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1968 - Estudantes, intelectuais, operários levantam-se contra as ditaduras que se implantavam na America Latina


No dia 13 de maio de 1968, era convocada a greve geral na França. O que antes era um movimento restrito ao meio universitário se espalhava pela cidade e parecia ganhar proporções revolucionárias, questionando as estruturas de poder e os valores vigentes. Em seu auge, colocou em risco a autoridade do presidente Charles De Gaulle.

Nos EEUU, o ano foi marcado por protestos contra a Guerra do Vietnã e a favor dos direitos civis. No dia 4 abril, foi assassinado o reverendo Martin Luther King, principal liderança da luta contra o racismo no país.

Também em abril, na Tchecoslováquia, o secretário-geral do Partido Comunista, Alexander Dubcek, anunciou a criação de um “socialismo de rosto humano”, iniciando um período que ficaria conhecido como “Primavera de Praga”. Foi feita uma reforma que permitiu liberdade expressão e organização fora do Partido Comunista. Em agosto, Praga foi invadida por tropas da União Soviética e aliados e Dubcek foi destituído do poder.

Num choque entre estudantes e policiais no Rio de Janeiro, foi assassinado o estudante Edson Luís. Sua morte comoveu a cidade do Rio de Janeiro, gerando muitos protestos. Ganhava força os protestos estudantis por mais verba para a educação e contra a ditadura.

Em de junho, a “Passeata dos 100 mil”, no Rio de Janeiro, reuniu políticos, artistas, trabalhadores e estudantes para protestar contra a ditadura.

Dias depois, a polícia prendeu em Ibiúna, interior de São Paulo, cerca de mil estudantes que participavam do congresso da UNE, incluindo os principais líderes do Movimento Estudantil – José Dirceu, Flávio Travassos, Vladimir Palmeira, Leopoldo Paulino.

O ano reafirmou a decisão d derrubar através da luta armada a Ditadura Brasileira, o governo decretou o Ato Institucional número 5, o AI-5, em resposta a discurso contra as Forças Armadas proferido pelo deputado Márcio Moreira Alves. O AI-5 deu plenos poderes ao governo, fechou o Congresso e tirou liberdades individuais.

Martin Luter King é assassinado. Sua morte chocou o mundo.

A presença da mulher se fazia cada vez mais presente nos movimentos revolucionários.

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Relatório em 1996:

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