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Ricardo Flecha canta os Karai III para crianças



Con este disco cierra la trilogía dedicada a la integración de los pueblos latinoamericanos y a la reivindicación de nuestros pueblos originarios a través del guaraní.
Este proyecto que lleva varios años, desde sus inicios en diciembre del 2003, ha cobrado alas propias y ha ido creciendo, ha ganado premios y ha logrado el reconocimiento de propios y extraños. En el 2006 el MEC lo declara de interés educativo y cultural, en el 2010 es declarado de interés nacional por la Presidencia de la República y es ganador del Premio Cubadisco Internacional, en el 2011 se constituye en uno de los aspectos que lo hace a Ricardo Flecha merecedor de la Condecoración de la Cruz de Mayo en grado de Comendador por parte del Gobierno de la República Argentina.
Se sumaron al él importantes voces del canto popular de nuestra América y también de España, con sus talentos y sus saberes se incorporaron a esa clase de magos que tenían los guaraníes que llamaban ‘los karai’, los sabios, los que hablan siempre con la verdad, los que no mienten, los que siempre son bien recibidos aún en tiempos de guerra … los que guiaban a su pueblo hacia el ‘yvy marane’y’ o ‘tierra sin mal’, ese ansiado paraíso en el que las fechas velan solas y los frutos caen de sus árboles sin necesidad de agredir a la naturaleza, ese paraíso que está aquí en la tierra.
Cuando ya habíamos abordado un vasto espectro de la canción popular, pensamos que les debíamos algunas canciones a los niños, pero no solo aquellas infantiles, sino también aquellas que deberán escucharlas juntos a sus padres, tíos o abuelos para ensanchar sus horizontes.
De ahí surge la idea grabar este repertorio que conforma el volumen III de este canto que no cesa, como no cesa la eterna presencia de los karai en nuestras vidas.
Se han incluido en este caso en versión compartida con Paco Ibañez el eterno ‘Érase una vez’ o ‘Petei jevy’ de su autoría sobre poema de José Agustín Goytisolo, con Vicente Feliú una dulcísima interpretación de ‘Cielito marangatu’, totalmente en guaraní y junto a Neine Heisecke la filosofal leyenda inspirada en el héroe suizo ‘Guillermo Tell’. En versiones solistas Ricardo interpreta ‘Eke kambami’ o ‘Duerme negrito’, recopilación de Atahualpa Yupanqui, ‘Ku kera omyatÿrova’ o ‘Reparador de sueños’ de Silvio Rodríguez, ‘Á mitämi akähäta’ o ‘Esos locos bajitos’ de Joan Manuel Serrat, ‘Torore-rore’ una recopilación de José Antonio Gómez Perasso, ‘Tetä’ o ‘Patria’ de Rubén Blades, ‘Oga itarovava’ o ‘La casa disparatada’ de Vinicius de Moraes y Toquinho y la magistral voz de Elvio Romero, poeta paraguayo fundamental, interpretando ‘Muerte de Perurimá, cuentero, enredado en su lengua’.

Como en los volúmenes anteriores, las traducciones fueron hechas por don Félix de Guarania y tras su partida, completó la obra Mario Rubén Alvarez. Los arreglos, la dirección orquestal y musicalización estuvieron a cargo de Mauricio ‘Pinchi’ Cardozo Ocampo.

El nuevo disco será presentado el próximo martes 20 de septiembre a las 20:00 en Teatro Leopoldo Marechal de la Embajada Argentina (España y Perú) con acceso libre y gratuito.

Este proyecto cuenta con el apoyo de los Fondos de Cultura para Proyectos Ciudadanos de la Secretaría Nacional de Cultura e Itaipú.

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