Pular para o conteúdo principal

Resposta sucinta a Gerhard Erich Boehme

Em que pais? De que Chico você está falando? Do rio que corre lindo, forte, majestoso, dos Chicos perdidos nas calçadas, dos Chico já de volta a sociedade pelos inúmeros programas de reabilitação existente nas grandes cidades, dos Chico saídos das cárceres, ou dos que permanecem nelas?
Qual Chico? O Buarque de Holanda – o da morena dos olhos d’água, das mulheres de Atenas, do Apesar de Você? Esse parece que você nunca ouvi falar. Eu sim. Chico – o Buarque em todas as etapas de sua vida sempre foi solidário. Participou de shows pelas vitimas no Peru – no grande terremoto que deixou marcado o Pais de Vallejo - pelos idos de 70, uniu a cultura latino americana quando este continente era um retrato em preto e branco da colonização, aproximou Cuba do mundo num dos momentos mais difíceis da sua historia, nunca deixou de ser um dos primeiros a assinar todos os manifestos que corriam mundo a fora em Defesa da Humanidade. Fosse ela indígena, africana, palestina, ou árabe.
Chico doou a nós seus sonhos, foi solidário com o amor através de seus versos, com alma feminina do nosso tempo. Chico – o Buarque , como todo ser dotado de uma genialidade especial, extravasa sua criatividade em literatura, versos, pé na bola, nas mais lindas canções – sempre renovadas.

Chico tem a alma impregnada de liberdade por isso pode ser socialista. Liberdade não é aquela velha calça jeans desbotada, ou uma ida vez que outra a Nova York. Liberdade é tornar sonhos em realidade, é poder ser. E, isto só consegue quem traz a alma limpa de ser virgem, livre de prejuízos.

Sobre Chico – O Buarque de Holanda podemos falar horas a fio, mas as avenidas nos esperam para ouvir nossas vozes em todas as harmonias e sonoridades – #Dilma –a 1ª. Mulher Presidente do Brasil.

Comentários

Posts Mais Lidos

1996 - Direitos Humanos violados no Brasil e no Mundo

Ao longo das últimas décadas, o Brasil assinou uma série de convenções, tratados e declarações que visam a garantir os direitos humanos fundamentais em nosso país. Apesar disso, diariamente, pessoas sofrem por terem seus direitos violados. São humilhadas, maltratadas e, muitas vezes, assassinadas impunemente. Tais fatos repercutem mundialmente, despertando o interesse de diversas organizações não-governamentais, que se preocupam em garantir os direitos acima mencionados, como a Human Rights Watch, que, anualmente, publica uma reportagem sobre a situação dos direitos humanos em diversos países do mundo, e cujos relatos sobre o Brasil, nos anos de 1996 e 1997, serviram de base para o relato exposto a seguir.

Relatório em 1996:

O ano de 1996, no Brasil, foi marcado por massacres, violência rural e urbana, más condições penitenciárias e impunidade gritante.

No dia 19 de abril, em Eldorado dos Carajás, Pará, a Polícia Militar, com ordem para evitar que cerca de duas mil famílias ocupassem …

José Ibrahim- um herói do movimento operário

José Ibrahim- um herói do movimento operário

1968 marcou o século XX como o das revoltas - estudantis operárias, feministas, dos negros, ambientalistas, homossexuais. Todos os protestos sociais e mobilização política que agitaram o mundo como a dos estudantes na França, a Primavera de Praga, o massacre dos estudantes na México, a guerra no Vietnã se completam com as movimentos operários e estudantil no nosso pais. Vivíamos os anos de chumbo, o Brasil também precisava de sua primavera.
Em Contagem, região industrial da grande Belo Horizonte, Minas Gerais, abriu caminho as grandes greves metalúrgicas coroada pela de 1968 em Osasco - região industrial de São Paulo onde brasileiros de fibra e consciência, miscigenam suas origens e raízes abalizadas pela particularidade brasileira, em plena luta contra a ditadura militar.
Jose Ibrahim, 21 anos, eleito para a direção Sindical, jovem, líder por excelência, simplesmente parou todas as fábricas de Osasco, na época pólo central dos movimentos de …

Inez Etienne - única sobrevivente da casa da morte em Petrópolis

Única sobrevivente da Casa da Morte, centro de tortura do regime militar em Petrópolis. Responsável depois pela localização da casa e do médico-torturador Amílcar Lobo. Autora do único registro sobre o paradeiro de Carlos Alberto Soares de Freitas, o Beto, que comandou Dilma Rousseff nos tempos da VAR-Palmares. Última presa política a ser libertada no Brasil. Aos 69 anos, Inês Etienne Romeu tem muita história para contar. Mas ainda não pode. Vítima há oito anos de um misterioso acidente doméstico, que a deixou com graves limitações neurológicas, ela luta para recuperar a fala. Cinco meses depois de uma cirurgia com Paulo Niemeyer, a voz saiu firme:

DIREITOS HUMANOS: Ministra acredita na aprovação da Comissão da Verdade no primeiro semestre deste ano

- Vou tomar banho e esperar a doutora Virgínia.

Era a primeira frase completa depois de tanto tempo. Foi dita na manhã de quarta-feira, em Niterói, no apartamento onde Inês trava a mais recente batalha de sua vida. Doutora Virgínia é a fi…