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Hoje, às 18:30 no teatro Casa Grande - Lançamento de tempo de Planíce - Jose Dirceu


Este livro é fruto de um processo coletivo de discussão do Brasil que teve início com o fim do ciclo autoritário e início de um novo período de democracia em nosso país, que permitiu o ressurgimento e, sobretudo, o nascimento de diversas forças políticas — entre elas, o Partido dos Trabalhadores, do qual sou membro-fundador.

Assumimos como método, desde o primeiro momento, a análise crítica e materialista da realidade brasileira, com preferência pelos temas afeitos aos trabalhadores do campo e da cidade. Assim, por meio do debate aberto, respeitoso e democrático, o PT elege seus dirigentes e monta seu programa partidário, e da mesma maneira sua militância coloca-se perante a sociedade para expor suas ideias e ideais.

Os textos a seguir fazem parte de minha contribuição a essa discussão do Brasil. São uma coleção de artigos que publiquei em diversos jornais e revistas e que resumem como vejo nosso partido, nosso governo e as relações que estes estabelecem com a sociedade, ontem e hoje.

Esse material é parte, também, da militância que desempenho desde o início de minha carreira política em nome do desenvolvimento com justiça e inclusão social. Um trabalho que não quis e não pude interromper mesmo depois de sair do governo e ser alijado de meu mandato de deputado federal em meio a uma campanha maciça de oposição ao presidente Lula e ao PT.

Os artigos que reúno agora, neste livro, são um manifesto pessoal de quem insiste na luta pela transformação de nossa sociedade, independentemente dos obstáculos que se interponham a essa caminhada.

José Dirceu de Oliveira e Silva

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A um Estranho Estranho que passa! você não sabe com quanta saudade eu lhe olho,
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Tudo é relembrado neste relance, fluído, afeiçoado, casto, maduro,
Você cresceu comigo, foi um menino comigo, ou uma menina comigo,
Eu comi com você e dormi com você – seu corpo se tornou não apenas seu, nem deixou o meu corpo somente meu,
Você me deu o prazer de seus olhos, rosto, carne, enquanto passamos – você tomou de minha barba, peito, mãos, em retorno,
Eu não devo falar com você – devo pensar em você quando sentar-me sozinho, ou acordar sozinho à noite,
Eu devo esperar – não duvido que lhe reencontrarei,
Eu devo garantir que não irei lhe perder.