas e voltas num rodopio em que a felicidade se embebe de lágrimas para dizer timidamente – Feliz aniversário Eduardo. 

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Você me deu o prazer de seus olhos, rosto, carne, enquanto passamos – você tomou de minha barba, peito, mãos, em retorno,
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Eu devo garantir que não irei lhe perder.