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Y sé que hay muertos que alumbram los caminos … Silvo Rodriguez


Todos, os de longa data, os mais recentes, os que admiraram e sofreram quase que em segredo, silenciosos, compenetrados, solidários seguiam o ritual litúrgico homenageando aquela que no 14 de abril de 1976 foi assassinada pela ditadura – Zuzu Angel.
Zuzu Angel – percorreu todos os caminhos possíveis para encontrar seu filho Angel Stuart morto nas sessões de torturas na prisão brasileira, em 1971. Denunciou as torturas, no Brasil e no exterior. Ousou entregar ao secretário de Estado dos Estados Unidos Henry Kissinger a carta que Alex Polari descrevia as circusntancias da morte de Stuart.
Denunciou ao senador Edward Kennedy, que levou ao conhecimento do Congresso dos Estados Unidos, desafiando o imperio e preparar a sua própria morte na luta por descobrir o filho/militante amado.
Desmascarava a ditadura numa bravura nata. Abria ao mundo a verdade sobre o milagre brasileiro. Seu gesto único estimulou as primeiras denuncias, no Brasil e nos paises latino americanos, como as Mães da Praça de Maio. Zuzu, foi a representante naquele momento de milhares de mães brasileiras que tinham seus filhos desaparecidos ou prisioneiros da cruel ditadura que dilacerava o sonho de liberdade de nosso pais.
Hoje, transcorridos 35 anos de seu assassinato seus filhos, os que sobreviveram para contar esta história, os que junto a todos nós ainda denunciam, procuram seus desaparecidos colocamos esta mulher de fibra inquebrantável no lado mais terno dos nossos corações.
A dor da perda, dificil, dilacerada, alavanca a força com que seus filhos continuam neste ato de amor, denunciando dando força aos que vagam na história em busca de nosso heroes assasinados.

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Eu devo garantir que não irei lhe perder.